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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

#Opinião A Rainha sem reino


Dona Maria das Graças é uma senhora de 51 anos, gaúcha de boa aparência, que teve uma juventude bastante ativa. Trabalhou bastante, fincou bases num público alvo bem específico, foi muito querida pelo seu público e bem sucedida profissionalmente. Construiu sua empresa, que virou um pequeno império em seu ramo de atuação. Dona Maria das Graças podia se considerar uma mulher bem sucedida. Assim como qualquer mulher jovem na sua época, quis ser mãe e realizou seu sonho, mas isso não a impediu de continuar trabalhando, assim como muitas mulheres Brasil afora. Agora, além de bem sucedida profissionalmente, era realizada em sua vida pessoal. Porém, como em qualquer área, sua profissão tornou-se obsoleta. Seu público alvo mudou e passou a preferir outras coisas além do que ela tinha a oferecer. Apesar do sucesso, ela não tinha nada mais a oferecer além daquilo que já fazia, e ela se viu sem trabalho. Tentou algo diferente, mas aprendeu a fazer apenas uma coisa na vida, o que a limitou em sua carreira. Hoje essa senhora se encontra em uma crise pessoal, por ver que seu trabalho de anos ao qual dedicou tempo e amor se tornou completamente arcaico e viu que não sabe fazer outra coisa além daquilo. Hoje corre o risco de perder o emprego que ainda conserva, além da possibilidade de ir para uma outra empresa infinitamente menor, em recursos e relevância. Dona Maria das Graças enfrenta hoje um dilema para o qual não sabe qual decisão tomar. 

Essa poderia ser a história de qualquer mulher de meia idade no Brasil. Só faltou acrescentar o último sobrenome da nossa personagem: Maria das Graças MENEGHEL. Sim, essa é a situação atual da outrora "Rainha dos Baixinhos". 

Xuxa foi sim a maior apresentadora infantil do Brasil. E não seria exagero dizer que ela foi a mulher que mais influenciou uma geração desse país. Quem com menos de 30 anos nunca assistiu um programa da Xuxa? Quem nunca viu um dos filmes dela? Mesmo que ela não tenha sido a mais simpática das apresentadoras infantis (Ahan, Cláudia! Senta lá!) ela foi a mais importante e a mais presente nas casas de várias famílias em todo o país.Seu nome tem força de marketing. Vendeu milhares de produtos, gravou discos, criou sua gravadora e tornou-se a Rainha de um pequeno império empresarial, além do já famoso reinado sobre as crianças na TV, a "Rainha dos Baixinhos", título dado a ela por uma emissora que vive de dar títulos de nobreza a seus artistas. 

Mas os súditos do reinado de Xuxa cresceram. As crianças que se sentavam a manhã inteira para a ver na TV passaram a trabalhar, a sair com amigos e namorar. As novas gerações que vieram parece que não se interessaram tanto pelo império da Rainha como os súditos anteriores. Seu Reino foi dividido em pequenas repúblicas, governadas pela internet e pelo video-game, além de outros pequenos impérios dominados pela TV a cabo. O reinado da poderosa estava ameaçado. E ela não estava preparada para isso. 

Vale lembrar que a Xuxa não foi a única a reinar no planeta infantil. Esse universo teve um reinado paralelo, de  uma outra Rainha chamada Eliana, menor - em estatura e poder - mas não menos relevante. Todas a manhãs a rainha menor concorria diretamente com a Senhora do Universo Infantil, com êxito igual. E essa rainha também sofreu da mesma dificuldade da Soberana: seu público cresceu e a abandonou. O que a Rainha Eliana fez? Levantou-se do trono e foi atrás de seus ex-súditos. Viu o que eles estavam fazendo, estudou-os e os seguiu. Hoje ela continua reinando sozinha nas tardes de domingo da TV aberta, agora para os adultos, praticamente os mesmos que aprenderam com ela os nomes dos dedos na infância. 

