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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

Manipulação: a quem interessa distorcer informações?


Não sou de ficar criticando a mídia, de acusar de manipulação de informação e etc. Mas tem certas coisas que não dá pra deixar passar batido. Como na reportagem da Folha sobre o anúncio do governo de SP de cortar custos da administração Estadual para compensar a redução nas tarifas do metrô. No texto da reportagem é possível ler o seguinte parágrafo:

"Alckmin também anunciou a extinção da CPTUR, uma estatal que atua na área de turismo, e da Sutaco, autarquia que atuava na área de artesanato e era usada para abrigar a ex-vereadora Soninha Francine (PPS)".

Como assim, "usada para abrigar a ex-vereadora"?

Antes, vamos mostrar o que a reportagem dá a entender: parece que a Sutaco é uma autarquia criada às pressas pelo governador Alckmin para dar emprego à uma aliada que não conseguiu se eleger em nenhum cargo e para quem não sobrou nenhuma pasta na administração estadual, bem ao estilo petista de governar. Como sempre há mais aliados a empregar do que cargos a oferecer, o jeito é sair criando estatais fajutas, autarquias questionáveis e por aí vai. Lula sabe muito bem como se faz isso. E parece, pela reportagem da Folha, que a Sutaco também é apenas uma cabide de emprego. 

Agora vamos aos fatos: a Sutaco - Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades é uma autarquia da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho - SERT, do Governo do Estado de São Paulo criada em 1970 com o objetivo de reunir sob a supervisão estadual o trabalho artesanal feito pelas comunidades carentes de São Paulo. A autarquia resgata as formas tradicionais de expressão do povo paulista, o “saber fazer” de pessoas e comunidades das mais diversas características, e acompanha as tendências atuais da produção artesanal. Após avaliar, classificar e quantificar a produção de um artesão, a Sutaco o cadastra e emite uma Carteira de Identificação que o credencia como profissional de artesanato. O cadastramento possibilita a utilização dos serviços de emissão de nota fiscal eletrônica, participação em cursos de qualificação e requalificação (como aluno ou mesmo como professor), divulgação, apoio à comercialização, acesso ao microcrédito (através do Banco do Povo, outra autarquia estadual) e orientação técnica e jurídica. A exposição e venda do produto artesanal em pontos-de-venda permanentes e nos eventos nacionais e internacionais dos quais a Sutaco participa, além de proporcionar renda aos artesãos credenciados, desperta neles a consciência para que produzam artesanato com maior qualidade e design diferenciado.

Então, como explicar que uma autarquia com toda essa tradição de trabalho, com mais de quarenta anos de atividade, era "usada para abrigar" uma ex-vereadora? Sim, a Soninha Francine esteve à frente da Sutaco entre 2011 e 2012, e durante esse tempo aumentou a renda da autarquia em 20 vezes e elevou a Sutaco a um nível modelo no Brasil e no mundo. Como reduzir tudo isso à um "quebra-galho" político?

Sim, a Folha já publicou um "erramos" corrigindo a informação, mas até aí a notícia já havia sido republicada por uma infinidade de sites e blogs que não se dão ao trabalho de analisar a informação antes do CTRL+C / CTRL+V tão característico da internet brasileira.

O que seria isso? Amadorismo? Irresponsabilidade? Militância disfarçada de isenção jornalística?

Não dá pra entender, Folha!

O que os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus nos mostram?



Todo ano, em toda grande cidade, é a mesma coisa: a tarifa de ônibus aumenta e grupos organizados manifestam contra esse aumento. A prefeitura bate o pé e diz que não irá reduzir o valor da tarifa e fica por isso mesmo. Os manifestantes guardam suas bandeiras, o PSOL que sempre se aproveita de qualquer evento que tenha o título de "manifestação" pra tentar aparecer volta a ser insignificante como sempre, as máscaras do Anonymous usadas nos protestos voltam para o guarda roupa junto com os bonés e bermudas e os revoltados já começam a pensar na manifestação do ano seguinte, quando houver o novo reajuste. Assim foi em SP em 2011, quando o então prefeito Kassab aumentou a passagem de R$ 2,70 para R$ 3,00 e manifestantes protestaram de forma tão desordeira e violenta que chegaram a ir em frente a casa do então prefeito. Assim está sendo em 2013. A polícia de SP, que já é conhecida por não ser adepta do afago e do carinho afetivo, responde à confusão da mesma forma: balas de borracha, cacetadas, pancada e outras formas saudáveis de se manter a paz e a harmonia entre todos. 

