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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

#BloGirl: Paula Aires


E pra começar bem o ano nada melhor que a beleza feminina pra ajudar a esquecer o estresse de fim de ano, certo? Por isso o BloGirl trás o ensaio de Paula Aires, goiana de 22 anos que trabalha como modelo já há algum tempo. Posou para esse ensaio incrível para o site EhGatas, onde mostrou sua sensualidade e delicadeza, mas com um bom gosto difícil de ver em ensaios femininos. Para ver o ensaio completo, visite o site EhGatas.

Veja um pouco do ensaio aqui no BloGirl de janeiro, no Blog Novas Ideias (se vocÊ é menor de 18 anos ou se incomoda com imagens sensuais, não continue a ler):
















#Musica O som pesado e firme dos portugueses Da Weasel



Quando o assunto é música, o brasileiro tem resistência a qualquer coisa que não tenha sido produzida nos EUA ou em países de língua inglesa. Para algo ser bom, deve ser cantado em inglês, mesmo que o cantor seja latino. É uma pena, pois isso nos faz perder muita coisa boa que é produzida em outros países, inclusive na "pátria-mãe" Portugal.

Um bom exemplo disso é o grupo português de hip hop Da Weasel, bastante conhecido pelos portugas e que deixou de existir em 2010, por conta de projetos pessoais dos integrantes. Apesar do sucesso em Portugal e em boa parte da Europa, eles são totalmente desconhecidos pelos ouvidos brazucas.

Mundos Mudos simula uma ligação telefônica de um rapaz que terminou o namoro e tem vontade de ligar para a ex-namorada e dizer o que sente, mas quando liga e ouve a secretária eletrônica ("caixa de correio") não tem coragem de deixar mensagem. Toda a letra da música diz aquilo que ele gostaria de dizer a ela.

Apesar do idioma ser o mesmo, todo mundo sabe que nem sempre o português lusitano é muito nítido para nós, por isso veja a letra aqui se tiver dificuldade em entender.

Cegos guiando outros cegos

Sorriso marcante e personalidade cativante: características da nossa presidentA

E num belo dia de sol, depois de alguma reunião cheia de água mineral com seu marketeiro-mor e aconselhada pelo ex-presidente não desencarnado Lula, uma ideia petistante para resolver o problema da insatisfação mostrada nos movimentos sociais passa pela cabeça de nossa diva presidenta Dilma, a versão feminina do Dr Waternoose de Monstros SA: criar um plebiscito. Olha que legal! Fazer as pessoas acreditarem que, no plebiscito, elas terão realmente alguma chance de opinar sobre mudanças em alguma coisa nesse país. Como o assunto do momento era a política, decidiu-se que o plebiscito seria sobre a reforma política. Tdo mundo vai na urna, vota sobre alguma coisa lá e todos saem felizes e contentes. Bazinga!

Na teoria o plebiscito é uma maneira bastante democrática de se decidir algo: o povo é consultado antes que qualquer projeto de Lei seja criado. Nas urnas as pessoas manifestam sua opinião, dizem o que pensam sobre um determinado assunto e, de acordo com a opinião da maioria, cria-se um projeto que beneficie toda a sociedade. Sim, isso parece ser bastante interessante. Mas, pelo menos aqui no Brasil, essa ideia é só teoria. 

O plebiscito, a nova ideia fixa da dona Dilma, vem sendo criticado por vários setores da sociedade e pela oposição, mas sempre pelos mesmos motivos: o Congresso tem autonomia para resolver a crise política, uma Reforma Política criada a partir de um plebiscito feito esse ano não teria tempo hábil para entrar em vigor nas eleições de 2014 e por aí vai. Tenho sérias críticas a esse plebiscito. Mas por outros motivos. 

Para decidir alguma mudança importante através de um plebiscito a participação e discussão popular é importantíssima. É muito necessário que o povo, os que irão votar pela mudança, conheça o real motivo do plebiscito, identifique realmente a necessidade da mudança que está sendo proposta. Um plebiscito precisa cair no diálogo popular. Precisa virar assunto nos salões de cabeleireiro, no bar, no ônibus. E num plebiscito sobre uma Reforma Política a participação popular é mais importante ainda. É muito necessário que os cidadãos falem sobre política, conheçam como funciona a estrutura, saibam identificar o que está funcionando e o que não esta no quadro político do país e, depois de entender um pouco sobre o complexo mundo político, entenda de verdade o que precisa ser mudado. E não é só isso. Essa discussão precisa ser feita com racionalidade, sem se deixar levar pelas emoções nem pelos ânimos exaltados. Ou seja, pra votar sobre uma Reforma Política, é importante que os cidadãos sejam, pelo menos um pouco, engajados politicamente e tenham plena capacidade de pensar por conta própria. Tudo o que o brasileiro não é e não tem. 