Ao contrário de sua concorrente, Xuxa continuou sentada no Trono, esperando que novos súditos viessem. Mas eles não vieram. Ela não saiu do trono. Perdeu súditos, espaço na TV e influência. Seu reinado veio abaixo. Seu trono foi retirado. e agora corre o risco de perder seu território cativo na Globo, e ter de se sujeitar a um espacinho na Record, o porão para onde vão os inúteis globais.

Xuxa não soube se reinventar. Achou que seria sempre Rainha de alguma coisa. Ela não aprendeu uma das mais preciosas lições da TV: o público muda e o conteúdo precisa mudar. O que fez sucesso há anos não necessariamente vai fazer sucesso agora - tá, o SBT é uma exceção. Só aprendeu a se comunicar com crianças dos anos 80. As crianças dos anos 80 agora fazem outras crianças. E ela estacionou. Por isso perdeu espaço na TV. 

Xuxa hoje é apenas uma rainha sem reino, que vive atrás de alguém que a queira seguir.


#Opinião O ano de Bruna Marquezine


2014 definitivamente foi o ano dela. O ano em que assistimos uma doce criança se transformar na mulher mais sexy do mundo. O ano em que a pequena e chorosa Salete  ficou nua na TV e surpreendeu ao engatar um romance com o jogador mais falado do Brasil, e um dos mais acompanhados do mundo, o que a tornou quase uma "primeira-dama" do esporte. Nesse mesmo ano ela decidiu descer do pedestal do esporte e terminou o namoro. E voltou, E terminou de novo. Instável como qualquer menina de 19 anos. 

É isso que encanta em Bruna Reis Maia, a Bruna Marquezine. Ela é autêntica como qualquer garota de sua idade. Fala sem pensar, quer se expor, gosta da beleza. A diferença é que toda essa humanidade e pós-adolescência é acompanhada por um país inteiro ávido de espetáculos e uma mídia que precisa de fatos para vender ao público. Com isso todos os passos da garota foram acompanhados. A vimos crescer na TV. Ela ficou nua diante de um tiozão que disse estar "suado" de tão constrangido. foi eleita por marmanjos de todo o Brasil como a "mulher mais sexy do mundo". Claro, um título muito pretensioso quando lembramos que apenas brasileiros votam nesse concurso, mas ela reagiu com naturalidade: sou sexy como qualquer menina de 19 anos". Sim, realmente toda menina de 19 anos e sexy, mesmo não tendo todo o dinheiro e a glamurização dela. Mas ela é diferente porque ela reage à essa sensualidade com indiferença. Nem liga se a chamam de gostosa. E ela é. Só quer aproveitar o bom momento. 

Se continuar assim, ainda teremos muito o que acompanhar dessa garota. Não porque ela produza fatos para estar em evidência na mídia, mas exatamente porque ela não faz nada para chamar a atenção. Não convoca paparazzis para fingir que "foi clicada em shopping". Ela é natural. E isso a faz sexy. Não sei se a mais do mundo (fica dificil concorrer com Kate Upton e outras), mas uma garota incrivelmente linda, daquelas que todo homem gostaria de ter. 

Outras garotas poderiam aprender com ela. Não o sotaque carioca carregado nem as roupas minúsculas que ela usa nas novelas (se quiserem usar fiquem à vontade, a opção é de vocês). Aprendam com ela como ser natural. Como trazer à atenção de todos fazendo exatamente o oposto disso. Como não se importar com a opinião dos outros. Como ser você mesma e ponto. 

Bruna Marquezine, 2014 foi seu ano! 

Jair, cala a boca!


Nunca fui de entrar na pilha dessas discussões em torno do Jair Bolsonaro, deputado federal pelo PP-RJ. Sempre o achei apenas um político fraco e inseguro quanto a própria personalidade, que precisa esbravejar pra ter certeza se realmente acredita no que diz. E sempre pensei que todo o barulho criado em torno dele era exatamente o que ele queria desde sempre. Não é à toa que foi reeleito como o deputado federal mais votado do Rio. Ao fazerem dele conhecido, ele conseguiu alcançar mais pessoas que pensam como ele mas sequer sabiam que ele existia. 

Também nunca me interessei pelos debates em torno dele até porque sei da dificuldade que a esquerda brasileira tem em lidar com opiniões contrárias. Qualquer um que pense diferente deve “calar a boca” ou ser “extirpado”, como disse nosso ainda bem ex-presidente Lulla. E para mim, independentemente de ter opiniões absurdas e viver de criar tumulto em cima da homossexualidade, Bolsonaro precisava do seu direito de dizer o que pensa. É ainda melhor sabermos o que pessoas como ele pensam do que nos enganarmos com hipócritas que dizem apoiar o que não apoiam e acreditar no que não acreditam. 

Mas sinceramente, tá ficando difícil não se manifestar sobre o Bolsonaro. A cada dia ele parece testar mais os limites entre sua opinião própria e o respeito pelo outro. A situação da vez foi o tal discurso em que disse à deputada Maria do Rosário, do PT-RS, que “só não a estupraria” porque ela “não merece”. Algo como se ela fosse tão feia que nem para estupro a iriam querer, uma piada de muito mau gosto à lá Danilo Gentili. 

Tá, eu sei, no contexto da discussão ele foi chamado de estuprador pela deputada, que já é habituada a discursos inflamados e falas levianas. Mas nada, exatamente nada dá motivos para ele usar uma expressão baixa e machista como essa. Sim, machista, porque ao insinuar que ela não seria estuprada por ser feia ele diz que o estupro pode ser explicado quando a mulher é bonita. Isso, em meio a discussões acaloradas sobre o machismo no Brasil, não pega nada bem, deputado. 

Agora o novo barulho é sobre a cassação do mandato do Bolsonaro. E olha, se fosse pra cassar todo mundo que faz bobagem ali dentro talvez não sobrariam 100 dos 524 parlamentares. Mas não dá pra ser conivente com um pensamento retrógrado como o dele. Bolsonaro, fica difícil sequer tentar entender sua cabeça, quanto mais te defender. 

Cala a boca, por favor!

Freakpedia #10 7 motivos para você querer ser Joaquim Lopes


Fala, galera, td certo por aí? Freakpedia tá na área, gente! Hoje sou eu, Diego Sepúlveda, que estou por aqui! Um minuto de silêncio pelo sobrenome ridículo... Pronto! rs Mais uma vez tenho que agradecer o chefe Talaveira pelo espaço que ele nos dá no Blog Novas Ideias. É uma honra estar aqui. 

Depois de puxar o saco e garantir a renovação do espaço pra 2015, vamos falar de um cara super maneiro, gente boa, chamado... Joaquim Lopes. É, assim pelo nome fica difícil lembrar, né? Ele já disse numa entrevista uma vez que se incomoda por não saberem o nome dele, mas é assim mesmo. De boa, você vai ver que o cara é tão bem sucedido na vida que você vai ter motivos pra sentir até aquela certa inveja. Bom, na verdade são sete motivos pra você querer ser alguém como ele, ou até para querer tomar o lugar dele, mesmo. Eu ia querer, sério! 

1. Ele foi casado com a Taís Ferçoza: sim, eu também queria ter sido. 

2. Ele é casado com a Paola Oliveira: ah, a Paola Oliveira! 

A linda, charmosa, talentosíssima Paola Oliveira, e seu marido. Assim, nesse grau de importância! Ah, é esse o Joaquim Lopes. 


3. Ele é um ator bem sucedido na TV e no teatro: antes de entrar pra TV, ainda nos tempos em que o SBT fazia novelas, o cara já tinha uma carreira promissora no teatro, inclusive no teatro russo, que exige uma dedicação enorme! 

4. Ele sabe cozinhar: sim, marmanjos de todo o Brasil, se tem uma coisa hoje em dia que as mulheres valorizam muito é homem que sabe cozinhar. Mas cozinhar sem viadagem, sendo homem, mesmo! E o cara não é do tipo que se acha o máximo por saber fazer ovo mexido, não. É formado em gastronomia e tudo, e disse que se não tivesse seguido a carreira de ator teria sido chef e aberto seu próprio restaurante. Bom, não é à toa que... 

5. ...ele é casado com a Paola Oliveira: eu já disse isso, né? 

6. Ele é um dos personagens principais de Império, a atual novela das 9 da Globo: na novela ele interpreta um grande empresário que tem sérios problemas consigo mesmo, desses mimados que acham que o mundo deve girar em torno do umbigo. Ah, e até em novela ele está sempre bem acompanhado. A ex-noiva com quem ele quase casou na novela é a lindinha da Andreia Aorta. 

7. Pra encerrar: ele é casado com a Paola Oliveira: sim, isso merece ser repetido várias e várias vezes!

#Crônica Nem Tudo São "Friends"



Sim, é mais fácil passar um camelo no fundo de uma agulha do que encontrar uma pessoa que ainda não tenha assistido a pelo menos um episódio de Friends. O longevo seriado americano criado por David Crane e Marta Kauffmann, que foi gravado entre 1994 e 2004, ainda hoje continua sendo o enlatado mais eficiente na função de prender a atenção de pessoas ao redor do mundo (o ocidental, pelo menos). Friends conta a história de um grupo de amigos – Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross - que passam, sempre juntos, por situações complicadas do cotidiano. Novo emprego, novo amor, novos sonhos, expectativas, dificuldades de relação coma família, tudo é vivido em conjunto pelos amigos, que trocam suas experiências e se ajudam – ou não – nas mais variadas situações. 

Talvez seja esse o segredo de Friends: mostrar a realidade de qualquer jovem, seja americano, brasileiro, inglês. Guardadas as devidas proporções, quem nunca passou pelas situações mostradas na cena? Todos nós temos nosso momento de crise, e a série mostra exatamente como cada um de nós reagiria diante de situações adversas. É difícil não se identificar com algumas das situações muito bem retratadas na série. Quem nunca se sentiu meio bobo diante de um amor, como a Rachel? Ou quem nunca foi um “forever alone” como Joey? Ou ainda quem nunca tentou agradar uma mulher e viu tudo dar errado como o “fofo” Ross? 

O grande problema é o ambiente que a série cria, que nem sempre será uma realidade para todos. Em Friends a vida é baseada no convívio entre bons amigos, que sempre estão disponíveis um para o outro, seja para se ajudar, seja apenas para tomar um café no Central Perk. A vida em Friends é uma vida de pessoas bem relacionadas, com amizades bem construídas. Cada um ali é “amigo do peito” do outro, o “amigo certo das horas incertas”, para quem se confidencia os segredos mais profundos, para quem se conta as dúvidas mais inquietantes. Isso é muito bom quando você tem um amigo do tipo. Mas nem sempre esse amigo existe. 

Uma das grandes realidades de qualquer pessoa é o famoso “período de solidão” que cada um de nós enfrentamos, quando nos vemos diante de situações complicadas e tendo que tomar decisões “sozinhos”. Sim, tem momentos na sua vida em que é você e pronto. Você não vai ter uma Jennifer Anniston pra chamar de sua e deitar no ombro enquanto desabafa sobre suas dúvidas (bem que eu queria... rs). Maturidade, na verdade, é isso: saber tomar decisões e encaminhar as coisas mesmo quando você não tiver a quem consultar. Se fosse para consultar alguém sempre você não precisaria sair da casa dos seus pais, correto? 

Friends acaba por nos passar a ideia de que a vida só é perfeita quando você tem um grupo de amigos com quem contar o tempo inteiro. Por mais bem relacionado que você seja, por mais amigos e mais contatos no WhatsApp que tenha, você vai passar por situações em que não vai ter ninguém para chamar. Essa ideia de um mundo perfeito onde todos são bem relacionados o tempo inteiro, onde você sempre vai ter uma "best" ou um "brother" é uma ilusão que só existe em seriados e novelas teen, e trazer essa ideia para a vida real pode ser perigoso, pois pode resultar em frustração e decepção. 

Enfim, a série tem seu valor, tanto que durou dez anos sempre batendo recordes de audiência e com atores recebendo valores na casa do US$ 1 milhão por episódio. Mas deve ser vista como um bom entretenimento. Só isso. 

Alis Grave Nil

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