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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

O carro nosso de cada dia




@wesleytalaveira - Muito se vem falando em meios de transporte alternativos, que substituam os carros e aliviem o trânsito pesadíssimo das grandes cidades. Para isso, em São Paulo, por exemplo, se tem investido bilhões de reais com metrô, meio de transporte reconhecidamente rápido e eficiente, quando operado corretamente. Ao mesmo tempo, o governo de São Paulo vem investindo em rodovias, aumento de vias públicas e no Rodoanel, obra viária que contorna a região metropolitana, recebendo o fluxo de caminhões da capital e desafogando o trânsito. Ou seja, ao mesmo tempo que se incentiva deixar de usar o carro, se investe em obras para receber mais carros. Em contrapartida, a indústria automobilística brasileira já celebra o mês de março como o melhor em vendas de carros da história. Ou seja, nunca antes na história desse país se teve tanto carro rodando no país.

Vejo quase todos os dias a TV incentivando o uso de bicicletas e de transporte público, mas aí pensei: será fácil assim fazer a população deixar de usar carro? Acho que não, e tenho meus motivos.



Primeiro por uma questão cultural. Carro no Brasil é muito mais que um meio de transporte. Carro é status, é sinônimo de prosperidade financeira, é sinal de que as coisas vão bem na conta bancária do sujeito, afinal deu até pra comprar carro! Ou ainda, carro é premiação. Veja bem: qual o presente que muitos pais dão aos filhos aprovados no vestibular? Um carro. Um shopping que queira premiar seus clientes vai presentear com o que? Um carro. Um cara que queira impressionar uma garota numa balada lhe mostrará o que? Seu carro, óbvio (pensou outra coisa, foi?).

Segundo por que o transporte público no Brasil é péssimo. Não tem PAC que dê jeito nos ônibus, trens e metrôs desse país. Haja vista o sistema de transporte público do Rio de Janeiro, que nunca esteve tão degradado. Usar trem no RJ é quase um castigo: os trens de lá mais parecem carregamento de gado, inclusive com operadores de plataforma munidos de chicote e tudo. Em Belo Horizonte, o sistema marcado por greves intermináveis tem prejudicado milhares de pessoas. Isso sem falar em São Paulo, onde temos ônibus confortáveis, com acessibilidade, mas lotados e com intervalos de tempo enormes.



Qual a solução? Creio ser um pouco difícil falar em solução, poi para isso seria necessário mudar um conceito cultural, o que é mais difícil que qualquer obra de metrô. Ao invés de incentivar as pessoas a usarem o transporte público, o governo dá isenção total de IPI para compra de carros. Ou seja, são as montadoras que mandam nesse país. E, se tentarem convencer o cidadão a usar ônibus, quem se animaria a usar nosso transporte público hoje?

É, companheiro, a coisa é mais complicada do que parece.

O carro nosso de cada dia




Weslley Talaveira - Muito se vem falando em meios de transporte alternativos, que substituam os carros e aliviem o trânsito pesadíssimo das grandes cidades. Para isso, em São Paulo, por exemplo, se tem investido bilhões de reais com metrô, meio de transporte reconhecidamente rápido e eficiente, quando operado corretamente. Ao mesmo tempo, o governo de São Paulo vem investindo em rodovias, aumento de vias públicas e no Rodoanel, obra viária que contorna a região metropolitana, recebendo o fluxo de caminhões da capital e desafogando o trânsito. Ou seja, ao mesmo tempo que se incentiva deixar de usar o carro, se investe em obras para receber mais carros. Em contrapartida, a indústria automobilística brasileira já celebra o mês de março como o melhor em vendas de carros da história. Ou seja, nunca antes na história desse país se teve tanto carro rodando no país.

Vejo quase todos os dias a TV incentivando o uso de bicicletas e de transporte público, mas aí pensei: será fácil assim fazer a população deixar de usar carro? Acho que não, e tenho meus motivos.



Primeiro por uma questão cultural. Carro no Brasil é muito mais que um meio de transporte. Carro é status, é sinônimo de prosperidade financeira, é sinal de que as coisas vão bem na conta bancária do sujeito, afinal deu até pra comprar carro! Ou ainda, carro é premiação. Veja bem: qual o presente que muitos pais dão aos filhos aprovados no vestibular? Um carro. Um shopping que queira premiar seus clientes vai presentear com o que? Um carro. Um cara que queira impressionar uma garota numa balada lhe mostrará o que? Seu carro, óbvio (pensou outra coisa, foi?).

