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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

Nasi e o Ira!: um sucesso com começo, meio e sem fim #Nasi30Anos



Esse é o primeiro post da série Nasi 30 anos: a vida e o Rock do "Wolverine Valadão", que vai trazer um pouco do trabalho do Nasi, um dos maiores nomes do Rock brasileiro e que praticamente consolidou o legítimo Rock and Roll paulistano.

E não haveria outra forma de iniciar uma série sobre o Nasi que não fosse falando sobre o Ira!, seu principal trabalho, iniciado em 1981. Edgard Scandurra havia formado com seu colega de classe Dino uma banda chamada Subúrbio, e resolveram convidar o colega estranho do Colégio Brasílio Machado para participar. O colega estranho era Marcos Valadão Rodolfo, que havia recebido dos colegas de classe o apelido de Nazi - com Z - pelo visual punk e comportamento solitário. Por rejeitar qualquer manifestação neonazista - Nazi é a denominação do Partido Nazista, que deu apoio à ditadura de Adolf Hitler na Alemanha - resolveu trocar o Z pelo S, e assim nascia o Nasi.

Juntos, Nasi, Edgard e Dino se apresentaram pela primeira vez em 1979 num festival do colégio Objetivo  com uma música de composição de Edgard, chamada Pobre Paulista, que mais tarde veio a ser um dos grandes hits do Ira!. Em 1980 Edgard foi convocado a servir o Exercito, onde escreveu a música Núcleo Base, e o trabalho da banda Subúrbio se interrompeu durante um ano.

Um ano depois, Edgard convidou Nasi para se apresentarem num festival punk na PUC de São Paulo em outubro, onde surgiu oficialmente a banda Ira, ainda sem a exclamação, inspirada no Exército Republicano Irlandês - Irish Republican Army. Completavam a formação o baterista Fabio Scatone, e o baixista Adilson.

Dois anos depois, o produtor Pena Schmidt descobriu a banda, nessa época contando com Charles Gavin na bateria (mais tarde baterista dos Titãs) e Dino (velho companheiro do Subúrbio) no contrabaixo, e os levou até a gravadora Warner, onde o Ira gravaria seu primeiro compacto,que levou o nome da banda. O compacto contava com as músicas Gritos na Multidão e Pobre Paulista.

Em março de 1985, após trocar Dino por Ricardo Gaspa, e Charles Gavin pelo ex-titã André Jung, o Ira!, agora com ponto de exclamação, gravaria seu primeiro LP; "Mudança de Comportamento". O disco contava com 11 faixas, entre elas N.B. (Núcleo Base), Ninguém precisa de guerra, Longe de Tudo e Ninguém entende um mod.

No ano seguinte, com maior prestígio dentro e fora da gravadora, a banda lançaria seu segundo LP Vivendo e Não Aprendendo. O disco, lançado em setembro, era sem dúvida uma obra prima. Vivendo e Não Aprendendo trazia grandes hits como Envelheço na Cidade, Vitrine Viva, Pobre Paulista e Gritos na Multidão, sendo as duas últimas gravadas ao vivo em São Paulo.

A consolidação do Ira aconteceu de fato quando a música Flores em Você entrou na trilha sonora da novela "O Outro" da Rede Globo, em 1988. O disco chegaria a marca de 200 mil cópias vendidas. O grupo era aclamado pela mídia, e Edgard Scandurra, merecidamente escolhido pela revista Bizz como o melhor guitarrista brasileiro. Edgard, um canhoto sui generis por não inverter as cordas da guitarra, tocava com grande velocidade e perícia a ponto de impressionar todos seus companheiros da era do Rock.

Quatro meses depois, a banda ressurgiria com o lançamento do álbum Psicoacústica, que contava com um instrumental afiadíssimo. Dentre as oito longas faixas estavam a balada Rubro Zorro, Manhãs de Domingo, Farto de Rock 'n' Roll, e um rap de roda Advogado do Diabo. O disco se tornaria a obra "cult" do Ira!.

O próximo disco do Ira! chamado Clandestino, lançado em 1990, trazia fortes influências do Cinema Novo que produziria bons momentos como Nasci em 62, Melissa (com a participação especial de Paulo-Bandido da Luz Vermelha-Villaça), Cabeças Quentes e Consciencia Limpa.

