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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

Partido Verde, o partido de um discurso só.



O Partido Verde, versão brasileira do Green Party americano, vem a cada dia se consolidando como uma força política quando o assunto é meio ambiente. É até interessante ver como o partido debate, forma opinião e mantem um discurso afinado em matérias ambientais, e como sabe juntar a si gente comprometida com a causa do meio ambiente. Prova disso foi a participação do partido no discurso sobre as mudanças no Código Florestal. O Partido formou, com o PPS, um bloco contra as tais mudanças e, se nao conseguiu algum êxito por ser minoria, conseguiu pelo menos fazer barulho e ser ouvido.

Nem vou entrar no mérito da permanência quase vitalícia do presidente do partido, José Penna, no cargo, questão levantada e discutida quase a tapa pelo grupo da ex-senadora Marina Silva. Não concordo com a prática, pois penso que uma das coisas mais saudáveis para a política e a alternância de poder. Como um partido pode pedir alternancia de poder ao país se dentro do próprio partido essa prática não existe? Mas como uma mudança dessa talvez seja pedir demais, penso que se o presidente do partido, mesmo há tanto tempo no cargo, vem desempenhando bem seu papel, é melhor que fique. E o presidente Penna tem cumprido esse papel.

O problema do PV é outro. O partido é hoje uma grande força em assuntos ambientais, mas só nisso. Quando se fala el algo além de meio ambiente, o PV é apenas mais um partido nanico que não faz a menor diferença em debates. Não sabe discutir questões educacionais, reforma política e outros assuntos importantes. Diferente do Green Party americano, que levnata bandeiras em diversos assuntos, o PV brasileiro não sabe se posicionar. Apesar de ser favorável ao aborto e à união gay, raramente fala disso. Não debate, não provoca reflexão, nada. Ou seja, o PV hoje é um partido de um discurso só, que é uma excelente plataforma para quem quer lutar pelam causa ambiental, que é tão importante como sabemos. Mas pra quem quer debaer assuntos além do meio ambiente, o PV é uma péssima escolha.

Apesar de a brincadeira ser antiga, não resisti e tenho que fazer: o PV é um partido de meio ambiente, mas falta discutir o ambiente inteiro.


Larissa Oliveira é universitária e militante política

O sucesso de Cordel Encantado



@wesleytalaveira Fazia tempos que eu não acompanhava uma novela. A última que eu acompanhei de verdade, para saber nome de todos os personagens e tudo mais foi A Favorita, principalmente pela atuação da Patrícia Pilar no papel da Flora. E dessa vez eu resolvi acompanhar Cordel Encantado, a novela das 6 que acabou na semana passada. Assisti os primeiros capítulos e gostei. Quando percebi estava assistindo todos os dias, com todos os nomes de personagens de cor e por dentro da trama toda. E vi que eu não fui o único. A novela foi um sucesso de audiência. Poucas vezes uma novela das 6 bateu os 30 pontos no Ibope. Aí me perguntei: dentro de tantas novelas que a Globo já fez, porque Cordel foi esse sucesso todo?

Li numa coluna da Folha cinco fatores que deram sucesso à Cordel Encantado. A forma de filmar com recursos de cinema, completamente nova para uma novela (apesar de o SBT já ter usado esse mesmo recurso, mas quem vê novela do SBT? rs) além do figurino impecável, caracterização perfeita das personagens (cada personagem parecia realmente ser aquilo que interpretou) e elenco muito bem escolhido foram muito importantes para isso tudo. Mas na minha opinião um fator foi o principal pra toda essa repercussão da novela: Cordel Encantado resgatou a inocência nas novelas. A novela teve muitos elementos de conto de fadas; a própria história dos protagonistas, que cresceram juntos e se apaixonaram ainda bem cedo parece um conto. Além disso, a cena de Açucena enfeitiçada e sendo acordada com um beijo pelo namorado lembra uma história beeeem conhecida... rs Quem diria que Branca de Neve iria servir de inspiração para uma novela?

Osmar Prado, o delegado Batoré
Era impossível não rir com o prefeito Patácio Peixoto completamente desajeitado, mas tão sedento de poder que fazia qualquer coisa para parecer homem público - inclusive discursar dentro da cadeia, "na qualidade de prefeito de Brogodó". E o delegado Batoré, que adorava se mostrar como homem forte mas não passava de um covarde nanico desajeitado? Isso sem falar no Quiquiqui, Neuzinha, Farid e "os filhinhas de babai", a história do Eronildes que procurou por tanto tempo o pai e depois foi rejeitado e outros vários. E quem é que nunca sentiu vontade de dar uma porrada no Timóteo Cabral que se sentia um verdadeiro deus? (Aliás, quem nunca viu alguém parecido com Timóteo Cabral na família, na escola, no trabalho?)