Segundo por que o transporte público no Brasil é péssimo. Não tem PAC que dê jeito nos ônibus, trens e metrôs desse país. Haja vista o sistema de transporte público do Rio de Janeiro, que nunca esteve tão degradado. Usar trem no RJ é quase um castigo: os trens de lá mais parecem carregamento de gado, inclusive com operadores de plataforma munidos de chicote e tudo. Em Belo Horizonte, o sistema marcado por greves intermináveis tem prejudicado milhares de pessoas. Isso sem falar em São Paulo, onde temos ônibus confortáveis, com acessibilidade, mas lotados e com intervalos de tempo enormes.



Qual a solução? Creio ser um pouco difícil falar em solução, poi para isso seria necessário mudar um conceito cultural, o que é mais difícil que qualquer obra de metrô. Ao invés de incentivar as pessoas a usarem o transporte público, o governo dá isenção total de IPI para compra de carros. Ou seja, são as montadoras que mandam nesse país. E, se tentarem convencer o cidadão a usar ônibus, quem se animaria a usar nosso transporte público hoje?

É, companheiro, a coisa é mais complicada do que parece.

A Burca e a intolerância dos tolerantes


@WesleyTalaveira - Nos países islâmicos o uso da Burca é obrigatório. Na França é proibido. Sim, proibido desde 2004, quando um decreto proibiu o uso da hijab, o veu tradicional das mulheres islâmicas, em escolas públicas. E agora um novo decreto foi sancionado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.

Muito se fala na intolerância religiosa islâmica, que submete mulheres aos níveis mais degradantes que um ser humano pode chegar, ao lhe tirar a liberdade de escolha, intolerância essa imitada por outras religiões conhecidas, como as protestantes pentecostais.

Mas um outro tipo de intolerância, com um peso quase religioso, tem tomado conta de boa parte do mundo: a intolerância dos ateus. Com um disfarce de "luta pelos direitos humanos", "direitos femininos", "igualdade entre as pessoas", grandes aberrações tem sido cometidas pel omundo afora, como essa lei islâmica que proibe o uso do veu. Não, não sou muçulmano nem me atrai em nada uma mulher que se cobre por completo com um veu, mas vejo que o governo francês tenta combater uma repressão com outra. Na França não é obrigatório o uso da burca ne mnada disso, todos sabemos, então as que usam usam porque querem; se elas querem usar o veu, por que proibir?

A hipocrisia que esconde leis desse tipo não é percebida por estar travestida de ótimas intenções, mas por baixo dos panos - sem trocadilhos com a burca, por favor - mostra que a França pensa o seguinte: é degradante mulheres serem obrigadas a usarem a tal burca. Cabe ao Estado o heroismo de libertá-las.

Ao proibir o veu, a França ameaça se igualar ao totalitarismo de Ahmadinejad: um obriga, o outro proíbe. Essa nova lei é apenas uma mostra de como os europeus são avesosa tudo que vem de fora.

É incrível como os inimigos se parecem tanto!

A Burca e a intolerância dos tolerantes



Weslley Talaveira - Nos países islâmicos o uso da Burca é obrigatório. Na França é proibido. Sim, proibido desde 2004, quando um decreto proibiu o uso da hijab, o veu tradicional das mulheres islâmicas, em escolas públicas. E agora um novo decreto foi sancionado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.

Muito se fala na intolerância religiosa islâmica, que submete mulheres aos níveis mais degradantes que um ser humano pode chegar, ao lhe tirar a liberdade de escolha, intolerância essa imitada por outras religiões conhecidas, como as protestantes pentecostais.

Mas um outro tipo de intolerância, com um peso quase religioso, tem tomado conta de boa parte do mundo: a intolerância dos ateus. Com um disfarce de "luta pelos direitos humanos", "direitos femininos", "igualdade entre as pessoas", grandes aberrações tem sido cometidas pel omundo afora, como essa lei islâmica que proibe o uso do veu. Não, não sou muçulmano nem me atrai em nada uma mulher que se cobre por completo com um veu, mas vejo que o governo francês tenta combater uma repressão com outra. Na França não é obrigatório o uso da burca ne mnada disso, todos sabemos, então as que usam usam porque querem; se elas querem usar o veu, por que proibir?