Um surto de renovação e criatividade resultaria no disco Meninos da Rua Paulo, em 1991. O entusiasmo da banda ao cantar versos de Raul Seixas para Lucy in the Sky with Diamonds, de Lennon e McCartney, com o título em português de Você Ainda Pode Sonhar era um dos grandes momentos do disco.

Em 1993, o grupo lançou o sexto disco Música Calma para Pessoas Nervosas, obra que viria encerrar um ciclo do Ira! junto à Warner. Esse disco, autoproduzido pelo grupo, teve como destaque a música Arrastão.

Em 1996, já em outra gravadora (a Paradoxx), o grupo lançou o disco 7, que contava com uma faixa em CD-ROM, e grandes composições como Você Não Serve Pra Mim, e Assim que me querem. Como faixa bônus, Nasci em 62, tirada de um show onde Nasi e Arnaldo Antunes detonam nos vocais. O álbum foi gravado logo após uma turnê de quatro shows no Japão que culminaram com uma apresentação antológica no Club Cittá, templo do Rock no Japão.

Em maio de 1998, o Ira! lança o ousado Você Não Sabe Quem Eu Sou, álbum que incorpora algo da atitude criativa de Psicoacústica ao fazer do estúdio um laboratório para a criação de arranjos surpreendentes e inusitados, o disco viria receber o prêmio de "Melhor Produção de Rock" da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Deixando a gravadora Paradoxx, o Ira! desenvolve o embrião do que viria a ser seu nono disco ao produzir um CD demo, baseado na interpretação de outros autores, que acabaria por conduzir o grupo para a Abril Music.

Em novembro de 1999 o Ira! lança o aclamado Isso É Amor, CD que rapidamente ganharia as rádios e o prestígio de crítica levando o Ira! a ser considerado pela APCA "O Melhor Grupo de Música Popular de 1999".

Em 2000 a banda lança o Ao Vivo MTV gravado no Memorial da América Latina, em comemoração aos vinte anos de uma invejável carreira de sucesso. No "track list" não faltam grandes clássicos como Tolices, Envelheço na Cidade, É assim que me querem e Flores em você. Seguido desse grande sucesso de vendagem (cerca de 160.000 cópias em cd e mais de 21.000 em DVD), o Ira! Apresenta-se no Rock In Rio 03 para 250.000 pessoas, o recorde de público do Festival. Com certeza um dos momentos mais marcantes na carreira da banda e para os fãs que presenciaram. Ainda no ano 2000 Ricardo Gaspa lança seu projeto paralelo de surf music Huntington Bitches.

Em 2001 o grupo lança Entre Seus Rins, apenas com músicas inéditas. Este CD mostra um Ira! cada vez mais maduro, porém, sem perder o ar juvenil e reflexivo da banda. A Faixa Um homem só é a prova da criatividade e trajetória desses músicos, pois traz em uma só música diversos elementos que vão do flamenco ao Rock psicodélico.

2004 é mais um ano de sucesso, com o lançamento do Acústico MTV, com CD e DVD, que além dos ‘hits’ trouxe quatro faixas inéditas e fez jus a canções ótimas, mas desconhecidas do grande público. Representantes de três gerações diferentes participaram da gravação: Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa e Pitty.

Em 2007 o Ira! retorna ao rock clássico com o CD e DVD Invisível DJ, com a produção de Rick Bonadio e aposta num som dançante nas primeiras faixas e surpreende em músicas como Mariana Foi pro Mar, tocada ao som de violão numa levada sessentista, ao todo o disco contém 12 faixas que mesclam rock e baladas com direito a clássico, como a regravação de Feito Gente, composta por Walter Franco na década de 70.


Brigas e separação do grupo



No inicio de setembro de 2007, após brigas com o irmão e empresário Airton Valadão Jr, Nasi retirou-se da banda (indeterminadamente), antes do Ira! entrar de ferias, algo previsto para 2008. Às brigas seguiram-se momentos polêmicos, com brigas públicas e até violência física, ocasião em que Nasi foi submetido à Interdição Pública pedida à justiça pelo pai, Airton Valadão, como foi mostrado numa reportagem do Fantástico, em 2007

E assim se encerrou por completo uma carreira de 26 anos da banda Ira, o principal trabalho do Nasi!

Veja aqui a primeira música do Ira!, Pobre Paulista:


Na próxima semana, conheça a carreira solo do Nasi paralela ao Ira!, Nasi e os Irmãos do Blues.


