Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

"Tem mais de um jeito", a nova campanha institucional do Blog Novas Ideias



2014 é um ano importante para o Blog Novas Ideias, em que completamos 7 anos de atividade ininterrupta e nos consolidamos como um dos blogs brasileiros mais antigos ainda em atividade. Além do mais, estamos embalados pela conquista do Top 3 no Top Blog 2013/2014, além de várias novidades que estamos preparando. 

Pra dar fundo a todos esses acontecimentos e preparar terreno para o que está por vir lançamos hoje a nova campanha institucional do blog, que vai servir de base para nossa comunicação no decorrer de 2014 e reunir tudo o que acontece por aqui dentro de um mesmo conceito. Amparada pelo slogan "tem mais de um jeito de se dizer o que pensa. Encontre o seu aqui", o Blog Novas Ideias reafirma sua principal característica, a diversidade de ideias, e reforça o perfil de blog de variedades que adotamos nos últimos anos, ao diversificar o conteúdo e abrindo espaço para outras áreas além do debate e dos textos de opinião. Ao afirmar que o Blog Novas Ideias "tem de tudo" consolidamos nossa imagem de espaço para a manifestação de ideias em suas formas mais diversas, seja pela música, pela cultura, pelo debate, pelo humor, pela sensualidade - por que não? - enfim, de todas as formas possíveis. Nosso slogan "quem disse que só tem um jeito?" sempre fez referência a essa tendência à abertura de temas do blog, agora estamos apelas concretizando o que sempre existiu na prática. Acompanhe as novidades que estamos preparando para o Blog Novas Ideias, porque vai ter de tudo. Aqui tem de tudo. 

Quem disse que só tem um jeito de se expressar, de dar opinião, de se mostrar ao mundo? Quem disse que só tem um jeito?


Wesley Talaveira
Editor

Protestar é um direito. Xingar, não



A Copa do mundo é o assunto do momento, não tem jeito. Para os que gostam de futebol, o assunto são os jogos, o desempenho das seleções e etc. Pra quem não gosta, o assunto são as vaias que a Presidente Dilma tem recebido em vários jogos, mesmo ausente em todos eles, vaias essas que tem tomado proporções maiores que o esperado. Pessoas gritam ofensas à presidente, que tem reagido com o famoso "nós X eles", jogando a culpa numa classe média que o partido dela se gaba há 12 anos de ter ajudado a aumentar.

Quem lê o blog já sabe da minha posição sobre o atual governo e tudo o que o envolve. Muitos perguntaram no Facebook minha opinião sobre as vaias. Pra quem acha que eu engrosso o coro dos que mandam a Dilma ir tomar no c*, desculpe desapontá-los!

Tenho lido ultimamente bastante sobre o pensamento conservador, posições de vários conservadores ao redor do mundo e sua influência na política e na sociedade (sim, me identifico com o conservadorismo, e antes de jogar pedras, entenda a diferença entre ser conservador e reacionário. Não sabe qual é? Procure saber e não fale bobagem). E um dos pilares do pensamento conservador é o respeito às instituições. Uma sociedade que não luta para manter suas Instituições estabelecidas caminha pra a barbárie. Defendo a Polícia (o que não significa que apoio os atos truculentos de alguns policiais), os Bombeiros e outras. Todos dependemos de uma ou mais instituições, e o respeito a elas é o mínimo que se pode exigir. 

Dona Dilma Rousseff é a presidente do Brasil. Ela é uma instituição estabelecida. Pelo menos até 31 de dezembro desse ano - e prometo torcer e trabalhar para que não passe dessa data - ela é a presidente. Mal e porcamente, mas é. Não tomou o poder de ninguém para chegar ao poder. Ela foi eleita democraticamente. E como presidente, eleita pelo voto popular, ela merece respeito. Mandar a presidente do país ir "tomar no c*" é achincalhar uma instituição importante para o país. Além do que, gritar xingamentos contra a presidente vai resolver o que? Vai fazê-la mudar de opinião, rever sua forma de trabalhar? Não, e ela já tem demonstrado isso. Então não seria o caso de rever a forma de se protestar?

Ela não corresponde ao cargo, não atua conforme se espera de um presidente? Age de forma duvidosa diante de situações complicadas? Ajuda a alimentar o fisiologismo que se espalhou como câncer no sistema político brasileiro? Temos sim, o direito e o dever de protestar, de cobrar, de questionar, de querer saber como ela age, como pensa e o que pretende. Mas cobrar é uma coisa, faltar com o respeito é outra. 