A hipocrisia que esconde leis desse tipo não é percebida por estar travestida de ótimas intenções, mas por baixo dos panos - sem trocadilhos com a burca, por favor - mostra que a França pensa o seguinte: é degradante mulheres serem obrigadas a usarem a tal burca. Cabe ao Estado o heroismo de libertá-las.

Ao proibir o veu, a França ameaça se igualar ao totalitarismo de Ahmadinejad: um obriga, o outro proíbe. Essa nova lei é apenas uma mostra de como os europeus são avesosa tudo que vem de fora.

É incrível como os inimigos se parecem tanto!

Condenados duas vezes!



Weslley Talaveira - De um lado do ringue uma mãe que chora a morte da filha. Do outro lado um casal que tenta a todo custo provar inocência. Assim pode ser definida toda a história que envolveu o Caso Isabella, que chocou o país durante todos esses 2 anos e principalmente nessa semana.

Sim, o caso rendeu conteúdo para todo o tipo de programas de TV, que convidaram "especialistas" para "discutirem o caso", ou seja, formaram mais uma vez a opinião do brasileiro. E nossa mídia conseguiu isso de maneira majestosa: conseguiu pintar Alexandre Nardoni e Anna Jatobá como culpados muito antes de sair o julgamento.

Mas eis que o julgamento saiu. E são realmente culpados, na visão do júri e do Juiz Marcelo Frossen, que os condenou a 31 anos de prisão, para Alexandre Nardoni, e 26 anos para Anna Jatobá. Lógico que esse tempo de prisão não será cumprido integralmente, pois ninguém no Brasil que tenha dinheiro para pagar um bom advogado cumpre integralmente uma sentença, mas a imagem que essa condenação causa é boa: temos a impressão de que foi feita justiça. Justiça aclamada pela mídia, que precisava de conteúdo para suas matérias.

Sim, muito antes do julgamento esse casal já havia sido julgado. Julgado por pessoas que nem sequer leram as reportagens nas quais basearam suas opiniões. Mesmo que tivessem sido absolvidos pelo júri, seria muito difícil, quase impossível uma vivência pacífica aqui fora. Eles foram condenados duas vezes: pela opinião pública e pela Justiça.



Não, não estou defendendo o casal. Mesmo sem dar muito crédito ao show de perícias & derivados, a versão da defesa ficou tão insutentável que num momento o próprio advogado Roberto Podval parecia não ter mais tanta certeza da inocência dos seus clientes. Não era preciso acompanhar tão de perto para perceber que não havia qualquer possibilidade de eles não terem sido os responsáveis pela morte de Isabella Nardoni. O que critico foi o show de egos que esse julgamento trouxe. A avó materna chegou a fazer pose para as câmeras jogando beijinhos, a mesma avó que queria a todo custo que a mãe de Isabella abortasse a criança, quando da gravidez de Ana Carolina de Oliveira. A Polícia paulista tentou a todo custo limpar sua imagem de polícia despreparada, através de uma investigação tendenciosa. Isso tudo sem falar na multidão de trogloditas que atrapalharam o trânsito no bairro de Santana durante todos esses dias, com gritos, xingamentos e até mesmo agressões físicas, além das "manifestações de carinho e identificação" que, além de beirar o ridículo, mais pareciam terem sido feitas unicamente com o objetivo de serem filmados por alguma câmera de TV; nem mesmo uma tragédia do tamanho da morte de uma criança tira das pessoas o desejo de ter seus 5 minutos de fama.



Bom e vamos lá, porque ainda tem muita coisa pra acontecer nesse país. Aliás, que país é esse?

Condenados duas vezes!



Weslley Talaveira - De um lado do ringue uma mãe que chora a morte da filha. Do outro lado um casal que tenta a todo custo provar inocência. Assim pode ser definida toda a história que envolveu o Caso Isabella, que chocou o país durante todos esses 2 anos e principalmente nessa semana.