Infelizmente a Globo vem a anos empurrando goela abaixo dos telespectadores uma forma de ver a vida bem diferente da realidade. O mundo que a Globo retrata nas suas novelas é uma verdadeira suruba, onde se namora uma, casa com outra e engravida várias. Como se engravida em novela, não é? Pais separam de esposas e transam com amigas das filhas. Mulheres roubam namorado da amiga e são vistas como vencedoras. Homens traem a namorada com a melhor amiga dela e são os "pegadores". Cordel Encantado foi uma novela inocente, que era realmente possível ser vista por qualquer tipo de pessoa. Por mais que teve alguns momentos de pura apelação, tudo isso foi feito envolvido num ambiente tão inocente que nem teve força para chocar alguém. E por favor, não me chamem de moralista, porque isso eu definitivamente não sou. Mas mesmo os mais "moderninhos" concordam que as novelas da Globo estão carregadas de putaria, com o perdão da palavra, mas essa é a que mais retrata o ambiente que a Globo impõe em todas as tramas.

Além disso, as novelas globais são totalmente previsíveis. Você já sabe logo no começo um fim provavel pra cada personagem, pois a mesma ideia já foi usada em várias outras novelas. Está muito claro que a criatividade dos autores parece estar se esgotando. E Cordel conseguiu ser uma novela diferente, inesperada.

Bom, é essa a minha opinião. Se eu vou ver a próxima? Provavelmente não.

Neto, o ogro divertido


Publicado originalmente no Uol

Onipresente na programação esportiva da Band, com participação nos debates vespertinos e nas transmissões noturnas da emissora, o ex-jogador Neto é um belo exemplo para outros candidatos a comentarista de futebol.

Autêntico, Neto conseguiu transformar os seus defeitos em qualidades, criando um tipo muito divertido. Meio ogro, meio Joselito, o comentarista é hoje a principal (e melhor) atração na área de esportes da Band.

Diferentemente de Casagrande, por exemplo, Neto nunca se preocupou em melhorar a qualidade do português que falava à época de jogador. Hoje, os erros que comete, os “esses” que engole, foram incorporados ao tipo que faz. “Só porque eu falei ‘dois pulmão’ você pensa que eu sou burro?”, ele perguntou nesta quinta-feira, ao vivo.

Somado ao português capenga, Neto estica ao máximo os “erres”, reforçado o aspecto “caipira”, interiorano, do tipo que compõe no ar. “Forrrrça, Ricardo Gomes!”

O seu machismo o aproxima do torcedor da arquibancada. Essa semana Renata Fan o elogiou por “revelar os seus pensamentos” sobre a escalação do Corinthians. Neto respondeu, maroto: “Se eu revelasse meus pensamentos, minha filha… você estava pelada agora”.

Há poucos dias, em conversa com o médico Osmar Oliveira, Neto mostrou outra faceta de seu estilo, trazendo para a televisão a conversa do balcão do botequim. ”Tem coisa mais gostosa do que jogar futebol?”, exclamou o médico. ”Doutor, tem coisa muito mais gostosa que jogar bola. É só assistir ao canal 42”, disse, numa referência ao canal pago Multishow, que exibe programação erótica de madrugada.

O tipo bem-sucedido que Neto criou se completa com a exibição, sem cerimônia, da sua paixão pelo Corinthians. “Se não fosse o Corinthians, não tinha Rede Globo, não tinha Band”, disse ele no dia do 101º aniversário do clube.

Sempre visto na Globo como um tipo antiquado, o ogro Neto é hoje a figura mais divertida na área de esportes na televisão.

#HappyHour - Um passeio pelo Planeta Terra

E se você pudesse dar um "rolê" panorâmico por cima do nosso querido e amado planeta terra?








No vídeo acima, os países e cidades que aparecem são: Georgia, Vancouver, Seattle, Portland, São Francisco, Los Angeles, algumas cidades no texas, depois Cidade do México, a Península de Yucatán, as tempestades com raios sobre o oceano pacífico, Guatemala, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Chile e a Floresta Amazônica.

O jeito "Modern Family" de fazer humor



Publicado também no Insoonia


@wesleytalaveira Não sei quantos de vocês assistiram ontem o 63° Emmy Awards, mas nas premiações uma coisa ficou clara: o jeito de fazer humor está mudando. Não só nos EUA, mas no mundo.

Modern Family, a série americana criada por Steven Levitan e Christopher Lloyd ganhou nada menos que 5 prêmios ontem, e repetiu o mesmo sucesso de 2010. Tanto que a atriz Jane Lynch, ao assumir a apresentação da premiação, brincou: "bem vindos à premiação de Modern Family". E não é pra menos. O seriado merece todos os prêmios que recebeu. Pra quem não conhece, é o típico modelo de família que, ao mesmo tempo que é diferente de tudo o que vc já viu, é igual a qualquer uma. Um sessentão que se separa da esposa pra ficar com uma imigrante mexicana gostosa de 'vinte e poucos anos', um casal gay com um gordo afetado que adota uma menina vietnamita e o casal Phil e Claire (na minha opinião o melhor da série), que tenta organizar a vida de um jeito normal mas acaba mesmo arrumando confusão em tudo que faz.

O jeito de fazer humor em Modern Family é único. Ao mesmo tempo que mistura os "depoimentos" típicos de reallity show, mostra situações engraçadas que conseguem nos fazer rir de temas delicados, como o preconceito das pessoas com um casal gay. Isso sem falar nas situações constrangedoras do pai Phill, que tenta ser um "pai descolado" para as filhas adolescentes e acaba criando situações engraçadíssimas (uma cena que me faz rir toda vez que lembro é quando o pai 'tenta' conversar com a filha mais velha e pede que ela o veja não como pai, mas como um amigo no barzinho. Nisso uma amiga dela liga e ela diz: não posso falar agora, tem um amigo no barzinho me enxendo o saco). Isso sem falar em um grande mérito da série: consegue nos fazer pensar em temas importantes, como a necessidade de pertencer a uma família, sem ser piegas.

E no Brasil? Lógico, o jeito de fazer humor aqui é muito diferente, pois são culturas e realidades quase opostas. Mas ainda assim acho que falta alguma coisa brasileira com essa pegada de Modern Family, esse humor mais "sutil". Talvez Os Normais tenha sido algo parecido com isso, apesar do humor pastelão. E A Grande Família? Na minha opinião ela deixou de ser engraçada há um bom tempo.

Enquanto não aparece nada tão bom por aqui, vamos nos divertindo com os americanos.

Juliette Lamboley no Brasil



@wesleytalaveira A atriz francesa Juliette Lamboley está no Brasil.

Apesar de ser quase totalmente conhecida por aqui, Juliette Lamboley é uma das principais atrizes da França. Seu papel principal foi a adolescente Eglàntine, no filme 15 Ans et Demi (15 Anos e Meio), a menina problemática que fica sob os cuidados do pai, um importante cientista que quase nunca via a filha e assume de última hora a missão de cuidar da filha.

Julliete está no Brasil para conhecer o país e se preparar para o novo filme que vai protagonizar, inspirado no livro Rouge Brésil, que conta a história da participação francesa na colonização do Brasil. Pelo Facebook ela confirmou que está no Brasil, no Rio de Janeiro.

É uma pena nenhum veículo da mídia ter dado nem uma nota sobre a visita da Juliette aqui, talvez pelo fato de ela não ser muito conhecida. Eu tive o privilégio de dar as boas vindas a ela pelo Facebook, e ainda conversei um pouco em português com ela. Provavelmente eu fui um dos primeiros brasileiros a ficar sabendo que o filme vai ser gravado aqui!!! rs Louvado seja o Google Translator... 

A velha prática de desconstruir imagens

Foto da Jhenny na VIP que gerou o "moralismo" da Folha

@wesleytalaveira Vi uma chamada no site da Folha de hoje, dando destaque para a Jhenny, com a manchete: Participante de reality de Ana Hickmann posa sem blusa. A reportagem era essa:

"Jhenny Andrade posou sem blusa para a revista "VIP". A modelo participou no quadro "A Casa da Ana Hickmann", do "Tudo É Possível" (Record). No reality show, ela disputou uma vaga de repórter na atração, mas foi eliminada. Além do ensaio, a modelo escreve regularmente para a revista, onde encarna "a namorada perfeita". Neste mês, ela ensina os leitores a fazer uma festa surpresa".

A matéria que a Folha se refere é essa.

Jhenny posou sem blusa. Sim, mas não é a primeira vez que ela posa sem blusa para a VIP. Todos os meses ela faz fotos sensuais na revista, desde há muito tempo. Por que a notícia?

Não seria uma tentativa de desqualificar a moça e compará-la com, sei lá, uma ex-BBB? Pelos comentários ofensivos dos leitores no site à Jhenny, a intenção era essa, mesmo. Veja a ideia que  a Folha tenta plantar nos leitores: uma moça desconhecida do público que foi eliminada de um reallity show se fotografa seminua em  uma revista masculina. Para continuar chamando a atenção, será? 

Curioso que a revista não deu destaque ao fato de que desde antes de a Ana Hicmann sequer ter o programa aos domingos a Jhenny já trabalha para a VIP, sempre fazendo fotos sensuais. E muito antes de o reallity ser sequer pensado na Record ela já escrevia para a seção "namorada perfeita" da revista. Ou seja, ela não é uma "ex participante de um reallity que posou sem blusa para uma revista". Ela é uma modelo e colunista de uma revista que participou de um reallity show. Uma coisa veio bem antes da outra.

Infelizmente não é raro ver alguns veículos da mídia tentando desconstruir a imagem de alguém que faz fotos sensuais. O que não dá pra entender é o que leva pessoas a fazer esse tipo de coisa. Puritanismo, talvez? Tem gente que não aceita o fato de existirem mulheres bem resolvidas com o próprio corpo e que não tem qualquer problema em ser fotografada. 

Vai entender...

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