Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

Brasil: há 511 anos servindo os parentes


@wesleytalaveira Que o Brasil é um país que existe para servir parentes de políticos, isso todo mundo sabe, é só lembrar dos passaportes para os filhos do Lula, a farra da dona Erenice e outros vários. Mas e quando essa farra atinge a história do Brasil?

Sim, a farra da família chegou aos tempos de Tiradentes. Não, nada a ver com ele, mas com um decreto criado em 1969, durante a Ditadura Militar, que garantia pensão a três trinetos de Joaquim Jose da Silva Xavier, o Tiradentes. Até aí tudo bem, mas de lá para cá apareceram tantos parentes do inconfidente que a coisa virou festa. Durante o governo Sarney e FHC apareceram mais duas, das quais uma continua viva, Lúcia de Oliveira Menezes. E segundo o blog do Josias de Souza, a netinha tem mais duas irmãs que também entraram com pedido para receber a tal pensao, que nem é tão alta assim: 2 salários mínimos. E a dona Lúcia já avisa: devem haver mais de 200 parentes de Tiradentes espalhados por esse país. "Todos tem direito, né?" diz a neta.

Ei Dilma, sou parente de indígenas. Tenho direito a alguma coisa?

Libera geral...



Esse negócio de liberar maconha é engraçado. Ou melhor, o motivo, ou desculpa - cada um chama do jeito que quiser - é engraçado.




“... trabalhar pela legalização e regulamentação do uso da maconha como a melhor maneira de combater o tráfico de drogas e suas consequências."



"Vamos legalizar a maconha para combater o tráfico, ... por ser a droga de uso amplamente majoritário no mundo (90% do consumo mundial de drogas)".


Ah, tá! deixa ver se entendi: liberado ou legalizado, qualquer coisa serve, o uso da maconha acaba com o tráfico de drogas.


Mas, peraí. É tráfico de drogas ou tráfico de droga?


Se for tráfico de droga, tudo certo. Vamos legalizar que o tráfico acaba. Agora, se for tráfico de drogas (plural), a coisa não vai adiantar muito.


Além do mais, como já disse em outras ocasiões, esse povo, ex-presidentes e mais uns e outros, precisa passar cinco minutos na esquina batendo papo para saber como a banda toca.


A grana do tráfico não vem da maconha há muito, mas há muito tempo. A última geração que fuma maconha é a do meu pai (sim, ele fumava). Daí pra frente a maconha saiu de moda.


As gerações seguintes pegaram pesado na heroína - sexo, drogas e rock and roll. Jimmy Hendrix morreu afogado no próprio vômito por overdose de heroína. Janis Joplin morreu de overdose de heroína. Mas também para fazer o que ela fazia com a voz só tomando nos canos mesmo.


Depois veio a cocaína injetada também nos canos (nas veias) - o LSD, e coisas do gênero, eram para os doidões profissionais, aqueles que tomavam ácido para experiências, digamos, caleidoscópicas. O haxixe era a maconha dos riquinhos. O óleo de haxixe, que é a forma mais potente da droga, era um luxo.


Depois, com a AIDS a moda passou a ser cheirar cocaína (nada de chamar cocaína de coca, por favor, é um sacrilégio com o liquido mais precioso já inventado pelo homem). E agora estamos no crack que nada mais é que a borra que sobra no refino da cocaína.


Alguém conhece alguma maconhalândia, algum maconhódromo, ou coisa que o valha? Não. Não conhece - maconha, como já disse, é coisa da geração do meu pai, ou seja, coisa de velho. Os que eu conheço que fumam maconha estão prá lá dos 50 e fumam em casa, na janela, depois do jantar, para relaxar - tem gente que toma vinho do porto, outros fumam sua maconha.


Agora, cracolândia todo mundo conhece, né? Tem uma em cada bairro, pelo menos no Rio de Janeiro, em São Paulo e nas grandes cidades do mundo.


Vamos combinar o seguinte. A grana que sustenta o tráfico não vem da maconha. A grana vem das drogas.



