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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

São Paulo é mais gay ou evangélica?

Texto de Gilberto Dimenstein, para a Folha. Veja o link original aqui.

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da ideia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários. Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança. Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertas com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.

Nada contra --muito pelo contrário-- o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.

Educação: quem disse que não tem jeito?

Esse é o sétimo vídeo da série Quem Disse Que Não Tem Mais Jeito? (veja aqui), que apresenta soluções simples para grandes problemas das grandes cidades brasileiras. O tema de hoje é a educação como base pra um bom desenvolvimento da cidade. A escola deve ser parte do bairro, e o bairro precisa participar da escola. Os Conselhos Escolares tem essa função: integrar a escola à comunidade.

Veja o vídeo:



Veja os outros vídeos da série aqui.


Na próxima semana, o último vídeo da série Quem Disse Que Não tem Mais Jeito? fala sobre cultura. Acompanhe!

Every Teardrop Is A Waterfall - o novo single de Coldplay #MusicaDeDomingo

Saiu o novo single do Coldplay, Every Teardrop Is A Waterfall. Apesar de o título sugerir algo meio emo ("cada lágrima é uma cachoeira"), a música tem inspiração no pop setentista e no eletrônico. Pelo menos é o que diz a banda.

Depois das acusações de plágio que o Coldplay sofreu nos últimos anos, se esperava muito uma música nova da banda, e novamente a música foi citada como cópia de outra. Mas agora cópia assumida. O próprio Coldplay disse em seu site oficial que a música tem insíração em I Go to Rio, do australiano Peter Alan.

Veja Every Teardrop Is A Waterfall:


Agora veja a semelhança com I Go to Rio, de Peter Alan.

O Brasil Real X o Brasil Oficial

Escrito por José Luiz Portella para a Folha (veja o link original aqui)

Algumas pessoas já falaram isso: o Brasil oficial tem que se encontrar com o Brasil real. A frase não é novidade.

A distância continua grande. O Brasil oficial é o poder e sua face visível; o real é a vida, o dia a dia das pessoas.

Políticas públicas são feitas com base no oficial. Gestores têm que estar bem com seus pares e chefes para permanecerem nos cargos ou serem promovidos. Não existe incentivo para políticas que priorizem a ponta da linha, o beneficiário, a população.

Marqueteiros dizem que não entram no debate dos grandes temas porque a única opção que têm é ganhar e que, para isso, precisam descontruir o maior adversário. Adversário demolido, vitória garantida.

A mídia, em geral, faz cobertura episódica, intensa e fugaz. Assuntos relevantes só entram em pauta quando há desgraça ou polêmica pessoal entre líderes políticos. Logo depois, desaparecem.

Jovens acompanham a vida do país e da própria cidade no modelo "Twitter": frases isoladas, considerações esparsas, sem continuidade e aprofundamento.

O maior culpado por tudo isso é o sistema político representativo, hoje em vigor, que não é discutido pela sociedade. Limita-se a pequenos grupos politizados.

O representante do povo nas Câmaras e Assembleias é eleito pelo sistema proporcional. Isso permite que tenha votos por todo o estado em lugar cada vez diferente ou diluídos, não permitindo cobranças ou acompanhamento pelo eleitorado. Além disso, vários setores e regiões ficam sem representantes.

A cidade de São Paulo é, numericamente, mal representada na Câmara Federal, com menos deputados que seu peso proporcional de habitantes. A distribuição dos vereadores eleitos por regiões e setores da cidade fica muito aquém da real. Mais de 90% da população não vota em nenhum dos eleitos e grande parte dos que votaram não se lembra do escolhido.

O sistema proporcional vigente é aquele em que se vota no Tiririca e elege o Protógenes. Os partidos procuram cada vez mais "Tiriricas" e menos candidatos que possam ser controlados. É o modelo da antirrepresentação. Ele leva à cruel realidade de que o eleito fica muito mais ligado aos financiadores de sua campanha do que ao eleitor. Sem dinheiro não consegue se reeleger. Salvo exceções raríssimas, com nome na sociedade, por serem figuras midiáticas, artistas e representantes religiosos.

Várias coisas podem ser feitas para aproximar o oficial do real. Nada é mais importante do que a mudança do sistema representativo. O voto em lista partidária esconde o candidato do eleitor, é o reino subterrâneo dos partidos. O distritão é a falência de ideologia. O melhor caminho é o voto distrital. Misto ou puro.

O Brasil real virá à tona quando o oficial precisar dele para chegar ao poder. Quando o eleitor dominar o mundo de candidatos que podem representá-lo, conhecendo-o bem, vivendo no mesmo distrito, a relação se transforma. O deputado e o vereador tornam-se voz do eleitorado ou são espirrados.

É uma alteração singela, mas vale uma revolução. Sem dor. Se ela permanece distante, é porque a sociedade ainda não acordou para a sua importância.

Por que as coisas não acontecem? Todos querem saber.

Há várias alternativas corretas, mas a resposta campeã é: porque ainda não mudou o sistema representativo.

Moradia: quem disse que não tem jeito?

Esse é o sexto vídeo da série Quem Disse Que Não Tem Mais Jeito? (veja aqui), que apresenta soluções simples para grandes problemas das grandes cidades brasileiras. O tema de hoje é a moradia. O vídeo trás soluções simples para resolver o problema da má moradia das pessoas que, quando não são esquecidas pelo  poder público e tem de se virar em favelas, são levadas para conjuntos habitacionais distantes de tudo e sem nenhuma infraestrutura.

Veja o vídeo:



Veja os outros vídeos da série aqui.

"Friends" é melhor que um livro?


Texto publicado também no Insoonia

@wesleytalaveira Nicholson Baker, escritor americano, disse no livro recém lançado "The Anthologist" que "qualquer episódio de Friends é provavelmente melhor e mais positivo que 99% da poesia ou teatro ou ficção ou história já publicados". Será?

Que Friends é um ótimo seriado ninguém duvida. O humor inteligente, a forma como mostra a relação entre amigos, os atores ótimos - principalmente a linda da Jeniffer Aniston - fazem da série uma das melhores já produzidas. Mas não passa de um entalado americano, assim como o também sensacional Two and a Half Man, The Big Bang Theory e vários outros.

Penso que Nicholson não quis dizer exatamente que assistir Friends é melhor do que os livros que já foram publicados. Com essa afirmação ele faz uma crítica à qualidade do que é publicado hoje em dia. É comum ouvirmos muita gente dizer "saia da TV e vá ler um livro". Tá, mas a questão é mais complicada do que "ler um livro". Que tipo de livro você está lendo? Assim como na TV, tem muita porcaria impressa e exposta nas livrarias por aí. E nao falo de literatura adolescente, antes que alguém cite Crepúsculo & derivados. Tem muito livro escrito por "adultos", para "adultos" que não dizem nada de nada.

Na verdade Baker faz referência à hipocrisia de gente que diz preferir ler à ver TV, mas lê coisas tão fúteis como o que se passa na TV. Ou seja, se for para ler algo ruim, é melhor ver TV, que te toma menos tempo e dedicação.

Resumindo: nem todo livro é bom, e nem tudo que passa na TV é ruim.

Segurança: quem disse que não tem jeito?

Esse é o quinto vídeo da série Quem Disse Que Não Tem Mais Jeito? (veja aqui), que apresenta soluções simples para grandes problemas das grandes cidades brasileiras. O tema de hoje é a segurança pública, mas nem tnato no que diz respeito ao combate do Crime Organizado, mas em formas simples de se evitar e prevenir a violência nas grandes cidades. Soluções simples como urbanização de favelas, presença de serviços públicos e outras ideias. 

Veja o vídeo:



Veja os outros vídeos da série aqui.

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