Falta educação no país? Sim, falta, mas termos uma educação de má qualidade é uma coisa, ser mal educado é outra. O que se viu na abertura da Copa e em outros jogos foi um desrespeito à uma chefe de Estado, a chefe de Estado do país onde nasci e onde moro, e onde provavelmente irei passar boa parte da minha vida - se não o resto dela. Não sou petista, nunca fui e se o PT continuar como vai nunca serei. Nunca votei no PT, não voto e não pretendo votar. Sou sim oposição ao PT em quase tudo o que o partido diz e acredita, mas ser oposição não me torna um bronco que se sente no direito de gritar xingamentos gratuitos sem qualquer fundamento. E aqui pego gancho para o texto que escrevi semana passada: até entenderia esses gritos num evento interno, numa inauguração de obra inacabada - a especialidade do PT - ou num discurso cheio de palavras desconexas e vazias como a Dilma adora fazer, mas pra que gritar ofensas contra a presidente na abertura de uma Copa do Mundo, com mais de 3 bilhões de pessoas nos acompanhando? Pra que expor ao mundo problemas que são nossos? 

Já disse outras vezes e repito: o melhor lugar de protestar é na urna. Não está contente com o trabalho da presidente? Não a reeleja. É simples. A ignore nas urnas nesse ano. Tem mais candidatos - não muito melhores, mas enfim - para se escolher. Protestar é um direito. Faltar com o respeito é coisa de mal educado, e educação vem de casa. 

Mais amor - e respeito - por favor! 

#Música Ein Leichtes Schwert - Judith Holofernes


Sim, quem acompanha o blog sabe da minha preferência por música alemã. E sim, há muito mais na música alemã do que o metal do Rammstein (que se pronuncia "ram-stain", ok?). Na verdade a música pop alemã é de uma variedade incrível, desde o surgimento da Hamburger Schule, a Escola de Hamburgo, movimento criado para dar uma levantada na música germânica e fazer frente à influência americana no país. Desse movimento saíram coisas muito, muito boas. A banda Wir Sind Helden, por exemplo, que tem Judith Holofernes como vocalista. 

Além de emprestar sua voz rouca e delicada à banda, Judith tem um trabalho solo incrível, que mescla o peso das letras cantadas em alemão à doçura e simplicidade já características de Judith. Se sua voz não é das mais belas da Alemanha, ela merece aplausos por sua capacidade de dar toques delicados a um idioma conhecido por sua cadência firme. 

Ein Leichtes Schwert - A Espada Leve, é sem dúvida o álbum que veio para mostrar quem definitivamente é Judith Holofernes. Com músicas leves, divertidas, Judith mais uma vez mostra sua forma despretensiosa e desapegada de ver o mundo, como em Nichtsnutz "eu farei qualquer coisa hoje / nada, nada, nada / que seja tão bom".  

Veja o clipe de Ein Leichtes Schwert:


O problema é nosso, não do mundo



Imagine que você está com problemas em casa. Seu casamento está por um fio. Todo dia é uma briga diferente, pelos motivos mais banais possíveis. Os diálogos se resumem a avisos simples como "o café tá pronto" e coisas do tipo. A relação já não se sustenta mais. Mas vocês ainda não se separaram. Continuam morando na mesma casa. E num dia vocês recebem uma visita. Um amigo dos dois resolve almoçar com vocês. Mas a relação do casal está péssima. Como se comportar na frente do amigo?

Vocês resolvem, de comum acordo, fingir que está tudo bem. O amigo não tem nada a ver com a situação atual de vocês nem tem qualquer culpa de o casamento não estar dando certo. Recebem bem o amigo, mantem um clima de cordialidade, ou pelo menos um clima agradável em casa, e o amigo sai satisfeito por ter sido bem recebido. Só depois que o amigo vai embora é que vocês continuam a "discutir a relação".

Mas o casal poderia ter escolhido outra opção. Aproveitar a presença do amigo em casa para lavar a roupa suja e mostrar ao amigo como "meu marido não é o santo que todos imaginam" ou que "minha mulher é uma esposa horrível, e meu amigo precisa saber disso". Quebram pratos e jogam ofensas um contra o outro. Com o amigo a mesa, expõem todos os problemas e dilemas do casal, brigam e mostram ao amigo que o casamento deles está horrível.

A segunda opção parece simplesmente descabida, não é? Por que então o Brasil escolheu a segunda opção para a Copa do Mundo?

Somos um país com problemas enormes. Temos desigualdades crueis e somos o maior pagador de impostos do mundo, apesar de sermos o país que menos dá retorno dos impostos pagos. Nossa inflação vem crescendo, somos ainda um país com níveis de desenvolvimento pífios, governado por uma equipe de incompetentes, e nossa relação com nossa classe política brasileira está pior do que qualquer casamento à beira do divórcio.