Esse post tem informações e trechos do Wikipedia e do Iranet, o Fã Clube oficial do Ira!. Aliás, vale muito a pena visitar o site do Fã-clube. Lá tem muita informação sobre todo o trabalho do Ira!.

Pós-graduação: quando e qual fazer?

@cesar_leao Olá leitor do Novas Idéias, tudo numa boa?

Esse é um questionamento que abate muitos formandos às vésperas de sua formatura: Emendo um mestrado? Faço uma especialização? Vou direto pro mercado de trabalho? Nesse momento fica complicado manter o equilíbrio da relação formação-experiência, e em partes pelo próprio mercado de trabalho.

Quantos degraus devo subir?

As empresas pedem, em muitos casos experiência para o jovem que terminou a sua faculdade e quer entrar no mercado de trabalho. O jovem profissional sabe que tem um potencial a oferecer, só que em muitos casos o estágio é pouco valorizado como experiência, sendo que, quem já foi estagiário sabe, em muitas empresas quem mais trabalha é o estagiário.

Na ânsia por conseguir uma colocação no mercado o jovem profissional se lança aos cursos de pós-graduação para melhorar a sua formação, vem um questionamento: Lato Sensu ou Stricto Sensu? E qual a diferença entre eles?

Cursos de Aperfeiçoamento e de Especialização são Lato Sensu, ou seja, são aprendizados de sentido amplo, em oposição, o Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado são Stricto Sensu, são abordados temas de sentido mais restrito. Em melhores palavras, uma Especialização em Gestão Ambiental vai abordar conteúdos gerais de gestão e gerenciamento do meio ambiente, já um Mestrado em Gestão Ambiental vai abordar uma área específica e desenvolver técnicas de gestão e conservação do meio ambiente.

Partindo do que foi dito nesse último parágrafo, o jovem profissional deve saber que tipo de formação está buscando e saber que portas essa formação oferece. Na grande maioria dos casos, cursos Stricto Sensu são mais voltados para a vida acadêmica e de pesquisas, e os Lato Sensu são mais voltadas a profissionais que estão no mercado de trabalho e querem ampliar seus conhecimentos, dominar novas ferramentas.

Além de tudo isso, é fundamental que o jovem avalie qual tipo de formação é mais interessante para o mercado em que ele pretende se inserir. O mercado anda cada vez mais acirrado e competitivo portanto, devemos estar de olho no que ele pede!

Até a próxima!

E o Dunga voltou a falar


@wesleytalaveira Pois é, o Dunga voltou a falar.

Depois do fracasso da Seleção na Copa da África do Sul em 2010 e de ter sido execrado pela mídia, em parte pela briga inútil que ele mesmo comprou, o ex-técnico Dunga voltou a falar, depois de mais de um ano de total silêncio.

Deu uma entrevista à rádio gaúcha Guaíba, onde comentou a atuação da Seleção na Copa América. Disse que viu "com tristeza" a eliminação do Brasil, mas não escondeu que "parte do ego" fica satisfeita em ver que agora as pessoas entendem que a decisão de não convocar os dois garotos santistas para a Seleção de 2010, decisão tão criticada na época, foi uma decisão acertada: "temos meninos com potencial incrível. [As pessoas] tem necessidade de criar um ídolo de uma hora para outra". Sobre a eliminação, disse: "o bom mesmo é que tivessem dado certo agora. Mas a vida não é como a gente gostaria que ela fosse, ela é um pouco mais dura".

E ainda disse que em dezembro volta a trabalhar. Já tem algumas propostas, de dentro e fora do Brasil, inclusive uma recente dos bambis do São Paulo, e que está estudando todas: "minha vida de profissional vai continuar a partir de dezembro, retomar a carreira, conversando com vários clubes, algumas seleções".

Sim, Dunga foi um dos técnicos de futebol mais mal-humorados e briguentos que já se viu nesse país. Mas seu mau humor foi além: comprou uma briga boba com a mídia, em especial com a Rede Globo, que ele dizia ter liberdade demais entre a Seleção, mas ele se esqueceu que a Globo pagou para ter essa liberdade, e pagou muito caro. Mas nem tudo foram espinhos no seu trabalho na Seleção: vale lembrar que em suas mãos o Brasil venceu a Copa América, Copa das Confederações e se classificou antecipadamente para o Mundial de 2010.

Só não venceu a Copa...

Quem indeniza os agredidos?



Olá, leitores queridos!

Essa semana fomos obrigados a ver novamente outro caso assustador de agressão: pai e filhos foram atacados no interior de São Paulo por serem "confundidos" com um casal gay. Além de terem se machucado, o pai teve parte da orelha decepada.

Eu li esse texto do blog do Sakamoto e concordo com cada letra do que ele escreveu. É missão impossível achar os agressores. Cada dia mais vemos pessoas serem agredidas pelas ruas do Brasil por sua opção sexual - ou por simplesmente serem "confundidas". Durante uma reportagem do Profissão Repórter da TV Globo, uma repórter que conversava com pessoas na Parada Gay de Sao Paulo foi chutada por um homem que achou que a repórter fosse "namorada" da entrevistada. Pessoas são atacadas com facas, lâmpadas e outros objetos. Diante desses acontecimentos, só fica uma pergunta: quem indeniza esses agredidos?

Enquanto pessoas são atacadas nas ruas, deputados em Brasília tentam atrapalhar projetos que criminalizam o preconceito sexual em nome de uma "moralidade" que eles inventaram apenas para ganhar votos. E se esses deputados, os Bolsonaros da vida, os membros das bancadas evangélicas fossem criminalizados pelos ataques? Pois já que eles impedem que preconceito vire crime, eles indiretamente apoiam esse tipo de violência, não acham?

Bom, acho que todo mundo vai concordar que alguma coisa precisa mudar. Vi o Wesley preparando um texto sobre respeito com as pessoas e repito uma coisa que ele disse: que mundo é esse onde a gente ainda tem que falar que todas as pessoas são dignas de respeito, independente do que fazem?

Abraços.

Larissa Oliveira é universitária e militante da juventude do PSDB.

Nasi será tema de nova série de posts do Blog Novas Ideias




Nasi com certeza é um dos maiores nomes do Rock brasileiro, além de ser uma das vozes do Rock paulistano de vanguarda. E no ano em que ele completa 30 anos de carreira, o Blog Novas Ideias faz uma homenagem para esse ícone da nossa música com uma série de textos para o Vitrola. A série Nasi 30 anos: a vida e o Rock do "Wolverine Valadão" vai trazer um pouco da vida e carreira do Nasi.


A série, que começa dia 31 de julho, vai abordar três momentos diferentes da carreira do Nasi:

- No dia dia 31 de julho, você vai a história do Ira!, o trabalho de maior sucesso do Nasi, em parceria com Edgard Scandurra: o início, o auge do sucesso e as brigas que levaram ao fim da banda;

- No dia 07 de agosto vamos trazer um pouco da carreira solo: o projeto Nasi e os Irmãos do Blues , além de Onde os Anjos Não Ousam Pisar e outros trabalhos;


- Para encerrar, no dia 14 de agosto, dia dos pais, vamos conhecer o trabalho atual do Nasi, que marca seu retorno depois de todo o período turbulento do fim do Ira!: o projeto Nasi Vivo na Cena.



Nasi 30 anos: A vida e o Rock do "Wolverine Valadão" a partir do dia 31 de julho, aos domingos, no Blog Novas Ideias.

Acompanhe!

The Black Star Tour: a turnê de @avrillavigne chega ao Brasil #Vitrola


@wesleytalaveira Agora sim! Por causa do post especial sobre a carreira de Amy Winehouse, esse post que devia ter saído ontem teve de ser adiado. Se você ainda não leu o texto, leia aqui. E agora vamos falar de um dos grandes shows internacionais que o Brasil recebe esse ano, e que vai acontecer essa semana em São Paulo: a canadense Avril Lavigne volta ao Brasil 6 anos depois de sua primeira visita para trazer a turnê The Black Star Tour, para divulgar o novo CD Goodbye Lullaby. O CD, lançado em abril desse ano é o mais "maduro" da carreira, como define a própria Avril, pois conta com canções mais reflexivas, não tão "dançantes" como o anterior The Best Damn Thing. Mas mesmo assim já coleciona sucessos: What The Hell, primeiro single do CD, alcançou sucesso em todo o mundo e Smile, o segundo single, está entre as mais ouvidas, além de Wish You Where Here já ser aguardado como o próximo single.




Quem é Avril Lavigne?

Avril Ramona Lavigne nasceu em Napanee, pequena cidade de Ontario, no Canadá em 27 de setembro de 1984 e desde criança mostrou seu amor pela música. Ela mesma disse numa entrevista numa vez que, quando criança, adorava pegar vassouras para usar como microfone e subia na cama, se imaginando num palco. Ganhou um concurso de uma rádio e se apresentou com Shania Twain num palco para 20 mil pessoas e lá, ainda bem jovem, decidiu que seguiria a carreira de cantora. Para isso, teve de enfrentar a reprovação dos pais e se mudar pra Nova Iorque.

Em Nova Iorque, Avril se envolveu com o movimento punk, e começou a chamar a atenção de gravadoras. Logo assinou contrato com a Arista e lançou seu primeiro trabalho, Let Go, uma produção pequena, com músicas de composição da própria Avril que falavam da sua visão do mundo, da confusão que sua cabeça adolescente de 17 anos fazia com a vida ("tudo muda enquanto eu viro as costas, eu sou um móbile" - trecho da música Mobile); o CD era uma aposta tímida que a gravadora fazia na menina magrela franzina vinda do Canadá que cantava bem. Mas Let Go resultou num verdadeiro fenômemo:  em pouco tempo as músicas Complicated e I'm With You explodiram nas rádios americanas e logo chegaram ao topo das músicas mais cantadas no mundo. Em pouco tempo, Avril viu seu trabalho chegar ao ápice: fãs por todos os lados, convites para turnês nos lugares mais absurdos do planeta, além da onda punk que tomou conta dos adolescentes no mudo todo, graças a sua influência.

Em 2004 lançou Under My Skin, com colaboração da compositora canadense Chantal Kreviazuk e de Ben Moody, ex-baterista do Evanescence. O CD trás músicas mais adultas, carregadas do Rock'nd Roll pesado, com letras que falam de decepções amorosas e frustações. Logo bateu recordes de vendas e chegou a marca de 9 milhões de cópias vendidas em 2004, sendo considerado o CD mais vendido em todo o mundo naquele ano. Ainda em 2004, a revista Rolling Stones dedica uma matéria à Under My Skin, classificando as músicas do CD como "irresistíveis", além de dizer que Avril foi uma das únicas na história da música americana a conseguir "manter a cabeça", ao manter seu estilo e rejeitar influências do hip hop, tão presentes em outros cantores na época.  O The Guardian tambem se manifesta sobre Avril Lavigne, dizendo que Under My Skin era o símbolo autêntico da rebeldia punk-rock americana. A Billboard americana diz que, com o trabalho novo, Avril abandona a imagem de adolescente inocente e passa para a fase de menina madura revoltada com a adolescência, com musicas menos alegres que o primeiro trabalho. O sucesso do segundo trabalho também se confirma no Brasil, sendo o CD mais vendido de 2004.

Em 2007, Avril lança seu 3° trabalho, The Best Damn Thing, onde ela apresenta sua fase madura: músicas mais dançantes e leve inclinação ao pop. Avril confirmava, com esse trabalho, que estava abandonando a imagem de menininha pop mal resolvida. O The Guardian classifica The Best Damn Thing como um "retorno triunfal" de Avril Lavigne que, mesmo aos 22 anos e casada, colocou em suas letras o espírito adolescente, mas agora cheio de autoconfiança, provocador.O site americano About.com, especializado em música, diz que The Best Damn Thing é o típo de trabalho que faz a crítica querer "arrancar os cabelos": trás a nítida percepção de que Avril cresceu, mas ao mesmo tempo revela o espírito rebelde de menina punk que ainda está em Avril. O site diz ainda que Avril Lavigne é a "cantora do século XXI". Sobre a música When You Gone, single do CD, toda a crítica americana tem a mesma opinião: Avril se mostra madura e se assemelha com a também canadense Alanis Morrissete. No mundo todo, The Best Damn Thing vendeu 6 milhões de cópias em 2007.

Em 2011 lançou seu 4° CD, Goodbye Lullaby, e já tem planos par o 5° CD, que deve ser lançado em 2012.