Somos um país com mais de 75% de analfabetos funcionais, gente que sabe ler e escrever mas não consegue interpretar um texto. Ainda formamos nossa opinião de acordo com os programas pseudo-jornalísticos mundo-cão da tarde na TV aberta. Prova disso é o Datena ter sido eleito um dos homens mais confiáveis numa pesquisa feita há uns anos atrás, lembrando que essa pesquisa foi feita antes do advento do paladino da sabedoria popular Marcelo Rezende. Ainda usamos a lógica do olho-por-olho, dente-por-dente. Um criminoso matou alguém? Que ele morra, também. Um adolescente cometeu crime? Mande pra cadeia, oras! É assim que as coisas se resolvem: pagando com a mesma moeda. Pelo menos é a lógica do brasileiro, mostrada em diversas pesquisas. Ainda somos um povo que chora quando o Luciano Huck entrega uma casa para algum desgraçado de algum morro do Rio de Janeiro, e nos interessamos em saber da vida pessoal de gente totalmente anônima em reallities show. Ainda somos um povo que discute se o Bonde das Maravilhas plagiou a Anitta quando criaram o quadradinho de 8, já que antes ela tinha criado o quadradinho de 4. Somos um país onde "política e religião não se discute". Onde ninguém sabe a diferença entre Direita e Esquerda, nem sabe o significado da sigla PSDB, ou do PMDB. Ainda somos um pais onde boa parte dos paulistanos ainda elegerão o Maluf para mais um mandato como deputado, e onde o Tiririca vira "voto de protesto", e depois esse mesmo Tiririca vira exemplo de bom parlamentar simplesmente por não faltar em votações, a mínima obrigação de um deputado. Somos um país onde se vota em alguém só porque é o "candidato do Lula". Somos um país que não sabe a atribuição de um prefeito, de um governador e de um presidente da República. Boa parte dos nossos brasileiros sequer sabem - pasmem! - a diferença entre Governo do Estado e Governo Federal. Somos um país onde não é difícil encontrar gente que pense que o Lula ainda é o presidente da República (apesar que, na prática, quem comanda o governo federal é ele, mesmo...). E não, não tentem usar os mais de 1 milhão de pessoas que saíram as ruas como exemplo de que o "gigante acordou". Lembre que para cada um que saiu às ruas, outros vários continuaram chorando com o lúpus da Paulinha em Viver a Vida, gente que estava bebendo Activia e Jonnie Walker para os protestos. Somos um povo que cai na conversa de oportunistas que aproveitam seu tempo na mídia para papagaiar as maiores idiotices como sendo "a vontade do povo". 

Sim, é esse povo que vai decidir o futuro político do Brasil no plebiscito da Dilma! 

Sem querer ser pessimista, mas já sendo quando olho a realidade brasileira, já dá pra prever o que vai acontecer com esse plebiscito: o Congresso vai propor mudanças ínfimas, as pessoas vão às urnas votar com cara de paisagem sem saber sequer em que estão votando, pouca coisa vai mudar de fato, nossa presidanta vai fazer um pronunciamento idiota na TV dizendo que o povo escolheu seu futuro, e tudo vai ficar por isso mesmo. O Renan vai continuar no Senado, e sendo novamente eleito quando seu mandato acabar, os mensaleiros vão continuar com sua "militância" até que se esgote a infinidade de recursos do Supremo, o Sarney vai continuar por aí, já que ele é imorrivel (desculpem o neologismo!) e tudo continuará a mesma. Tudo porque a massa brasileira é composta por gente que não sabe pensar. Um plebiscito decidido pelos brasileiros é como um cego que guia outro cego: ambos não sabem por onde pisam e podem a qualquer momento cair. 

E, pra concluir com um grito de guerra bastante usado nos protestos, que país é este? É a porra do Brasil - desculpa aí, Renato, não precisa se revirar no túmulo, prometo ser a única vez que uso sua música pra expressar revolta!

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