Isso é fato, e estou confiante de que as urnas mostrarão isso, mas o que os japoneses, os croatas ou os alemães que vem ao Brasil para assistir aos jogos da Copa do Mundo tem a ver com isso? Eles não sabem qual a nossa realidade, não tem qualquer culpa se não temos leitos em hospitais. Pra que jogar na cara de quem não tem nada com o peixe nossos problemas internos? Pra que agredir jornalista da CNN ou vaiar a presidente enquanto o mundo inteiro está nos vendo? Se temos problemas em casa, as visitas não precisam saber. Além de ficar muito, muito feio para o nosso povo, expor ao planeta nossos problemas não vai resolver nenhum deles. Só vai piorar nossa imagem lá fora.

Então vamos combinar o seguinte? Vamos receber bem quem está vindo ao Brasil, exercer nossa hospitalidade que dizemos ter e mostrar ao mundo que não somos os índios canibais que eles pensam que somos, e depois que passar a Copa resolvemos nossos problemas internos, que acham? Ou nem precisa esperar a Copa passar, pois a vida segue pra todo mundo nesses trinta dias de jogos, mas não precisa lavar a roupa suja no estádio, né? Vamos receber bem as visitas, por favor?

É o mínimo que podemos fazer se queremos ser vistos pelo mundo como pessoas civilizadas. Sou sim a favor de protestar, de se fazer ser ouvido, e temos motivos de sobra pra querer isso, mas buscar direitos é uma coisa, fazer papel de selvagem é outra. Cobrar é uma coisa, causar tumulto é outra. É bom definir essas diferenças.

É isso! 

Direita X Esquerda e a nova massa de "politizados" brasileiros

Fonte: Humor Político 

Estamos em meio à memória de 50 anos da Ditadura Militar, que governou o Brasil por 21 anos com mão de ferro. Então é mais do que normal que sentimentos da época voltem à tona, ainda mais com a TV explorando o tempo todo o período da Ditadura como um tempo sanguinário em que coitados inocentes cheios de boa intenção sofreram nas mãos de carrascos crueis. Sim, a parte dos carrascos crueis é verdade e é verdade também que muita gente torturada não tinha o menor envolvimento com política. Porém, como em qualquer outra área, o exagero é sempre um erro que nos leva para a ponta de um ponto de vista, sem observar o outro lado. 

É o que temos visto atualmente no Brasil. A nova modinha entre os internautas brasileiros é se posicionar como "esquerda ou direita". Termos como "nazistas", "fascistas", "nazi-facistas", "burgueses", "bolcheviques" e outros são repetidos aos milhões em coro todos os dias nas redes sociais por gente que sequer sabem o significado dessas palavras acima, e que nunca leram nada sobre o Nazismo. Repetem porque ouviram alguém aparentemente inteligente falando. É o famoso comportamento de boiada, agora repaginado: se um critica a Sheherazade, todo mundo vai atrás - até o Boechat, quem diria! Se um critica a Copa, todo mundo também critica. Se um diz que o PT é culpado de tudo, todo mundo joga a culpa no PT. Se um diz que tucano é de direita, todo mundo chama tucano de direitista. Se a "TV Revolta" publicou um vídeo legalzinho no Youtube mostrando "o que os políticos não querem deixar você saber", todo mundo repassa em suas redes sociais como se aquilo fosse a verdade suprema, claro que sem buscar saber se o conteúdo é verdadeiro ou não. "Ah, deve ser verdade, porque parece verdade, então eu acredito que é verdade e digo a todos que isso é verdade porque a TV Revolta disse que é verdade". É a versão política do pezinho de carambola do Chaves. E assim montamos nossa consciência política, baseada em reportagens da revista Veja ou em "matérias" do CQC com políticos em Brasilia, e em vídeos ou imagens cheias de conteúdo raivoso publicadas no Facebook e compartilhadas por milhões de "engajados". Sim, essa é a nova massa dos politizados brasileiros. Gente que nunca estudou qualquer coisa sobre política, sobre a história da política no mundo, sobre os conceitos de Direita e Esquerda, que nunca buscou saber as diferenças entre o liberalismo e o socialismo - aliás, gente que sequer sabe o que é liberalismo, nunca leu sobre as democracias ao redor do mundo, nunca leu sobre as ditaduras comunistas, sobre a força da religião sobre o pensamento político ao redor do mundo, sobre a Guerra Fria (o melhor exemplo de guerra ideológica política levada às últimas consequências). Gente que sabe sobre política o mesmo que sabe sobre a vida sexual dos ursos pandas do Ártico, mas gosta de chamar a Sheherazade de "fascista" ou a Globo de "vênus platinada" pra posar na internet como "politizado". Podemos dizer que os novos politizados da internet brasileira são como os que se declaram fãs da Clarice Lispector, mesmo sem nunca ter lido nenhum dos livros dela. 