Sim, o caso rendeu conteúdo para todo o tipo de programas de TV, que convidaram "especialistas" para "discutirem o caso", ou seja, formaram mais uma vez a opinião do brasileiro. E nossa mídia conseguiu isso de maneira majestosa: conseguiu pintar Alexandre Nardoni e Anna Jatobá como culpados muito antes de sair o julgamento.

Mas eis que o julgamento saiu. E são realmente culpados, na visão do júri e do Juiz Marcelo Frossen, que os condenou a 31 anos de prisão, para Alexandre Nardoni, e 26 anos para Anna Jatobá. Lógico que esse tempo de prisão não será cumprido integralmente, pois ninguém no Brasil que tenha dinheiro para pagar um bom advogado cumpre integralmente uma sentença, mas a imagem que essa condenação causa é boa: temos a impressão de que foi feita justiça. Justiça aclamada pela mídia, que precisava de conteúdo para suas matérias.

Sim, muito antes do julgamento esse casal já havia sido julgado. Julgado por pessoas que nem sequer leram as reportagens nas quais basearam suas opiniões. Mesmo que tivessem sido absolvidos pelo júri, seria muito difícil, quase impossível uma vivência pacífica aqui fora. Eles foram condenados duas vezes: pela opinião pública e pela Justiça.



Não, não estou defendendo o casal. Mesmo sem dar muito crédito ao show de perícias & derivados, a versão da defesa ficou tão insutentável que num momento o próprio advogado Roberto Podval parecia não ter mais tanta certeza da inocência dos seus clientes. Não era preciso acompanhar tão de perto para perceber que não havia qualquer possibilidade de eles não terem sido os responsáveis pela morte de Isabella Nardoni. O que critico foi o show de egos que esse julgamento trouxe. A avó materna chegou a fazer pose para as câmeras jogando beijinhos, a mesma avó que queria a todo custo que a mãe de Isabella abortasse a criança, quando da gravidez de Ana Carolina de Oliveira. A Polícia paulista tentou a todo custo limpar sua imagem de polícia despreparada, através de uma investigação tendenciosa. Isso tudo sem falar na multidão de trogloditas que atrapalharam o trânsito no bairro de Santana durante todos esses dias, com gritos, xingamentos e até mesmo agressões físicas, além das "manifestações de carinho e identificação" que, além de beirar o ridículo, mais pareciam terem sido feitas unicamente com o objetivo de serem filmados por alguma câmera de TV; nem mesmo uma tragédia do tamanho da morte de uma criança tira das pessoas o desejo de ter seus 5 minutos de fama.



Bom e vamos lá, porque ainda tem muita coisa pra acontecer nesse país. Aliás, que país é esse?

Conteúdo inteligente X pontos no Ibope: eis a questão



@wesleytalaveira - Quem nunca criticou o conteúdo da TV levante a mão. Levante também quem nunca assistiu o Faustão ou o Sílvio Santos, no domingo. Sim, a TV é ao mesmo tempo um dos meios de comunicação mais poderosos e mais polêmicos, com a capacidade de influenciar opiniões. E no meio dessa polêmica toda, surge o assunto: o que é mais importante: conteúdo ou pontos de audiência?

Os críticos da TV dizem ser ela um meio burro, alienante, que só contribui para enfraquecer intelectualmente nossa população, além do conhecido discurso da "manipulação das imformações". Dizem que a mídia é tendenciosa, "golpista", do que concordo em partes. Os que apostam a favor dizem que a função da TV é entreter, não educar. Aí entra uma questão fundamental: qual é a função da TV?



É fato que os programas de maior audiência da TV são todos de gosto duvidoso, ou dirigidos a um público-alvo de baixo nível intelectual. Quase todos os programas de auditório, como Faustão, Domingo Legal e Programa da Eliana são baseados em clichês, com músicas sem qualquer componente poético, onde impera o brega e o mal gosto. Além deles, os Reallity Shows como BBB e Fazenda vem cheios de fórmulas prontas, clichês e tentativas de "quebrar preconceitos", mas que acabam por simplesmente levantar discussões bobas e que nunca chegam a lugar nenhum. Sem falar em seriados como Malhação que apenas reforçam a ideia de que o adolescente que não é o "galã pegador", que não beija certa quantidade de meninas por dia não merece amizade dos demais. Mas todos esses programas tem algo em comum: boa audiência.