Foto via @SouMaconheiro

André Oliveira: o destaque brasileiro no Para-Atletismo

André Oliveira, Para-Atleta

@wesleytalaveira Nos Jogos Mundiais de Para-Atletismo na Nova Zelândia, o Brasil vem se destacando pelo nível elevado dos competidores. Atletas como Terezinha Guilhermina, Odair dos Santos, Daniel Silva e outros colocaram o Brasil no terceiro lugar no quadro geral de medalhas.

Entre esses competidores está André Oliveira, que foi prata na modalidade salto à distância. Depois de sofrer, em 1997, um acidente onde rompeu os ligamentos do joelho esquerdo, André passou a competir no para-atletismo e desde então vem ganhando medalhas. Veja aqui a entrevista que ele deu em 2009 ao Blog Novas Ideias. Veja também aqui a matéria do Jornal Nacional com o André. O André foi meu colega de classe e de equipe na faculdade de publicidade e propaganda da UNISA, onde estudamos.

Parabéns André, pela superação e pelas conquistas!

Dá Licença?

Por Rosana Jatobá


Em pouco tempo vou saciar a curiosidade que me acompanha há meses. A aparência dos filhos que ainda habitam meu ventre nestas 37 semanas de gravidez, já foi revelada por meio de sonhos que tive. Ela parece com a mãe e ele, a cara do pai. Os exames de ultrassom em 4D reforçam a minha percepção. Mas os palpites dos mais chegados, expostos com veemência, dizem o contrário.

Especulações de todo tipo são inevitáveis quando a barriga vira território de domínio público.
-Quando você vai dar a luz? Perguntou um jornalista, colega de redação.
-Espero os gêmeos para o começo de janeiro, respondi .
- Mas você não vai ficar tanto tempo fora do ar, não é? Ou vai se aproveitar desta nova licença-maternidade? Me desculpe, mas acho um absurdo uma profissional ficar 6 meses sem trabalhar. Isso provoca um desequilíbrio de forças na empresa. Muitas mulheres emendam as férias, folgas, outros tipos de licença e desaparecem por quase 1 ano. E essa proposta de ampliar a licença-paternidade para 15 dias? Um nonsense total. Os pais ficam em casa assistindo “Sessão da tarde”, ou bebendo com as visitas.

Antes de contra-argumentar, preferi entender o tal “desequilíbrio de forças” suscitado pelo colega.

Com base nos interesses corporativistas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entende que a ampliação da licença de quatro para seis meses, acarretaria novos custos às empresas, devido à substituição da funcionária. Defende também que o benefício deixaria as próprias mulheres inseguras com relação à sua inserção no mercado de trabalho. Empresários dizem que pode haver restrição quanto à contratação de mulheres que estão no início de carreira, recém- casadas, ou que ainda não tem filhos.

A legislação avança no caminho oposto.

A licença-maternidade de 180 dias já é obrigatória no funcionalismo público e facultativa em parte da iniciativa privada. Empresas de grande porte que aderiram ao projeto “Empresa Cidadã” podem oferecer o benefício às suas empregadas, e, em contrapartida, tem direito a incentivos fiscais do governo federal. Os quatro primeiros meses da licença são pagos pela empresa e compensados pelo INSS. Os outros dois meses são abatidos do Imposto de Renda.

Por enquanto, o Brasil tem 150 mil grandes empresas que podem aderir ao Programa. Mas a tendência é que o benefício se torne obrigatório para todo o setor privado. O Senado aprovou, por unanimidade, a Proposta de Emenda Constitucional neste sentido. A PEC será submetida a um segundo turno de votação no Senado, e, em seguida, encaminhada à Câmara.

Do ponto de vista da saúde pública, a amamentação regular e exclusiva (sem introdução de água, chás e quaisquer outros alimentos) durante os seis primeiros meses de vida reforça a imunidade do bebê e reduz o risco de ele contrair pneumonia, desenvolver anemia e sofrer crises de diarréia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o país gasta cerca de R$ 300 milhões por ano para atender a crianças com doenças que poderiam ser evitadas caso fossem beneficiadas com o aleitamento regular durante este período.

