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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Muppets: o Oscar merecido



Mais uma vez o Brasil não levou o Oscar. Concorrendo como melhor canção original com a música "Real in Rio", do filme Rio, o Brasil perdeu para Os Muppets. Se falou muito na internet sobre injustiça com o Brasil, pois nossa música era melhor, e etc e tal. A própria Maria Beltrão, quando anunciou na Globo a vitória dos Muppets anunciou como "uma grande injustiça". Mas, injustiça ou não, não levamos o Oscar. E, por mais que algumas pessoas venham me criticar e me chamar de antipatriota e coisas do tipo, eu concordei com o resultado do Oscar para os Muppets. E explico porque.

Rio é um filme bonito. Mostra o Rio de Janeiro como uma cidade alegre, onde tudo se resolve com música e muita alegria. Mostra as cores da Cidade Maravilhosa. Isso em meio aos preparativos das Olimpíadas de 2016 caiu como luva para a propaganda mundial dos cariocas, além de colocar o Brasil na boca do mundo, levando pessoas de todos os cantos para o cinema para conhecer um pouco mais do nosso país. Reforça a imagem do Brasil como o país do carnaval e do samba, e mostram nossa cultura para o mundo. Rio representa o novo no cinema: mostra que existem outros lugares no mundo para se divertir além do que toda vida se mostrou no cinema. Mostra o Brasil como uma ótima alternativa para as férias.

Por outro lado, Os Muppets são um grande clássico do cinema no mundo todo. Fazem parte da história de muitas pessoas ao redor do mundo. E desde 1999 não apareciam na tela do cinema. Ao retornarem, trouxeram consigo parte da infância de muita gente. A nostalgia ao assistir Os Muppets é inevitável. Se lembra da infância, dos bons tempos inocentes em frente à TV vendo os bonequinhos de fantoche que nos encantavam. 

Ou seja, nesse Oscar, pelo menos na categoria melhor canção original, o que se viu foi uma disputa entre o clássico e o novo. Entre o tradicional, que encantou gerações e o novo que tentou mostrar um país interessante. E venceu o clássico. Não faria o menor sentido tirar o Oscar dos Muppets. O retorno deles ao cinema é algo a ser comemorado. E nenhuma comemoração seria tão importante quanto o Oscar. 

Talvez a injustiça cometida contra Rio tenha sido a categoria na qual ele concorreu. Se tivesse concorrido como melhor animação, com certeza venceria. A qualidade técnica, estética do filme são coisas inquestionáveis. Mas colocar um filme de um papagaio que viaja para o Brasil para concorrer com Muppets é forçar a barra, por melhor que fosse a qualidade do filme. O que se levou em não foi a técnica, foi o contexto do filme, a tradição. Estava claro quem seria o vencedor.

Mas vamos continuar torcendo. O Brasil tem gente muito boa, grandes atores e trabalhos excepcionais (muito melhores que a música de Carlinhos Brown, inclusive) para indicar ao Oscar. A estatueta virá. É questão de tempo. 

É lendo que se aprende



Olá, leitores do Blog Novas Ideias, tudo bem?

Com um certo atraso, mas estamos aqui inaugurando 2012 no nosso blog. Aos que acompanham esse blog e sentiram nossa falta fica nosso agradecimento. Se você conheceu o blog agora seja muito bem vindo. Vamos caminhar juntos mais um ano.

E pra começar bem o ano, agora que já se passou carnaval e talvez o ano comece agora, de fato (pra mim começou dia 02 de janeiro, só pra ficar claro), é interessante falar em um assunto não muito agradável aos olhos brasileiros: a leitura. Sim, nosso país abençoado por deus não é lá muito chegado em ler. Comparado aos nossos vizinhos temos o pior desempenho no quesito leitores, número de livrarias e, pior ainda, a maior taxa de analfabetismo. O Brasil tem hoje 15% de analfabetos entre a população total do país. Entre os que leem, a média de livros lidos por ano é de apenas UM livro. Perdemos também no preço médio do livro, que gira em torno de R$ 40, além de sermos o pais com o menor número de livrarias ativas no país, com 1,25 livraria por 100mil habitantes. Só para se ter uma ideia o Chile, nosso quase vizinho de desenvolvimento quase europeu, tem uma taxa de analfabetismo de 4%, além de estar entre os melhores leitores da AL: os chilenos leem em média 5 livros por ano, com livros girando em torno de R$ 25. O pequeno e quase insignificante Uruguai também tem muito a nos ensinar: com uma taxa de analfabetismo de 2% apenas tem os melhores leitores, com uma média de 6 livros lidos por ano e a maior quantidade de livrarias por 100 mil habitantes: 3,33 (compare com os 1,25 no Brasil).

E por que os brasileiros não leem? Vários motivos. Entre os principais está a falta de cultura de leitura no Brasil. Os brasileiros crescem sem se envolver com leitura. Para o brasileiro em geral é perfeitamente normal passar pela vida sem ter lido um livro sequer. Não há necessidade de ler, e como apenas o necessário é o que deve ser feito, a leitura fica em último plano, isso quando ela sequer entra nos planos do brasileiros. Livro é algo dispensável, restrito aos tempos de escola. Ah, e a escola também é culpada pela falta de leitura do brasileiro. Sim, mesmo que algumas escolas incentivem a leitura, a didática usada é errada. Forçar adolescentes a lerem livros escritos no século XIX não vai criar leitores assíduos, mas pelo contrário: jovens avessos à leituras complicadas, com texto rebuscado e na maioria das vezes com uma linguagem já em desuso. Não que sejam livros ruins, muito pelo contrário, mas para o adolescente da geração Y e Z que está acostumado com a linguagem fácil das redes sociais um livro de Machado de Assis é um martírio! Talvez isso explique porque os adolescentes gostam tanto de ler livros sobre vampiros, mas não mostram o menor interesse pela literatura brasileira. Mas esse é um tema meio complicado, pois pra mudar isso teríamos de mudar os vestibulares brasileiros.

Como mudar isso? Em casa! Os pais precisam criar nos filhos o hábito da leitura, desde muito cedo. E não apenas ensinar o filho a ler: ler junto com ele! As crianças aprendem mais observando os pais do que recebendo ordens, isso é fato. A leitura se inclui nessa verdade. Quer que seu filho seja um grande leitor? Leia com ele! Combinem todos os dias um horario à noite para a leitura, para comversar sobre o que leram, e ajude seu filho a não apenas ler, mas entender o que leu e criar espírito crítico sobre o que leu. "Não tenho tempo pra isso!". Pensasse nisso antes de fazer o filho!

É lendo que se aprende!

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