Por outro lado, programas de bom gosto, qualidade, inteligência patinam na audiência, quando não beiram o traço. Pode-se dizer que assim aconteceu com Som e Fúria, exibido pela Globo no ano passado, que mostrava a rotina de atores de cinema e nos brindou com ótimas cenas de interpretação de Shakespeare, mas chegou a cair para a vice-liderança por algumas vezes e com Norma, programa comandado por Denise Fraga que trazia para a mesa de debate temas atuais do nosso cotidiano; Norma foi um programa "papo-cabeça" maravilhoso, mas chegou a deixar a TV Globo em 4° lugar no Ibope. O seriado Tudo Que é Sólido Pode Derreter, exibido na TV Cultura no ano passado, retratava a adolescente Thereza (Mayara Constantino), estudante de ensino médio que vivenciava as tramas da literatura brasileira e portuguesa, e reproduzia em seus amigos e cotidiano personagens como Capitu, Ismália e Camões. O objetivo da trama foi reconqustar o desejo do adolescente pela literatura brasileira e trouxe um elenco ótimo, como a própria Mayara e os atores Luciano Chirolli e Marat Descartes, mas mal passou de 1 ponto de audiência.

Por que programas "bons" não dão audiência e programas "ruins" são campeões? Creio que uma parte da resposta esteja no baixíssimo nível cultural de nosso povo, que, apesar de ter emergido para a classe média, continua tão ignorante quanto antes (vale lembrar que ter um notebook ou uma TV de plasma em casa não faz de ninguém um "ser inteligente"). Esse público não está nem um pouco interessado em uma TV de conteúdo inteligente, mas adora ver o Ratinho espancar seus colegas de trabalho todas as tardes, ou ver os "brothers" tomando banho de piscina. É para esse público que a TV aberta é feita, e qualquer tentativa de mudar isso terminará em Ibope pífio. E Ibope pífio resulta em falta de anunciantes, que resulta em falta de dinheiro, que resulta em falta de artistas, que resulta em falta de programas, que resulta em Ibope pífio e etc.



Por outro lado, será que a função da TV é mesmo educar, ou só "entreter", como disse durante toda sua vida o lendário Sílvio Santos, "rei" da TV aberta no Brasil? Para ele e grande maioria, a função da TV é ajudar o telespectador a se desligar de sua vida cheia de problemas e conturbações. Os momentos em frente à TV seriam momentos onde a pesoa não precisa pensar, apenas assistir, rir e se divertir.

Bom, só sei que a gente se vê por aqui, porque somos o blog mais feliz do Brasil, e estamos a caminho da liderança, sempre em rede com você. Esperamos que você tenha prazer em ler nossas postagens.

Conteúdo inteligente X pontos no Ibope: eis a questão



Weslley Talaveira - Quem nunca criticou o conteúdo da TV levante a mão. Levante também quem nunca assistiu o Faustão ou o Sílvio Santos, no domingo. Sim, a TV é ao mesmo tempo um dos meios de comunicação mais poderosos e mais polêmicos, com a capacidade de influenciar opiniões. E no meio dessa polêmica toda, surge o assunto: o que é mais importante: conteúdo ou pontos de audiência?

Os críticos da TV dizem ser ela um meio burro, alienante, que só contribui para enfraquecer intelectualmente nossa população, além do conhecido discurso da "manipulação das imformações". Dizem que a mídia é tendenciosa, "golpista", do que concordo em partes. Os que apostam a favor dizem que a função da TV é entreter, não educar. Aí entra uma questão fundamental: qual é a função da TV?



É fato que os programas de maior audiência da TV são todos de gosto duvidoso, ou dirigidos a um público-alvo de baixo nível intelectual. Quase todos os programas de auditório, como Faustão, Domingo Legal e Programa da Eliana são baseados em clichês, com músicas sem qualquer componente poético, onde impera o brega e o mal gosto. Além deles, os Reallity Shows como BBB e Fazenda vem cheios de fórmulas prontas, clichês e tentativas de "quebrar preconceitos", mas que acabam por simplesmente levantar discussões bobas e que nunca chegam a lugar nenhum. Sem falar em seriados como Malhação que apenas reforçam a ideia de que o adolescente que não é o "galã pegador", que não beija certa quantidade de meninas por dia não merece amizade dos demais. Mas todos esses programas tem algo em comum: boa audiência.



Por outro lado, programas de bom gosto, qualidade, inteligência patinam na audiência, quando não beiram o traço. Pode-se dizer que assim aconteceu com Som e Fúria, exibido pela Globo no ano passado, que mostrava a rotina de atores de cinema e nos brindou com ótimas cenas de interpretação de Shakespeare, mas chegou a cair para a vice-liderança por algumas vezes e com Norma, programa comandado por Denise Fraga que trazia para a mesa de debate temas atuais do nosso cotidiano; Norma foi um programa "papo-cabeça" maravilhoso, mas chegou a deixar a TV Globo em 4° lugar no Ibope. O seriado Tudo Que é Sólido Pode Derreter, exibido na TV Cultura no ano passado, retratava a adolescente Thereza (Mayara Constantino), estudante de ensino médio que vivenciava as tramas da literatura brasileira e portuguesa, e reproduzia em seus amigos e cotidiano personagens como Capitu, Ismália e Camões. O objetivo da trama foi reconqustar o desejo do adolescente pela literatura brasileira e trouxe um elenco ótimo, como a própria Mayara e os atores Luciano Chirolli e Marat Descartes, mas mal passou de 1 ponto de audiência.

Por que programas "bons" não dão audiência e programas "ruins" são campeões? Creio que uma parte da resposta esteja no baixíssimo nível cultural de nosso povo, que, apesar de ter emergido para a classe média, continua tão ignorante quanto antes (vale lembrar que ter um notebook ou uma TV de plasma em casa não faz de ninguém um "ser inteligente"). Esse público não está nem um pouco interessado em uma TV de conteúdo inteligente, mas adora ver o Ratinho espancar seus colegas de trabalho todas as tardes, ou ver os "brothers" tomando banho de piscina. É para esse público que a TV aberta é feita, e qualquer tentativa de mudar isso terminará em Ibope pífio. E Ibope pífio resulta em falta de anunciantes, que resulta em falta de dinheiro, que resulta em falta de artistas, que resulta em falta de programas, que resulta em Ibope pífio e etc.



Por outro lado, será que a função da TV é mesmo educar, ou só "entreter", como disse durante toda sua vida o lendário Sílvio Santos, "rei" da TV aberta no Brasil? Para ele e grande maioria, a função da TV é ajudar o telespectador a se desligar de sua vida cheia de problemas e conturbações. Os momentos em frente à TV seriam momentos onde a pesoa não precisa pensar, apenas assistir, rir e se divertir.

Bom, só sei que a gente se vê por aqui, porque somos o blog mais feliz do Brasil, e estamos a caminho da liderança, sempre em rede com você. Esperamos que você tenha prazer em ler nossas postagens.

O Papa e os "papa-anjos".



@wesleytalaveira - Homens considerados acima de qualquer suspeita que cometem um dos crimes mais crueis da humanidade. Assim posso definir os padres que cometem pedofilia. Homens que deveriam cuidar da vida espiritual de pessoas humildes das periferias desse país aproveitam sua reputação e posição para abusar de meninos e meninas que mal tem como se defender.

Isso ficou muito claro com uma denúncia feita pela TV, no programa do jornalista Roberto Cabrini do SBT. Cabrini e sua equipe entrevistaram vários coroinhas que relataram casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes de Arapiraca, segunda maior cidade do estado de Alagoas, com crianças e adolescentes. Um vídeo mostra um dos dois "monsenhores", Luiz Marques Barbosa, 82, no momento em que mantém relações sexuais com um jovem de 19 anos. A gravação foi feita em janeiro de 2009, ao que parece, por outro jovem que sofreu abusos. O jovem contou que, desde os 12 anos, quando entrou para a Igreja, era alvo do assédio sexual por parte do chamado "monsenhor". A denúncia ganhou repercussão no mundo e chegou ao Vaticano, onde o porta-voz da Santa Sé Frederico Lombardi manifestou-se dizendo que os padres alagoanos já haviam sido afastados. "Foi confirmado que nenhum dos três envolvidos era bispo. Um deles foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil", disse o padre Lombardi, citado pelas agências de notícias France Presse e Ansa. Os outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um "processo canônico" por suspeita de pedofilia, mas até agora negam tudo.