Sim, a passagem em SP é caríssima. Como disse o Zé Simão, por R$ 3,20 o ônibus deveria vir me buscar na porta de casa - calma, isso é uma piada, é bom avisar! A realidade do transporte público é bem conhecida por quem o usa todos os dias: ônibus lotados, sujos, velhos, motoristas mal informados que mais parecem selvagens e passageiros mais selvagens ainda. Assim é viver na maior metrópole da América Latina. Sim, também apoio manifestações populares por melhores condições de transporte público, afinal, pagamos caro para isso, e não temos, nem nunca tivemos, o retorno devido. Sim, acho fascinante que pessoas se organizem e mobilizem tanta gente em torno de um único objetivo. Mas é o objetivo que me intriga.

O Brasil, por mais que a petistada negue, é uma terra sem lei, onde manda quem tem mais dinheiro e obedece quem depende da Justiça. Somos um país mal organizado, onde as coisas são feitas na base do "jeitinho", sempre na última hora. Somos um país onde poucas coisas funcionam de fato (sim, há coisas nesse país das quais podemos nos orgulhar) e onde há muito o que reivindicar. Somos um país de uma classe política falida, mergulhada num sistema paquidérmico que serve apenas para beneficiar a si próprio. Somos um país onde pessoas morrem em corredores de hospitais. Onde se morre por não ter mais que R$ 30,00 para se entregar a um bandido. Somos um país onde se rouba muito dinheiro - haja vista o mensalão petista e os milhões desviados dos nossos bolsos com a Copa, PAC e outras obras faraônicas. Somos um pais com um sistema prisional falido, que não recupera ninguém e sequer mantém preso. Somos um país que já está declarando falência na educação dos seus adolescentes, tanto que queremos mandá-los para a cadeia antes dos 18 anos - quanto mais cedo nos livrarmos desses demônios melhor para nós, não é? Somos um país intolerante, onde se morre por pensar diferente.  Resumindo: somos um país falido como nação. Desculpem a forma trágica, mas essa é a realidade que vemos quando olhamos nosso país sem a trava governista que tenta nos empurrar goela abaixo um pais perfeito e bem sucedido. 

Ou seja, motivos para protestarmos nós temos. Protestar por mudanças na legislação judiciária, pelo fim dos altíssimos salários dos nossos políticos, pela redução na quantidade de deputados (513 deputados é uma piada), por leis mais duras contra adolescentes infratores, por políticas de inclusão dos jovens. Motivos para protestar é o que não faltam. E em meio a tudo isso esses manifestantes em SP, Rio e outras cidades protestam contra... Vinte centavos a mais no valor da passagem - aliás, se levarmos em conta que a maioria dos protestantes são universitários que usam bilhete de estudante, o aumento para eles foi de dez centavos! Tá, eu sei, não é o valor, é o ato de aumentar o preço de um transporte que já não vale a metade do que se paga. Sim, mas antes de quebrar tudo, é necessário conhecer o sistema de transporte público em SP. 

Em SP o sistema de transporte é coordenado pela São Paulo Transportes - SPTrans, órgão ligado à secretaria dos transportes, e operado por consórcios de empresas privadas que recebem dinheiro da prefeitura para operar. Esse dinheiro que a prefeitura repassa cobre custos com salários de motoristas e cobradores, combustível, manutenção e outros gastos. Com a prefeitura fica a responsabilidade de trabalhar a mobilidade urbana e providenciar carros para que essas empresas possam dirigir. Nesse convênio com esses consórcios a prefeitura repassa valores bilionários por mês, valores que a prefeitura recebe em parte de volta com o preço da passagem paga pelo usuário na catraca. Sim, o que pagamos diariamente na catraca não é o suficiente para cobrir todo o custo com o transporte público. Todos os anos há aumento de custos com combustível, aumento de salários, e esses custos são todos repassados a prefeitura, que precisa investir ainda mais no transporte. Quando o aumento se torna tão alto que a prefeitura passa a não ter mais como cobrir o custo, esse aumento é repassado ao usuário, que paga mais caro na catraca. É meio difícil de entender, mas uma coisa é fato: gerir o transporte público em SP é uma missão muito difícil, além de ser um serviço caríssimo. 