Outra vantagem da licença-maternidade de seis meses seria o possível retorno de mulheres mais produtivas ao desempenho de suas funções e a diminuição das faltas e atrasos.

O que pouco se discute é a importância da licença-maternidade de seis meses como forma de se resgatar uma das experiências humanas mais primitivas e animais.

Como defende o pediatra Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa, “facilitar a aproximação incondicional das mães com seus bebês é preservar o vinculo mais importante e prematuro da humanidade. Não permitir, nem considerar natural o afastamento entre eles é lutar por uma ordem social que respeita as nossas necessidades de seres humanos.”

Este aninhamento necessário pode até esbarrar na lógica de mercado, mas se revela determinante para a formação de uma sociedade mais pacífica, igualitária e coesa.

Tão bom quanto matar a curiosidade de ver o que gestei, será enxergar, em breve, uma Nação mais consciente dos cuidados com as próximas gerações.


Rosana Jatobá é advogada, jornalista e mestranda em Gestão e Tecnologias Ambientais pela USP. Faz parte da editoria de meteorologia do Jornal Nacional e do SPTV 2ª edição e é apresentadora substituta do Jornal Hoje.

PS: Esse texto foi escrito dia 04 de janeiro, antes do nascimento dos gêmeos de Rosana Jatobá.

E se cada estado brasileiro fosse um país?

@wesleytalaveira Provavelmente a revista americana The Economist seja uma das melhores revistas do mundo por um motivo simples: ela faz pensar.

Numa dessas matérias, a revista comparou cada um dos 50 estados americanos com outros países de economias semelhantes. O resultado foi o seguinte:


Sim, nos EUA também há muita desigualdade. Basta comparar a economia da Califórnia com a da Dakota do Sul. Os economistas dizem que se a Califórnia fosse um país, ela sozinha seria uma das grandes potências do mundo, ficando entre Itália e Brasil (tanto que no mapa ela é comparada à Italia). Já a Dakota do Sul se compara ao Sri Lanka - ou Ceilão - país de potencial médio que sofreu com sucessivas guerras civis.

E se isso fosse feito no Brasil? Se cada estado brasileiro fosse comparado à um país no mundo? Sugeri uma materia semelhante à Veja, maior revista brasileira. Quem sabe sai alguma coisa...

Aprendendo a NÃO perdoar


@wesleytalaveira O programa Dossiê News, na Globonews com apresentação de Geneton Moraes Neto @genetonneto vai levar ao ar nesse sábado uma entrevista com Eva Schloss, sobrevivente dos campos de concentração de Auschwitz durante o regime Nazista. O próprio Geneton postou no seu blog um trecho da entrevista que me chamou muito a atenção.

Ele começa a entrevista de cara com uma pergunta difícil: a senhora perdoa?

Ela foi bem clara: não! E diz que pessoas ao redor deo mundo a fazem a mesma pergunta. Um religioso uma vez se protificou a rezar por ela para que "seu coração se abrisse parao perdão", mas ela fo enfática em dizer: não perca seu tempo, não irei perdoar nunca.

Parece arrogante da parte dela dizer que nunca irá perdoar, mas ela tem seus motivos, completamente explicáveis. Hoje, aos 81 anos, Eva Schloss corre o mundo pregando contra a intolerância. Na entrevista ela conta como sua mãe foi condenada a morrer, mas inexplicavelmente conseguiu sair viva dos fuzilamentos que ocorriam diariamente nos campos de concentração.

Me perguntaram: você perdoaria? Mas essa é uma resposta que não sei como dar, pois é impossível se colocar na pele de quem sobreviveu ao nazismo. Quem sobreviveu tem todos os motivos do mundo para não perdoar.

Não perdoar nesse caso é estar alerta a qualquer sinal de autoritarismo que surja em qualquer lugar no mundo, é combater a intolerância, é saber que muita gente sofre no mundo por ser diferente e se colocar ao lado deles. Ela tem motivos o suficiente para se colocar ao lado de quem sofre: ela sofreu, e não perdoou o que passou. E porque não perdoou é que ela continua combatendo.