Na semana passada o Papa Bento XVI divulgou uma carta aos fieis da Irlanda, país que vem sofrendo com padres pedófilos, onde diz se "envergonhar" com os crimes cometidos pelos sacerdotes. Mas nada disse sobre outras lideranças católicas que trabalharam para acobertar os "pecados" de seus pares. O Papa fez apenas declarações vagas e direcionadas a um único país, sendo que católicos de todo o mundo vem denunciando atrocidades.

Não, não sou católico nem nunca fui. Para ser sincero nunca entrei num templo católico, mas admiro a função do padre. Além de serem pessoas que tem uma preparação teológica admirável, geralmente são homens que sentem a vocação religiosa. É por esses que o Papa, a quem admiro muito apesar de não o ver como líder espiritual, poderia ter sido um pouco mais duro em seu pronunciamento. A Igreja precisa mostrar que nem todos os padres estão na Igreja com a intenção de acariciar meninos, assim como nem todos os pastores evangélicos tem a intenção de roubar pobres. Mas como é de praxe na religião, acobertaram os erros. Toda religião tem essa cultura de encobrir os podres de suas lideranças, com o medo de "difamar um ungido de Deus". Enquanto isso, pessoas sofrem nas mãos de crápulas.

Resta saber o que esses pobres meninos e meninas receberão, se será feita justiça pela honra desses garotos.

O Papa e os "papa-anjos".



Weslley Talaveira - Homens considerados acima de qualquer suspeita que cometem um dos crimes mais crueis da humanidade. Assim posso definir os padres que cometem pedofilia. Homens que deveriam cuidar da vida espiritual de pessoas humildes das periferias desse país aproveitam sua reputação e posição para abusar de meninos e meninas que mal tem como se defender.

Isso ficou muito claro com uma denúncia feita pela TV, no programa do jornalista Roberto Cabrini do SBT. Cabrini e sua equipe entrevistaram vários coroinhas que relataram casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes de Arapiraca, segunda maior cidade do estado de Alagoas, com crianças e adolescentes. Um vídeo mostra um dos dois "monsenhores", Luiz Marques Barbosa, 82, no momento em que mantém relações sexuais com um jovem de 19 anos. A gravação foi feita em janeiro de 2009, ao que parece, por outro jovem que sofreu abusos. O jovem contou que, desde os 12 anos, quando entrou para a Igreja, era alvo do assédio sexual por parte do chamado "monsenhor". A denúncia ganhou repercussão no mundo e chegou ao Vaticano, onde o porta-voz da Santa Sé Frederico Lombardi manifestou-se dizendo que os padres alagoanos já haviam sido afastados. "Foi confirmado que nenhum dos três envolvidos era bispo. Um deles foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil", disse o padre Lombardi, citado pelas agências de notícias France Presse e Ansa. Os outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um "processo canônico" por suspeita de pedofilia, mas até agora negam tudo.

Na semana passada o Papa Bento XVI divulgou uma carta aos fieis da Irlanda, país que vem sofrendo com padres pedófilos, onde diz se "envergonhar" com os crimes cometidos pelos sacerdotes. Mas nada disse sobre outras lideranças católicas que trabalharam para acobertar os "pecados" de seus pares. O Papa fez apenas declarações vagas e direcionadas a um único país, sendo que católicos de todo o mundo vem denunciando atrocidades.

Não, não sou católico nem nunca fui. Para ser sincero nunca entrei num templo católico, mas admiro a função do padre. Além de serem pessoas que tem uma preparação teológica admirável, geralmente são homens que sentem a vocação religiosa. É por esses que o Papa, a quem admiro muito apesar de não o ver como líder espiritual, poderia ter sido um pouco mais duro em seu pronunciamento. A Igreja precisa mostrar que nem todos os padres estão na Igreja com a intenção de acariciar meninos, assim como nem todos os pastores evangélicos tem a intenção de roubar pobres. Mas como é de praxe na religião, acobertaram os erros. Toda religião tem essa cultura de encobrir os podres de suas lideranças, com o medo de "difamar um ungido de Deus". Enquanto isso, pessoas sofrem nas mãos de crápulas.

Resta saber o que esses pobres meninos e meninas receberão, se será feita justiça pela honra desses garotos.

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