Enfim, pedir para baixar a passagem sem conhecer todos esses trâmites internos do sistema de transporte da capital é quase infantil, é como o filho que reclama que o pai parou de comprar bolachas da marca X, mas o filho não sabe que aquela marca de bolacha teve aumento de preço e o salário do pai foi reduzido. O que eu quero dizer é o seguinte: vamos reclamar da péssima qualidade do transporte público? Sim, mas tenha uma reclamação específica, pautada em motivo sólido e com conhecimento de causa. Protestar por protestar, sem uma causa específica e sem motivos declarados, só porque na Turquia e Síria protestam assim e lá parece legal, é baderna. 

Mas voltando ao que ia dizendo, até concordo com as manifestações, e não digo que sou totalmente contra quando alguns sentem a necessidade da força física ou de algum tumulto para chamar a atenção das autoridades. Reconheço que as vezes alguns atos extremos são necessários. Mas há demandas muitíssimo mais importantes e urgentes para serem motivos de protesto. 

Pra concluir, e respondendo a pergunta-título, o que os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus nos mostram? Mostram que a indignação do brasileiro é forte, mas seletiva. Nos indignamos contra problemas mais simples do cotidiano, e principalmente quando os objetos da indignação são pessoas já não muito queridas entre os "moderninhos". Quando se trata de protestar contra estruturas estabelecidas e fortes, a coisa murcha totalmente. Para usar uma frase já conhecida por alguns, a indignação do brasileiro é como "coar mosquitos, mas engolir camelos". E outra coisa interessante: nossa indignação é maior quando nosso bolso é atingido diretamente. Não que a corrupção não nos traga prejuízos, pois trás, mas os efeitos negativos da corrupção não são sentidos diretamente, então não nos incomodam, Já o aumento da passagem nos atinge diretamente. Os milhões desviados sob o comando de José Dirceu não alteraram seu dia a dia, mas amanhã cedo você vai ter que desembolsar vinte centavos a mais, e somando isso em um mês a quantia será considerável. É mais conveniente protestar contra aquilo que mexe com meu bolso do que aquilo que mexe com a democracia, com o futuro do meu país. Algo como "contanto que eu pague menos, que se dane o rumo que o país está tomando". Lastimável isso!

Então, que tal usar toda essa estrutura e organização para protestar por causas mais importantes e necessárias? Se a causa do protesto mudar, talvez eu até vá lá para dar meu apoio. Protestar por uma causa que nem os próprios manifestantes sabem direito como funciona, tô fora!

Pronto, falei!

#Música Vanilla Ninja, as princesinhas do Rock


Bom, hoje é o primeiro domingo do mês e é dia de música aqui no blog. Se você não curte rock mesmo assim tem um bom motivo pra gostar do som delas: elas são incrivelmente lindas! rs A banda Vanilla Ninja, da distante Estônia, é hoje um dos principais nomes do rock europeu, com principal destaque na Alemanha, Áustria e Suíça. 

Após o sucesso entre os suíços a banda foi convidada a representar o país no Eurovision Song Contest, principal competição musical da Europa. O convite foi polêmico, principalmente devido ao fato de nenhuma das integrantes da banda serem suíças. Tanto a Estônia, país de origem da banda, como a Suíça reclamaram, mas mesmo assim foram em frente e acabaram em 8° lugar na competição com a música Cool Vibes. Daí para frente elas não pararam mais! 

Hoje a banda é formada por Lenna Kuurma, Katrin Siska e Piret Järvis. Conheça um pouco mais do som de Vanilla Ninja com a música Cool Vibes:

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