Avril Lavigne é o tipo de pessoa que não tem medo de arriscar. Com o fim da adolescência, a rebeldia de menina punk foi perdendo sentido para ela. As roupas largas e desajeitadas começaram a dar lugar a modelos mais ajeitados (e sensuais), que realçavam o corpo de mulher da cantora. Avril trocou o skate pela maquiagem. Sobre essa mudança, ela mesma diz: "quando você cresce, as coisas da adolescência passam a não fazer mais sentido". Avril começa a aparecer em revistas fora do mercado da música. Posa para um ensaio da Maxim americana, que mostra a Avril que as roupas de menina escondiam: o "mulherão". Avril havia crescido, se desenvolvido e mudado, mas conservando ainda o estilo musical que a havia consagrado no mundo todo.


Veja o maior sucesso até hoje da Avril: I'm With You:


Pra conhecer melhor a Avril , vale a pena conhecer o site oficial dela no Brasil, o Alavigne. Lá dá pra encontrar tudo que esteja relacionado a ela: história, entrevistas, fotos e outros materiais.

Amy: a melhor voz de todos os tempos #Vitrola


@wesleytalaveira Olá, leitores.

Esse é o post de estreia da nossa Vitrola, o novo espaço de música do Blog Novas Ideias. Durante a semana disse que iríamos estrear falando um pouco sobre a carreira de Avril Lavigne, que vem a São Paulo essa semana. Mas, com a morte de Amy Winehouse, achei que seria interessante trazer um pouco da carreira dela, por isso adiamos para amanhã o post sobre a Avril. Melhor, assim teremos dois posts numa só semana!



Em janeiro eu mesmo fiz um post sobre a Amy aqui no blog e no Insoonia onde falei sobre ela ser uma pessoa autêntica: Amy não faz esforço pra ser a "cantora boazinha", que quer "mudar o mundo através da música". Ela canta porque gosta e pronto. Se vão gostar do que ela faz, se a música dela vai influenciar alguém, isso não é problema dela. O que ela quer saber é que canta o que quer, na hora que quer (quando não está com a cabeça cheia de álcool). Não quer passar imagem de pessoa certinha, tanto porque ela NÃO É. Ela é isso que sempre mostrou e ponto. Sim, eu fiquei triste com a morte dela, tanto porque sempre acompanhei a carreira dela. Amy Winehouse nao era mais uma cantora, nem uma artista fabricada por uma indústria cultural que vive de produzir personagens e lançar modinhas que vendam CD. Amy, garota branca, inglesa e judia recriou a soul music americana e tinha, como vários especialistas dizem, uma "voz negra", daí ser comparada a grandes nomes da soul music como Sarah Vaughan, Macy Gray, entre outras. Amy tinha uma personalidade única e, como disse Quency Jones há um ano atrás, ela parecia ser "de outro planeta". Concordo com críticos que diziam que Amy foi uma das melhores vozes que surgiram nos últimos anos. A Amy saiu cedo da vida e entra para a história da boa música assim como grandes nomes como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e outros, que, coincidentemente morreram também com 27 anos de vida.

Inglesa do subúrbio de Londres, Amy começou a cantar cedo: aos 10 anos criou uma pequena banda de rock chamada Sweet 'n' Sour, as Sour, que durou pouco tempo. Aos 13 ganhou uma guitarra elétrica de presente e aos 16 já cantava profissionalmente. Não demonstrava tanto talento e era tímida. Darcus Breeze ouviu demos que ela lhe enviara e se interessou em conhecer a "garota da voz de jazz e blues". Daí pra o contrato com a Island foi um pulo. Em 2003, fez sua estreia, com o álbum Frank. O álbum foi bem recebido pela crítica e Amy recebeu quatro prêmios no ano seguinte, por melhor música contemporânea (Ivor Novello Awards) por Stronger Than Me, melhor artista solo feminina (BRIT Awards), melhor ato urbano (BRIT Awards) e melhor álbum do ano (Mercury Music Prize). Todas as músicas foram escritas por ela e marcadas por voz e estilo - um misto de jazz e hip hop - que impressionaram o público.

Em 2006 a cantora passou por uma mudança no visual. Adotou um penteado retrô, maquiagem marcante nos olhos bem ao estilo dos anos 1960, e roupas mais ousadas que influenciariam inclusive alguns estilistas depois. Seu segundo álbum, Back to Black, lançado no mesmo ano, tornaria a cantora famosa mundialmente. Também tornaria público o seu problema com drogas, expresso na música Rehab – um verdadeiro sucesso nas paradas pop dos EUA. Pelo trabalho, foi a primeira britânica a ganhar cinco Grammy Awards, em 2008, na mesma noite. A partir de então, tornou-se atração de eventos tão importantes quanto o tributo a Nelson Mandela.

Os problemas mais sérios com drogas impediram Amy de prosseguir normalmente com a carreira. Apresentações desastrosas no palco, uma voz completamente diferente do que o público havia conhecido e uma postura autodestrutiva (a cantora não esconde que toma diferentes drogas) impediu que o terceiro álbum fosse produzido. Os próprios executivos da gravadora que representava a cantora não aceitaram suas novas canções. Aparentemente recuperada, Amy prometia um novo álbum para 2011, mas suas apresentações não confirmavam essa "recuperação; seu último show, na Sérvia, foi um fiasco: depois de cantar completamente bêbada, Amy foi vaiada pela plateia. Era sua primeira apresentação desde que havia deixado a clínica de reabilitação. A cantora começou a apresentação com uma hora de atraso e não conseguiu cantar durante os 90 minutos de espetáculo. Após o ocorrido, toda sua turnê europeia foi cancelada.

Ontem Amy foi encontrada morta em casa, em Londres, por uma possível overdose de drogas.

Veja o clipe de Rehab, a música que deu destaque à Amy:



Vale a pena ver a análise da repórter Carol Nogueira, da Folha, sobre a carreira da Amy e, inclusive a influência dela sobre outros nomes "brancos" da Soul Music:



Com trechos do Ig e Band.

Finding Never Land #MovieBlog


(Em Busca da Terra do Nunca)

@stefsleoni O filme conta a história de Sir James Matthew Barrie, autor do livro Peter Pan.


É com uma delicadeza e sutileza tremenda que o diretor do filme (Marc Forster) passa a vida do personagem, fazendo com que nos prendemos e torçamos pra ele.

Ele está em busca de inspiração, já que suas obras não estão sendo mais bem aceitas pelo público, até que ele conhece uma viúva, Sylvia Llewelyn, mãe de quatro crianças, acaba se familiarizando com elas e contando histórias, no qual todas adoram.

É a partir daí, que surge a inspiração para sua grande obra Peter Pan, que dispensa comentários, quem nunca ouviu falar e nunca quis ir pra famosa “Terra do Nunca”?

Um filme que vale muito a pena ver, não só pela história bem descrita, como também pela atuação dos personagens.

Foi nesse filme que Johnny Depp se firmou como ator, fazendo a encarnação de um homem brilhante facilmente e tivemos também uma excelente surpresa, Freddie Highmore, que no mesmo ano do lançamento do filme ganhou o MTV Movie Awards no “Prêmio Melhor Revelação Masculina” e vem fazendo filmes importantes desde então.

Enfim, uma história que vai te levar a crer que a família é o mais importante na vida e que em tudo vale à pena sonhar, pois só com a imaginação conseguimos ultrapassar fronteiras e mostrar para o próximo o que realmente é valioso.

Inspirador, genial, fantástico.

Curiosidades:

• Na história real a personagem Sylvia Llewelyn Davies não era viúva e, inclusive, seu marido foi com ela assistir à estréia de Peter Pan.
• Johnny Depp precisou de um instrutor para que o seu sotaque escocês fosse convincente.
• Laura Duguid, afilhada do verdadeiro J.M. Barrie, teve uma participação especial no filme.

Trailer:






Faça aqui o download do filme.

O que São Paulo precisa?

Andrea Matarazzo
Quem mora em São Paulo sabe como essa cidade tem um potencial enorme para crescer. São paulo ferve com ideias e iniciativas, algumas grandes e outras tímidas, mas todas colaborando pra fazer de SP um lugar melhor pra se viver.

E quem nunca teve uma sugestão, algo que SP deveria ter, ou deixar de fazer, ou qualquer outro comentário que gostaria de expor? Todo paulistanos tem pelo menos uma boa ideia pra cidade, mas não tem onde falar.

Por isso o atual secretário de Cultura do estado, Andrea Matarazzo @andreamatarazzo, criou uma página exatamente para conhecer essas sugestões. É só preencher o formulário com alguns dados básicos e deixar registrado lá seu comentário sobre SP.

Visite a página Converse com Andrea Matarazo e fale.

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