Isso pode ser bom? Sim, se servir como motivação para despertar nos jovens brasileiros a curiosidade e o interesse pela política. A partir do momento em que os jovens desejam o engajamento,desejam se envolver com alguma coisa que faça realmente alguma diferença, consequentemente começam a pesquisar mais sobre o assunto. Desde que pesquisem todos os lados da história com a cabeça aberta, livre de preconceitos e estereótipos formados pelas redes sociais, e só formem opinião depois de conhecer a fundo o que cada lado diz, isso é sim, muito positivo.

Mas há um lado perigoso nisso. A falta de informação e de conhecimento base pode nos levar a erros imbecis, como os que pedem a volta da Ditadura, sob o argumento de que "no tempo dos Militares não tinha corrupção", ou os que vivem de elogiar as "democracias" cubana e venezuelana. Os que vivem de afanar países socialistas se esquecem que algumas das maiores ditaduras do mundo foram de esquerda, como a URSS e seu bloco gigantesco que levou metade da Europa ao fracasso econômico, fracasso esse até hoje ainda não recuperado por vários países como Ucrânia, Sérvia e Bósnia (Sarajevo ainda hoje é uma cidade que tenta se reconstruir depois do desastre da URSS).

Não, não há espaço no mundo atual pra divisões bobas entre Esquerda e Direita. A Esquerda já não é mais tão esquerda, pelo menos a Esquerda comprometida com sua ideologia, que reconhece que vários conceitos marxistas só dão certo no papel, e a Direita já não é mais tão direita - a crise econômica dos últimos anos e os extremismos direitistas europeus são prova disso.

Alguns conceitos da Direita e Esquerda ainda permanecem presentes ativamente em nosso dia a dia, e quem se envolve um pouco mais com o assunto percebe isso, mas dividir o mundo entre "nós" contra "eles" é uma forma pequena e até mesmo perigosa de ver o mundo. Quando fechamos as pessoas em rótulos corremos o risco de taxar como inimigos os que pensam diferente, e por vezes nos pegamos falando asneiras como "extirpar" o outro, coo se disse há uns anos atrás.

Maturidade política é ter sua própria ideologia, mas estar ciente que algo em suas convicções pode sim, estar errado, e que pode sim haver coisas boas no pensamento do outro. Antagonismos sim, rivalidades e guerras, não, Por favor!

Muay Thay para mulheres #OctagonGirl



Jhenny Andrade, no blog Papo de Octagon Girl


Na última segunda-feira tive o meu primeiro contato com o Muay Thai. De cara me apaixonei! Gostei tanto que treinei todos os dias da semana.

Por incrível que pareça – e até eu custo a acreditar nisso - as artes marciais estão me conquistando. Quando entrei para o time do UFC, nunca imaginei lutar e, inclusive, gostar disso.

A aula Muay Thai não consiste apenas em socos e chutes. Meu professor traz para cada dia um treino diferente. São circuitos com bola, cordas, chutes, socos, abdominal, etc. Quando vejo, a aula de 1h e 30minutos já chegou ao fim. Uma pena! Por que fica o gosto de quero mais.

Decidi trocar definitivamente a musculação pelas aulas. O exercício da arte marcial melhorou minha vida em todos os sentidos. Minha definição corporal está mais rápida e sinto uma sensação imediata de leveza e felicidade no final de cada dia. Todo o stress da minha rotina diária fica lá na academia.

Vocês podem estar pensando: que louca, e a musculação? E o trabalho de coxa? E o bumbum durinho? Quer saber a verdade? Eu não consigo me apaixonar pela musculação! Não gosto de rotina. Por mais que existam várias formas e aparelhos para se exercitar em uma academia, eu ainda acho o método muito chato.

Já chamei todas minhas amigas para treinarem comigo e a primeira pergunta delas: "Mas não tem só homem na aula?" Não meninas! Não tem só homens. Inclusive onde eu treino tem mais mulheres do que homens. Um dia dessa semana inclusive tinham cinco mulheres e apenas um homem na aula. 

Ser uma octagon girl me ajudou a ver o MMA com outros olhos. Hoje eu sou uma pessoa que a cada segundo que passa, entende mais e mais do esporte e estou curtindo demais entender do Muay Thai. Agora vou ver as lutas no UFC com olhos técnicos. 

Ah, fica a dica. Antes de começar a praticar qualquer exercício físico procure um médico e veja qual é a recomendação do especialista. 

Beijos, Jhenny Andrade


Jhenny Andrade é modelo e atualmente Ring Girl. Já foi a "namorada perfeita" da Revista VIP, além de vários outros trabalhos de moda e comunicação. 

#Podcast A Menina que Roubava Livros



Olá, pessoal! 

Assisti hoje A Menina Que Roubava Livros, filme baseado no livro de mesmo nome do escritor australiano Markus Zusak. O filme, assim como o livro, é incrível. Por isso resolvi gravar minhas impressões sobre o filme. 

Desculpem aí a respiração meio forte, ainda tô curando um resfriado chatíssimo que me acompanha há dias. 

Espero que gostem!

O "Padrão Dilma"

Fonte: Rede 45

Análise do Instituto Teotônio Vilela


A Copa do Mundo está logo ali na esquina, mas o Brasil está a milhas de distância do país que emergiria do torneio, como, durante anos, prometeu o discurso oficial. A preparação para o campeonato legará poucos benefícios duradouros à população. E o pouco que foi feito exibe um padrão de qualidade muito abaixo da crítica. 

As decepções começam logo na porta de entrada do país. Com honrosas exceções, os aeroportos continuam tão ruins quanto sempre foram. O cenário é quase de terra arrasada, como descreve a Folha de S. Paulo em sua edição de hoje. Não parecemos um país às vésperas de uma grande festa, mas sim um país depois da guerra. 

Das 12 cidades sedes, 11 têm aeroportos com falhas, obras inacabadas, muita sujeira e, sobretudo, desorganização. Que cartão postal! Tem até obra que começou e foi abandonada pelo caminho, por absoluta inépcia dos realizadores, como é o caso do aeroporto de Fortaleza, substituído por um puxadinho.

Levantamento mais amplo, divulgado há três semanas, mostrou que apenas 41% das 167 obras previstas para a Copa, conforme a chamada matriz de responsabilidade, estavam prontas. O número mais atualizado dá conta de que o percentual subiu para 50%. Ou seja, sete anos depois de escolhido sede do torneio, o Brasil do PT só fez metade do que deveria. Quanta competência! 

Não é apenas nas obras relacionadas ao campeonato de futebol que este padrão lambão de fazer as coisas transparece. Ele está presente também na gestão cotidiana do governo, no comando das empresas públicas, no descompromisso com a boa aplicação do dinheiro dos contribuintes, na forma errática de conduzir a economia. Dá para sintetizar numa expressão: é o padrão Dilma de governar. 

Neste padrão, promessas só servem para não serem cumpridas e, um pouco mais à frente, serem oportunisticamente recicladas. É o que acontece com as sucessivas fases de programas como o PAC, o Minha Casa, Minha Vida, o Ciência sem Fronteiras e o Pronatec – todas anunciadas ou por serem anunciadas muito antes de as metas originais terem sido atingidas, quando o são. 

O padrão Dilma envolve não apenas inapetência, mas também o gosto pelo engodo. Tome-se o PAC. Sua segunda versão, lançada no início de 2010, serviu para reembrulhar o muito que a primeira, datada de 2007, não entregara. O expediente, claro, foi insuficiente para transformar saliva e discurseira em realizações de verdade. 

Das 49.905 obras do PAC 2, apenas 12% foram concluídas nos três primeiros anos de governo Dilma. Pior: mais da metade das obras (53%) sequer foram iniciadas, de acordo com levantamento divulgado em abril pela revista Veja, com base em dados da ONG Contas Abertas. A presidente, contudo, prepara-se para anunciar a terceira fase do programa… 

Este padrão chumbrega também está na gestão de empresa como a Petrobras, onde investimentos bilionários, como os da Abreu e Lima, em Pernambuco, são feitos nas coxas, na base da “conta de padeiro”, no dizer de seu mais notório dirigente: o hoje presidiário Paulo Roberto Costa. Não espanta que a refinaria – decidida à época em que Dilma presidia o conselho de administração da estatal – tenha se tornado a mais cara já feita em todo o mundo. 

O retrocesso que o país experimenta nos anos recentes, com crescimento anêmico e inflação renitente, é produto direto deste método medíocre de gestão. O Brasil foi posto na mão de aprendizes de feiticeiro que transformaram a nação num laboratório e num mero detalhe de seu projeto de poder eterno. Com o padrão Dilma de governar, fomos para o buraco. De lá, temos que sair rápido, antes que afundemos irremediavelmente.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub