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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

São Paulo, uma cidade no limite: Conheça a "Rua Augusta".

@wesleytalaveira - Começamos hoje nossa primeira série de "postagens especiais", com um tema bastante conhecido de todos os paulistanos, mas não tão conhecido do resto do Brasil: os bastidores de São Paulo, a maior e mais importante cidade latinoamericana.

Apartir de hoje, mostraremos uma série de postagens que mostram os contrastes dessa cidade, que é ao mesmo tempo a mais rica do Brasil e uma das que concentram os maiores indíces de favelas. São Paulo é rica e pobre. Acolhedora e repulsiva. Linda e horrível. Vamos mostrar tudo isso ao longo dessa série.

E creio que essa série não teria seu objetivo alcançado se iniciássemos falando de outra rua que não a Rua Augusta. Importante trecho de ligação do Centro com a região Oeste com mais de 3,5 km de extensão, a Rua Augusta é um exemplo dos contrastes de São Paulo. Concentra em si um dos principais pontos ricos da capital, mas ao mesmo tempo é um dos mais conhecidos locais de prostituição barata. O "divisor" dessas duas Augustas é nada menos que a Avenida Paulista, pricipal centro econômico da capital. A Rua Augusta possui lojas, restaurantes, lanchonetes, centros de cultura e lazer e salões de estética que diferem radicalmente em estrutura, tipo de serviço, público e preço dependendo do lado em que estiver.


A "parte rica" da Augusta

Compreendida no sentido Jardins (zona oeste), entre a Avenida Paulista e a Rua Estados Unidos, esse trecho da rua Augusta concentra lojas de importantes grifes, além de salões de beleza, cinemas, e centros de luxo como a Galeria Ouro Fino. Nessa parte da rua, uma tabela de preço específica é destinada à classe média. É raro encontrar um salão em que um corte de cabelo feminino saia por menos de R$ 18. Os ambientes são claros, bem decorados, com designer moderno e possuem produtos caros.

Nesse trecho da Augusta estão localizados também o Clube Atletico Pinheiros, o Museu da Imagem e do Som e o CineSesc. Além disso, esse trecho da Augusta faz cruzamento com a rua Oscar Freire considerada a rua mais cara do Brasil.



A "parte pobre" da Augusta
No centido centro, a situação é completamente direfente. A região compreendida entre a Avenida Paulista e o centro é chamada de "Augusta baixa" pelo comerciante da rua. Lá, a iluminação mais fraca das ruas evidencia as vitrines dos salões. Desse lado, o ambiente “clean” é substituído por um mistura de papéis colados no vidro anunciando as promoções da casa, roupas de cores berrantes novas e usadas à venda, sapatos brilhantes e pôsteres de produtos ou tratamentos de beleza. Salões oferecem tratametnos estéticos como bronzeamento artificial por R$ 10,00 cada sessão, ou maquiagem completa por R$ 30,00. A diferença está também nos horários de funcionamento: enquanto no sentido Jardins os estabelecimentos não passam das 20:00, no sentido centro alguns salões funcionam praticamente a noite toda.

Além dos salões de beleza, há também os restaurantes que servem lanches baratos, procurados principalmente por jovens que saem das baladas.



Um outro tipo de comércio bastante encontrado nesse ponto da Augusta é o sexo. Lojas de sex-shop e casas de show e prostituição são encontradas no ponto chamado de "inferninho" da Augusta.







Em breve, mais da série "São Paulo: uma cidade no limite"
aqui no Novas Ideias

São Paulo, uma cidade no limite: Conheça a "Rua Augusta".

Começamos hoje nossa primeira série de "postagens especiais", com um tema bastante conhecido de todos os paulistanos, mas não tão conhecido do resto do Brasil: os bastidores de São Paulo, a maior e mais importante cidade latinoamericana.

Apartir de hoje, mostraremos uma série de postagens que mostram os contrastes dessa cidade, que é ao mesmo tempo a mais rica do Brasil e uma das que concentram os maiores indíces de favelas. São Paulo é rica e pobre. Acolhedora e repulsiva. Linda e horrível. Vamos mostrar tudo isso ao longo dessa série.

E creio que essa série não teria seu objetivo alcançado se iniciássemos falando de outra rua que não a Rua Augusta. Importante trecho de ligação do Centro com a região Oeste com mais de 3,5 km de extensão, a Rua Augusta é um exemplo dos contrastes de São Paulo. Concentra em si um dos principais pontos ricos da capital, mas ao mesmo tempo é um dos mais conhecidos locais de prostituição barata. O "divisor" dessas duas Augustas é nada menos que a Avenida Paulista, pricipal centro econômico da capital. A Rua Augusta possui lojas, restaurantes, lanchonetes, centros de cultura e lazer e salões de estética que diferem radicalmente em estrutura, tipo de serviço, público e preço dependendo do lado em que estiver.


A "parte rica" da Augusta

Compreendida no sentido Jardins (zona oeste), entre a Avenida Paulista e a Rua Estados Unidos, esse trecho da rua Augusta concentra lojas de importantes grifes, além de salões de beleza, cinemas, e centros de luxo como a Galeria Ouro Fino. Nessa parte da rua, uma tabela de preço específica é destinada à classe média. É raro encontrar um salão em que um corte de cabelo feminino saia por menos de R$ 18. Os ambientes são claros, bem decorados, com designer moderno e possuem produtos caros.

Nesse trecho da Augusta estão localizados também o Clube Atletico Pinheiros, o Museu da Imagem e do Som e o CineSesc. Além disso, esse trecho da Augusta faz cruzamento com a rua Oscar Freire considerada a rua mais cara do Brasil.



A "parte pobre" da Augusta
No centido centro, a situação é completamente direfente. A região compreendida entre a Avenida Paulista e o centro é chamada de "Augusta baixa" pelo comerciante da rua. Lá, a iluminação mais fraca das ruas evidencia as vitrines dos salões. Desse lado, o ambiente “clean” é substituído por um mistura de papéis colados no vidro anunciando as promoções da casa, roupas de cores berrantes novas e usadas à venda, sapatos brilhantes e pôsteres de produtos ou tratamentos de beleza. Salões oferecem tratametnos estéticos como bronzeamento artificial por R$ 10,00 cada sessão, ou maquiagem completa por R$ 30,00. A diferença está também nos horários de funcionamento: enquanto no sentido Jardins os estabelecimentos não passam das 20:00, no sentido centro alguns salões funcionam praticamente a noite toda.

Além dos salões de beleza, há também os restaurantes que servem lanches baratos, procurados principalmente por jovens que saem das baladas.



Um outro tipo de comércio bastante encontrado nesse ponto da Augusta é o sexo. Lojas de sex-shop e casas de show e prostituição são encontradas no ponto chamado de "inferninho" da Augusta.







Em breve, mais da série "São Paulo: uma cidade no limite"
aqui no Novas Ideias

É DIA 01 DE NOVEMBRO: estreia de "Tiffany"




Chegou o grande dia. Depois de alguns atrasos, tenho o imenso orgulho de anunciar que no próximo domingo, dia 01 de novembro, estreia o romance "Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece", que tanto foi divulgado aqui nesse blog.


Só pra refrescar a memória, "Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece" é o primeiro romance do blog Novas Ideias. Conta a história de Tiffany, uma garota de 17 anos que, após receber a missão de administrar a loja do pai, começa a descobrir um universo até então desconhecido a ela. Lá, ela se envolve com Eduardo, seu colega de trabalho que a fará rever muitos de seus conceitos (até mesmo preconceitos), após uma convivência marcada por amor, sofrimento e muita emoção.


Veja trechos inéditos de "Tiffany":
"O centro de São Paulo é algo meio confuso: paisagens fantásticas e arquiteturas belas que mostram uma cidade que cresceu sem perder sua característica acolhedora contrastam-se com toda a sorte de pobreza, desde mendigos sentados nas calçadas com trapos pedindo moedas para comprar comida a trombadinhas que roubam bolsas dos mais distraídos para comprar drogas."

"Meu pai estava sentado na sala analisando as listas de compras para as lojas, com uma concentração que o impediria de ver até mesmo um gol suado do Corinthians em final da Libertadores. Mas não o impediu de me ver passando. Foi quando ele me disse algo que me assustou, dada a entonação de sua voz"

É dia 01 de novembro, aqui no Novas Ideias





Proposta de "Tiffany":

Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece”, apesar de trazer os temas recorrentes da adolescência, como a descoberta do amor verdadeiro, da paixão, do sexo e todas as implicações que isso pode trazer, tenta apresentar aos leitores conceitos nem sempre tratados com clareza, como as más amizades e suas influências, a incapacidade de lidar sozinho com certos sentimentos, a convivência com os pais e outros conceitos.

Mas engana-se quem pensa que “Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece” é destinado apenas a adolescentes. O romance trata de muitos problemas da vida adulta como a incapacidade de lidar com adolescentes, a tolerância, principalmente religiosa, e as reações humanas frente ao sofrimento da vida.

Sendo assim, “Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece” é um romance feito aqueles que querem descobrir um pouco mais desse universo tão vasto e complexo: a adolescência.

É DIA 01 DE NOVEMBRO: estreia de "Tiffany"




Chegou o grande dia. Depois de alguns atrasos, tenho o imenso orgulho de anunciar que no próximo domingo, dia 01 de novembro, estreia o romance "Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece", que tanto foi divulgado aqui nesse blog.


Só pra refrescar a memória, "Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece" é o primeiro romance do blog Novas Ideias. Conta a história de Tiffany, uma garota de 17 anos que, após receber a missão de administrar a loja do pai, começa a descobrir um universo até então desconhecido a ela. Lá, ela se envolve com Eduardo, seu colega de trabalho que a fará rever muitos de seus conceitos (até mesmo preconceitos), após uma convivência marcada por amor, sofrimento e muita emoção.


Veja trechos inéditos de "Tiffany":
"O centro de São Paulo é algo meio confuso: paisagens fantásticas e arquiteturas belas que mostram uma cidade que cresceu sem perder sua característica acolhedora contrastam-se com toda a sorte de pobreza, desde mendigos sentados nas calçadas com trapos pedindo moedas para comprar comida a trombadinhas que roubam bolsas dos mais distraídos para comprar drogas."

"Meu pai estava sentado na sala analisando as listas de compras para as lojas, com uma concentração que o impediria de ver até mesmo um gol suado do Corinthians em final da Libertadores. Mas não o impediu de me ver passando. Foi quando ele me disse algo que me assustou, dada a entonação de sua voz"

É dia 01 de novembro, aqui no Novas Ideias





Proposta de "Tiffany":

Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece”, apesar de trazer os temas recorrentes da adolescência, como a descoberta do amor verdadeiro, da paixão, do sexo e todas as implicações que isso pode trazer, tenta apresentar aos leitores conceitos nem sempre tratados com clareza, como as más amizades e suas influências, a incapacidade de lidar sozinho com certos sentimentos, a convivência com os pais e outros conceitos.

Mas engana-se quem pensa que “Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece” é destinado apenas a adolescentes. O romance trata de muitos problemas da vida adulta como a incapacidade de lidar com adolescentes, a tolerância, principalmente religiosa, e as reações humanas frente ao sofrimento da vida.

Sendo assim, “Tiffany: Nem Tudo É Bom Como Parece” é um romance feito aqueles que querem descobrir um pouco mais desse universo tão vasto e complexo: a adolescência.

Cadê o bom senso?

Hoje li uma notícia ao mesmo tempo ridícula e cômica: uma aluna da UNIBAN campus São Bernardo do Campo foi motivo de ridicularização e até tumulto pela roupa com que foi à faculdade. Usando um microvestido rosa que deixava exposta sua roupa íntima - para ser bem claro, sua calcinha - a garota causou tumulto entre alunos tarados que queria por toda maneira tirar uma graça.


“Ela estava com uma roupa meio insinuante, o pessoal da faculdade ficou perseguindo para vê-la. Quando eu cheguei já estava uma confusão. Ela estava lá dentro, com os outros alunos e o professor”, contou um estudante da faculdade. Outro aluno, da mesma sala da garota, disse que quando chegou à aula, um pouco atrasado, encontrou vários alunos aglomerados na porta de sua classe, tirando fotos e gravando vídeos com o celular. Ao entrar na sala, ela disse que queria ligar para a Polícia Militar. Ele então ofereceu seu celular.


Disso para o tumulto foi rápido. A PM teve de ser acionada, e tirou a garota da escola sob escolta, embaixo de gritos de alunos que esbravejavam insultos (a chamaram de puta!). Vários vídeos com as cenas do tumulto e da chegada da Polícia foram gravados e postados na internet.


Ao ver a cena, pensei em duas situações: todos temos o direito de usar a roupa que queremos, ou até de nao usar roupas, em locais permitidos. Mas o bom senso nos direciona, afim de evitar situações desagradáveis. Parece que o bom senso dessa aluna resolveu tirar uns dias de folga. Ela tem o direito de usar o vestido que quiser, com a calcinha que quiser, ou até de não usar calcinha. Mas não dentro de uma universidade, num curso superior. Se ela é garota de programa como alguns disseram ou não é não importa. O que interessa é que a essa garota faltou o bom senso, ou ela já fez isso exatamente com o objetivo de chamar atenção dos tarados que não podem ver um par de nádegas balançando que se ouriçam por completo.


A outra situação que me levou a refletir foi o tumulto que se organizou dentro da universidade por causa de uma calcinha. Ao olhar a cena, parecia uma briga num baile funk de um morro do Rio. Gritos de "puta, puta" nos corredores de uma instituição que forma os profissionais que irão sustentar esse país. Tá, a moça estava seminua? Chamassem algum responsável, para que fosse retirada da sala. Deu vontade de olhar a bunda da menina? Tá, eu não sou santo e olho bunda também. Mas daí instaurar uma confusão daquela proporção é algo ridículo, que me faz pensar o que certas pessoas fazem numa faculdade, além de beber e cheirar maconha, como disse o Danilo Gentili esses dias (tá, podem dizer que esse é um momento CDF meu).


E vamos em frente que tenho coisa mais importante pra postar.

Cadê o bom senso?

Hoje li uma notícia ao mesmo tempo ridícula e cômica: uma aluna da UNIBAN campus São Bernardo do Campo foi motivo de ridicularização e até tumulto pela roupa com que foi à faculdade. Usando um microvestido rosa que deixava exposta sua roupa íntima - para ser bem claro, sua calcinha - a garota causou tumulto entre alunos tarados que queria por toda maneira tirar uma graça.


“Ela estava com uma roupa meio insinuante, o pessoal da faculdade ficou perseguindo para vê-la. Quando eu cheguei já estava uma confusão. Ela estava lá dentro, com os outros alunos e o professor”, contou um estudante da faculdade. OUtro aluno, da mesma sala da garota, disse que quando chegou à aula, um pouco atrasado, encontrou vários alunos aglomerados na porta de sua classe, tirando fotos e gravando vídeos com o celular. Ao entrar na sala, ela disse que queria ligar para a Polícia Militar. Ele então ofereceu seu celular.


Disso para o tumulto foi rápido. A PM teve de ser acionada, e tirou a garota da escola sob escolta, embaixo de gritos de alunos que esbravejavam insultos (a chamaram de puta!). Vários vídeos com as cenas do tumulto e da chegada da Polícia foram gravados e postados na internet.


Ao ver a cena, pensei em duas situações: todos temos o direito de usar a roupa que queremos, ou até de nao usar roupas, em locais permitidos. Mas o bom senso nos direciona, afim de evitar situações desagradáveis. Parece que o bom senso dessa aluna resolveu tirar uns dias de folga. Ela tem o direito de usar o vestido que quiser, com a calcinha que quiser, ou até de não usar calcinha. Mas não dentro de uma universidade, num curso superior. Se ela é garota de programa como alguns disseram ou não é não importa. O que interessa é que a essa garota faltou o bom senso, ou ela já fez isso exatamente com o objetivo de chamar atenção dos tarados que não podem ver um par de nádegas balançando que se ouriçam por completo.


A outra situação que me levou a refletir foi o tumulto que se organizou dentro da universidade por causa de uma calcinha. Ao olhar a cena, parecia uma briga num baile funk de um morro do Rio. Gritos de "puta, puta" nos corredores de uma instituição que forma os profissionais que irão sustentar esse país. Tá, a moça estava seminua? Chamassem algum responsável, para que fosse retirada da sala. Deu vontade de olhar a bunda da menina? Tá, eu não sou santo e olho bunda também. Mas daí instaurar uma confusão daquela proporção é algo ridículo, que me faz pensar o que certas pessoas fazem numa faculdade, além de beber e cheirar maconha, como disse o Danilo Gentili esses dias (tá, podem dizer que esse é um momento CDF meu).


E vamos em frente que tenho coisa mais importante pra postar.

Mais novidades no Novas Ideias


E as novidades aqui no Novas Ideias continuam. Essa semana tivemos a estreia da Anali com seu Cantinho da Anali. Em seu primeiro post aqui no blog ela fez uma reflexão sobre a importância de se cultivar as boas amizades. O post de nossa nova colunista foi, inclusive, o segundo mais visto esses dias aqui no Novas Ideias. Se ainda não leu, leia aqui.


E em breve teremos mais novidades: um novo espaço chamado "Cartas de Um Missionário", com Leandro Talaveira. Leandro (que é primo deste blogueiro que vos fala) será separado missionario pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja SUD) e, semanalmente, contará aqui suas experiências no campo missionário: suas impressões sobre as pessoas, a receptividade, os desafios e etc.


Teremos ainda, em breve, a estreia do nosso mais novo colunista, Orfeu, jovem de 19 anos, escritor, poeta, compositor, aux. administrativo, e vários outros empregos (in)formais, como ele mesmo diz. Além de fazer uma inteligente defesa da cultura africana, tem uma visão bastante sofisticada sobre a vida e a sociedade, tenho certeza que contribuirá muito com a qualidade de nosso blog.


Aguardem, tem muita coisa boa vindo por aí!

Zina e Pânico na TV: a exaltação do ridículo


@wesleytalaveira - O Zina, do Pânico na TV, foi detido na manhã desta quarta-feira com um pino de cocaína na zona norte de São Paulo.

Por volta das 7h, policiais militares receberam um denúncia anônima de que dois homens estariam armados na rua Capela da Lagoa, no Parque Panamericano. Durante a revista policial foi encontrado o entorpecente no bolso do Zina. Segundo a PM, ele resistiu à abordagem policial.

O integrante do Pânico na TV foi encaminhado ao 74º DP, na Parada de Taipas, para a elaboração de um TC (Termo Circunstanciado), já que a quantidade apreendida o classifica como usuário.

O programa Pânico na TV é conhecido por seu humor esculachado, que faz piada de qualquer coisa, e com humor critica (ou pelo menos tenta criticar) muitas estruturas da sociedade. Zombam da classe alta, da classe baxa, dos políticos, das celebridades, do que e consideram celebridades, ou seja, ninguém escapa da língua afiada de Christian Pior, Sabrina Sato e equipe.

Ate aí nao vejo nada de mal no programa. Faz bem um humor sem "papa na língua", diferente do CQC, que tenta ser "politizado" e acaba por fazer um humor sem graça, tentando adaptar os stand ups para a TV. Mas o Pânico na TV tem um outro lado que considero insuportável de se ver: o humor baseado na exposição ao ridículo, constragendo muita vezes pessoas nas mais diversas situações, além da baixaria e falta de respeito com pessoas ao filmar matérias em praias de nudismo (supõe-se que se essas pessoas foram até uma praia reservada é porque não queriam se expor). Mas, com surras e bundas, o Pânico vem conquistando a liderança todos os domingos.

Mas o programa se superou com a história de Zina, um sujeito que ninguém sabe da onde veio (um lugar chamado Xurupita) e que virou celebridade ao falar a famosa frase "Ronaldo. Brilha muito no Corinthians", frase essa que não diz nada nem qualquer coisa. Talvez o humor resida exatamente aí, no fato de um sujeito não saber nem o que está falando. Tudo bem, mas daí tornar o sujeito uma celebridade, com contrato em emissora de TV e tudo mais é algo inaceitável. De pobre cachaceiro, Zina virou uma celebridade que cobra R$ 10 mil para comparecer num evento e simplesmente pronunciar "Ronaldo. Brilha muito no Corinthians". Enquanto diversas pessoas se matam em escolas de dramatugia par conseguir papéis ínfimos e ganhar mixarias, um sujeito que ninguém sabe o que faz vira artista.

Ninguém sabia o que faz. Agora sabemos. Confirmando o que eu esperava dele, Zina é dependente químico, tanto que foi preso hoje. O problema não é ser dependente, pois infelizmente muita pessoas hoje no Brasil sofrem com essa lastimável situação. Mas creio que a equipe do Pânico na TV, por ser uma equipe já antiga e com experiência em comunicação, devera ter analisado melhor quem contrata para seus programas. Simplesmente por fazer uma gracinha que todos gostaram de ver, entregaram um contrato a uma pessoa que mal sabem de onde veio.

Porém, infelimente, é assim que a TV brasileira se constroi hoje. Com a desculpa de que "há muito talento na rua", situções cada vez mas ridículas vem sendo expostas aos nossos olhos dia após dia, além da superexibição do sexo gratuito e do corpo da mulher como simples objeto de satisfação sexual. Programas como Pânico na TV, Pegadinhas Picantes do SBT nos mostram que cada vez mais a TV aberta no Brasil (e no mundo, pois isso não é "privilégio" só nosso) vai se perdendo para a audiencia a toda custo. Par ter retorno, vale colocar no ar qualquer coisa.

Agora Zina "brilha muito na cadeia".

Zina e Pânico na TV: a exaltação do ridículo


O Zina, do Pânico na TV, foi detido na manhã desta quarta-feira com um pino de cocaína na zona norte de São Paulo.

Por volta das 7h, policiais militares receberam um denúncia anônima de que dois homens estariam armados na rua Capela da Lagoa, no Parque Panamericano. Durante a revista policial foi encontrado o entorpecente no bolso do Zina. Segundo a PM, ele resistiu à abordagem policial.

O integrante do Pânico na TV foi encaminhado ao 74º DP, na Parada de Taipas, para a elaboração de um TC (Termo Circunstanciado), já que a quantidade apreendida o classifica como usuário.

O programa Pânico na TV é conhecido por seu humor esculachado, que faz piada de qualquer coisa, e com humor critica (ou pelo menos tenta criticar) muitas estruturas da sociedade. Zombam da classe alta, da classe baxa, dos políticos, das celebridades, do que e consideram celebridades, ou seja, ninguém escapa da língua afiada de Christian Pior, Sabrina Sato e equipe.

Ate aí nao vejo nada de mal no programa. Faz bem um humor sem "papa na língua", diferente do CQC, que tenta ser "politizado" e acaba por fazer um humor sem graça, tentando adaptar os stand ups para a TV. Mas o Pânico na TV tem um outro lado que considero insuportável de se ver: o humor baseado na exposição ao ridículo, constragendo muita vezes pessoas nas mais diversas situações, além da baixaria e falta de respeito com pessoas ao filmar matérias em praias de nudismo (supõe-se que se essas pessoas foram até uma praia reservada é porque não queriam se expor). Mas, com surras e bundas, o Pânico vem conquistando a liderança todos os domingos.

Mas o programa se superou com a história de Zina, um sujeito que ninguém sabe da onde veio (um lugar chamado Xurupita) e que virou celebridade ao falar a famosa frase "Ronaldo. Brilha muito no Corinthians", frase essa que não diz nada nem qualquer coisa. Talvez o humor resida exatamente aí, no fato de um sujeito não saber nem o que está falando. Tudo bem, mas daí tornar o sujeito uma celebridade, com contrato em emissora de TV e tudo mais é algo inaceitável. De pobre cachaceiro, Zina virou uma celebridade que cobra R$ 10 mil para comparecer num evento e simplesmente pronunciar "Ronaldo. Brilha muito no Corinthians". Enquanto diversas pessoas se matam em escolas de dramatugia par conseguir papéis ínfimos e ganhar mixarias, um sujeito que ninguém sabe o que faz vira artista.

Ninguém sabia o que faz. Agora sabemos. Confirmando o que eu esperava dele, Zina é dependente químico, tanto que foi preso hoje. O problema não é ser dependente, pois infelizmente muita pessoas hoje no Brasil sofrem com essa lastimável situação. Mas creio que a equipe do Pânico na TV, por ser uma equipe já antiga e com experiência em comunicação, devera ter analisado melhor quem contrata para seus programas. Simplesmente por fazer uma gracinha que todos gostaram de ver, entregaram um contrato a uma pessoa que mal sabem de onde veio.

Porém, infelimente, é assim que a TV brasileira se constroi hoje. Com a desculpa de que "há muito talento na rua", situções cada vez mas ridículas vem sendo expostas aos nossos olhos dia após dia, além da superexibição do sexo gratuito e do corpo da mulher como simples objeto de satisfação sexual. Programas como Pânico na TV, Pegadinhas Picantes do SBT nos mostram que cada vez mais a TV aberta no Brasil (e no mundo, pois isso não é "privilégio" só nosso) vai se perdendo para a audiencia a toda custo. Par ter retorno, vale colocar no ar qualquer coisa.

Agora Zina "brilha muito na cadeia".

E o sucesso veio sem querer querendo.

Sim, o bom e velho Chaves, mesmo depois de quase 40 anos, ainda tem fôlego para brigar por audiência. Prova disso foi sua presença no Top 5 do SBT (as cinco maiores audiências da emissora na semana) a algumas semanas.

Feito no México pela TV Televisa e produzido pelo dramaturgo Roberto Gomes Bolaños, El Chavo del Ocho, nome original, foi ao ar pela primeira vez em junho de 1971, como quadro dentro do programa Chespirito, apresentado pela mesma emissora. Dado o estrondoso sucesso entre os mexicanos, "El Chavo" passou a ser produzido como programa indepentende, recebendo masi investimentos e com novos atores.

Durante o longo tempo em que foi produzido (o último episódio foi gravado em 1993), Chavo teve diversas instabilidades em seu quadro de atores. Brigas com o ator Carlos Villagrán (o Quico) fizeram com que o mesmo rompesse com o programa e criasse uma atração independente na Venezuela, chamado de Kiko (exibido a uns anos atrás no Brasil pela Band). Ramón Valdez (Seu Madruga) se ausentou por um tempo do programa, acompanhando Villagran em sua atração, mas depois retornou. O próprio Bollaños processou uma vez a atriz Maria Antonieta de las Nieves (a Chiquinha) por usar o nome da personagem em espetáculos independentes.

No Brasil, Chaves (tradução para o original El Chavo) foi exibido pela primeira vez pelo SBT em 1984, dentro do seriado Bozo. O primeiro episódio exibido foi Caçando Lagartixas. Cerca de três anos depois, o seriado ganhou horário próprio, sendo exibido às 12h30 logo após o Chapolin Colorado. Em 1988, Chaves estreou no horário nobre exibindo apenas episódios inéditos, ameaçando a audiência das outras emissoras.

O que ainda faz Chaves ter audiência, mesmo depois de quase 40 anos e com seus 137 episódios brasileiros sendo repetidos exaustivamente? Penso que a inocência quase irritante dos personagens seja um fator importante para o contínuo sucesso. Chaves é a prova de que nem só de sexo vive o humor. Além disso, Chaves retrata a vida de cada um de nós, pois quem nunca teve uma vizinha ranheta que implica com todos, ou crianças armando as maiores confusões, atrapalhando a vida de qualquer um? Creio que todos nós podemos nos identificar com alguém em Chaves, seja no menino pobre que vive de bom humor, ou no filho da ranheta que se considera rico, na menina espertinha que sempre leva vantagens sobre os outros, e etc.

Chaves, por mais enlatado que seja, sempre é sucesso em qualquer horário em que esteja sendo exibido. Acho que nossos humoristas brasileiros podiam aprender alguma coisa com o menino do barril, afinal, ele não vale nenhum centavo, mas agrada a quem olhar.

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