Acho que se aprendêssemos um pouco a NÃO perdoar talvez o mundo seria muito menos indiferente à injustiça como é atualmente.

Sonhando com ciclovias no Brasil

Quando será que no Brasil alguém vai se importar com isso?


Essa foi uma ação feita em Guadalajara, no México, pela implantação de ciclovias na cidade.

Há muito tempo que as bicicletas deixaram de ser artigo de esporte, ou de lazer de parquinho para crianças. Aos poucos, elas vem se tornando meios de transporte eficientes para as grandes cidades cheias de fumaça dos carros.

Por que então não incentivar o uso das bicicletas não apenas no fim de semana, mas durante a semana, mesmo, como transporte para o trabalho, faculdade? Falta de vontade de enfrentar o poder das indústris automotivas?

Em São Paulo até vemos algumas boas ações - tímidas, ainda - par o incentivo das bicicletas: várias estações do metrô e dos trens da CPTM emprestam bicicletas além de poderem ser transportadas dentro dos vagões. Algumas poucas avenidas de SP já tem ciclovias, mas ainda falta muito. Lógico que não queremos que as bicicletas substituam os carros. Somente um louco poderia imaginar isso. Mas que elas sejam vistas como alternativa ao carro.

Bora pedalar?

O que quer Baby Doc?

Baby Doc, ex-ditador haitiano

@wesleytalaveira O ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, mais conhecido como "Baby Doc" retornou ao Haiti, depois de 24 anos em exílio na França. Deposto do governo em 1986 por um movimento popular, Baby Doc é lembrado por ter governado o Haiti com mão de ferro: nenhum respeito aos direitos humanos e intensa corrupção. Baby Doc chegou ao poder em 1971, recebendo das mãos do pai, o também ditador Francois, o "Papa Doc".

Baby Doc foi escoltado pela Polícia haitiana, e não se sabe onde vai ficar. O atual presidente do Haiti, René Duvalier, disse em 1997 - quando tambem era o presidente do país - que se Baby Doc retornase ao país seria preso. E agora?

O retorno do ditador ao Haiti exatamente num momento de forte crise no país é algo a se preocupar. Ainda mais porque o ditador foi recebido no aeroporto por uma multidão de pessoas, inclusive algumas que gritavam efusivamente o seu nome. Aparentemente, esse seria o cenário perfeito para se tentar toar novamente o poder.

Procura-se Sérgio Cabral.


Hoje não tem texto com nenhuma pitadinha de humor, de sarcasmo, de irônia, nem nada. O assunto é sério, e precisamos levar um papinho sério com nosso querido Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, um tão gente boa.... quando dorme. O Rio de Janeiro está passando por um caos. Aliás, não só o Rio, mas boa parte do Brasil está passando por isso.

"Mas Marcelo, se o Brasil todo está passando por um caos, por que só falar do RJ?"

Será que é por que o RJ vai sediar Copa do Mundo e Olimpiadas? Recentemente, antes das chuvas, tivemos a luta entre policiais e traficantes, onde só se ouvia falar no "Complexo do Alemão", agora essas chuvas que não param. Não dizendo que o RJ tem culpa nisso, e sim a natureza. Mas aí a gente se lembra do Sérgio Cabral, governador do Rio. Ouvi falar que ele está de férias, e que só deu as caras para posar do lado da presidentA Dilma.

Quando aconteceu a guerra no RJ, o Sérgio Cabral "moveu montanhas", chamando exército, aéronautica, marinha, policia federal/civil/militar e etc... Só faltou o FBI; mas pra ajudar os pobres desabrigados não tem lugar pra eles ficarem, os IMLs não sustentam a quantidade de mortos que tem a cada enchente, os feridos não tem hospitais para irem, porque também não cabem mais ninguém.

E agora Sérgio, vai continuar fazendo nada e aparecer só pra sair na foto?



Veja um antes e depois das cidades mais afetadas pela chuva

Fonte

Não deixe o Cine Belas Artes fechar - por Nabil Bonduki



A mobilização que a notícia do fechamento do Belas Artes gerou fala por si só: o cinema é um patrimônio da cidade de São Paulo.
Seu desaparecimento seria a perda de um pedaço de nossas vidas e criará uma lacuna que São Paulo, tão desprovida de memória e de lugares significativos, não pode deixar acontecer. Milhares de paulistanos estão contra esse crime porque se sentem ligados ao local, uma referência cultural e urbana.
Não se trata de preservar a arquitetura do edifício, mas seu uso, sua importância como ponto de encontro e espaço de debate cultural. A noção contemporânea de patrimônio é clara: a comunidade, além dos especialistas, tem um papel fundamental na identificação dos bens culturais a serem protegidos.
A noção de patrimônio mudou muito desde que o Estado Novo, por meio do decreto-lei nº 25/1937, criou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e instituiu o tombamento. Na época, prevaleceu uma visão restrita, voltada para os bens com valor arquitetônico e artístico, chamada de "patrimônio de pedra e cal".
Nessa concepção, os critérios utilizados para a seleção dos bens a serem protegidos eram os de caráter estético-estilísticos, excepcionalidade e autenticidade, valorizando a arquitetura tradicional luso-brasileira, geralmente edifícios isolados, produzida no período colonial.
O foco era a criação de uma identidade para fortalecer a construção do Estado nacional.
A partir dos anos 1970, essa noção de patrimônio se alargou para abranger sítios urbanos, manifestações de outros períodos e origens culturais e para valorizar os espaços representativos da vida social e dos hábitos cotidianos da população. Em certas situações, esses podem ser mais relevantes que monumentos de valor arquitetônico.
Valorizando o contexto urbano e edifícios utilizados pela população, essa visão reserva à comunidade um papel ativo na identificação do patrimônio. O tombamento do cine Belas Artes está respaldado no Plano Diretor Estratégico (PDE), do qual fui relator e redator do substitutivo na Câmara Municipal de São Paulo (lei nº 13.540/ 2002). O PDE incorporou integralmente essa visão contemporânea de patrimônio.
Uma das diretrizes do seu capítulo de política de patrimônio histórico e cultural é "a preservação da identidade dos bairros, valorizando as características de sua história, sociedade e cultura" (artigo 89, inciso III); uma das ações propostas é a de "incentivar a participação e a gestão da comunidade na pesquisa, identificação, preservação e promoção do patrimônio histórico, cultural, ambiental e arqueológico" (artigo 90, inciso VII).
De modo coerente com o PDE, parcela relevante da comunidade paulistana identificou um bem que faz parte da identidade de um bairro, que é característico da história e da cultura da cidade, e se mobiliza para garantir sua preservação.
Não é uma questão nova: em 2003, ocorreu uma grande comoção, que impediu o fechamento do Belas Artes e do antigo Cinearte (atual cine Livraria Cultura). Como parte daquela luta, propus uma lei que permite aos cinemas de rua o pagamento do IPTU e do ISS com ingressos, a serem utilizados pela prefeitura em programas de inclusão cultural.
Aprovada a lei e passado o sufoco, erramos ao não propor proteção legal permanente para os cinemas.
Agora, não temos tempo a perder; em poucos dias, o Belas Artes poderá ser uma ruína. A Associação Paulista de Cineastas já pediu o tombamento, pedido que eu reforço por meio deste artigo.
O Departamento de Patrimônio Histórico deve elaborar um parecer técnico e o Compresp (conselho municipal do patrimônio histórico) deve convocar reunião extraordinária, antes do final de janeiro, para aprovar o tombamento e não deixar que essa nova catástrofe ocorra em São Paulo.

--------------------------------------------------------------------------------
NABIL BONDUKI é arquiteto, professor de planejamento urbano na FAU-USP e primeiro suplente de vereador da bancada do Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo. Foi vereador de São Paulo pelo PT (2001-2004) e relator do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal.

Pág. 1/2

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub