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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

Será que #somostodosmacacos, mesmo?



É curioso como as redes sociais funcionam tão bem quanto o assunto é espalhar modinha. Depois do ato horrível de racismo contra o jogador Daniel Alves durante um jogo do Barcelona, em que um torcedor atirou uma banana no gramado, uma onda aparentemente bem intencionada correu a internet afora. Depois da reação espontânea do jogador, que pegou a banana e a comeu em pleno gramado, uma nova modinha correu o Facebook, Twitter & derivados, em que pessoas postam fotos comendo banana com a hashtag #somostodosmacacos. Claro que a ideia não surgiu de uma pessoa comum. Quem iniciou isso, inocentemente, foi o singelo e humilde jogador Neymar Jr, que postou uma foto com seu lindo filho comendo uma banana. 

Aí pronto, a coisa pegou. Meio mundo comendo banana adoidado, Luciano Huck tentando surfar na onda da modinha pra vender camiseta, enfim, a coisa pegou mesmo. Aí pensei: será que #somostodosmacacos mesmo?



Não tem como negar: a modinha só pegou mesmo porque tem artista envolvido, e se tem uma coisa que artista adora fazer é criar modinha bonitinha na internet pra mostrar pra todo mundo como eles são bonzinhos e engajados, apesar de serem podres de ricos e de mal conhecerem o Brasil real. Já foi descoberto também que a ação "inocente" do Neymar Jr. foi, na verdade, criação de uma agência de publicidade, a mesma que gerencia o staff do jogador. Ou seja, o Neymar apenas aproveitou um acontecimento horrível para ganhar mais popularidade e sair "bem na fita". Qualquer outra pessoa que fizesse isso seria chamada de "lixo", "aproveitador" e etc pelos internautas, mas como é o Neymar...

Mas enfim, será que todo mundo que embarcou na modinha se "solidarizou" com o Daniel Alves realmente sabe o que está dizendo? Ao dizer que #somostodosmacacos, dizem que não aceitam o racismo e que as pessoas devem ser tratados de igual para igual. Tá, vamos ao mundo real?

Você está andando na rua e, por algum motivo, resolve sentar num banco de uma praça qualquer. Ao seu lado senta um negro usando boné de aba reta e ouvindo funk, e esse negro resolve te olhar. Como você reage? Você está dirigindo seu carro e um negro numa moto para ao seu lado. Como você reage? 


Vamos sair da briga de raças e enveredar por outros campos, como o da homossexualidade, por exemplo. Já disseram na internet que o Richarlysson vive sendo chamado de viado nos campos, mas ninguém resolveu criar uma campanha do tipo #somostodosviados. Todos os dias gordos são hostilizados nas ruas e nos programas do "novo humor" da TV brasileira. Alguém criou uma campanha #somostodosgordos? Diariamente velhos são maltratados no transporte público no Brasil. Alguém criou algo do tipo #somostodosvelhos

O que estou questionando não é o fato de se ter criado uma campanha e todo o barulho em volta dela, pois o racismo é sim algo horrível que nem deveria ser debatido mais, se é que nos consideramos um mundo minimamente civilizado. O que questiono é a motivação. Será que aderimos a campanha porque queremos realmente o debate ou apenas porque o Neymar publicou uma foto fofinha do filho dele, e todos resolvemos fazer igual pra aparecer nas buscas do Twitter? 

Não adianta #sermacaco e não cumprimentar o porteiro, maltratar a empregada doméstica, passar com o carro em cima de poça de água só pra ver as pessoas na calçada correndo feitos gatos escaldados. Se é que queremos ser conscientes devemos ser de forma integral. E sem a necessidade de campanha, de foto bonitinha nem camiseta de R$ 69 da grife do Luciano Huck. 

Somos todos humanos, independente da raça, cor, credo religioso, orientação sexual, posição social, conta bancária ou nível de escoladirade. Enfim, #somostodosiguais

E o assunto do momento é... Rachel Sheherazade!


Aí eu pensei esses dias: tá, que parte da festa eu perdi que agora a internet brasileira resolveu se dividir entre os críticos e os defensores da Rachel Sheherazade, a âncora do SBT Brasil? Sim, todo dia vejo gente se digladiando no Facebook, essa terra de comentaristas e selvagens anônimos - ou não, tem gente que tem prazer em se apresentar como babaca - uns criticando a tal jornalista, mandando que ela "cale a boca" e outras coisas típicas do cantinho do Zuckerberg, outros a defendendo, dizendo que "ela representa" e criticando o PT - o PT é o alvo de tudo, sempre! Bom, o fato é que uma pá de gente, que nunca havia assistido nenhuma das edições do jornal que ela apresenta - prova disso é a audiência pífia do SBT Brasil, em torno dos 4 pontos - talvez os mesmos que elogiem a TV Cultura como TV de qualidade sem nunca ter assistido nada além do Castelo Rá-Tim-Bum, resolveram voltar toda sua acidez e revolta por falta de sexo contra um comentário dela no jornal. O comentário foi o seguinte:




Antes de qualquer coisa eu preciso dizer que esse sotaque dela é uma graça... Tá, parei! u.u

Mas enfim, foi esse vídeo aí que gerou a nova onda de críticos dos feicebuqueiros-defendosores-dos-direitos-humanos-de-plantão, gente que nunca tirou a nádega amórfica do lugar pra estender um chinelo a um morador de rua, mas que no alto de seus tablets e iPads se consideram "socialistas", ou "progressistas", pra ficar mais bonitinho. Fidel Castro de jaqueta Adidas curtiu isso! Aí choveram clichês típicos dos revolucionários de sofá: que ela é uma "fascista", "nazista", "direitista", "trapezista" - tá, esse último foi só pra rimar com os anteriores... Mas enfim, pegaram a nordestina pra Cristo porque ela disse que "a atitude dos vingadores é compreensível"

"Ah, que bom, Rachel Sheherazade nos compreende..."

Mas então, negada, eu vi o vídeo umas 6 vezes e em nenhum momento eu entendi que ela defendeu a violência com as próprias mãos. Sei lá, vai ver que é porque cada um entende as coisas de um jeito diferente. Se tem até gente que entende que o Dirceu é inocente, e tem gente que doa dinheiro pra multa do Delúbio, vai entender... Mas em nenhum momento ela diz o que a rapaziada vociferou a semana inteira no Facebook. Ela diz que é "compreensível". Vamos lembrar que vivemos num país onde, como ela mesma diz, 26 pessoas a cada 100 mil morrem vítimas de bandidos, e onde o Estado já não funciona mais. Sabe aqueles babacas que acham que queimar ônibus vai resolver o problema do transporte no Brasil? Então, a ideia aí é quase a mesma. Acham que descer o cacete em bandido vai diminuir a criminalidade. Eu já disse uma vez e repito: o Brasil está caminhando para a barbárie, e sabem por que? Porque o Estado é omisso. Temos uma presidente vaca-de-presépio que até agora não sabe o que está fazendo no Governo além de engordar a buzanfa e governadores que só pensam no bem dos apadrinhados. Quando o Estado falha, as pessoas procuram meios alternativos para se proteger: uns entregam sua confiança a traficantes em morros cariocas, outros agem com as próprias mãos. Nada justifica, mas é compreensível. Foi o que ela disse. 

Aí, como sempre, pra justificar e alimentar a ladainha irritante, a esquerdância virtual reascendeu a luta de classes que sempre está pronta na manga dos "progressistas" como arma de debate: agrediram o rapaz porque era negro e pobre. Até compararam com o "mendigo gato", aquele viadinho de Curitiba, lembram? Sim, o preconceito existe sim, está incutido na nossa sociedade, e é fato que as pessoas tendem a desconfiar muito mais de um negro pobre do que de um loiro mauricinho. Mas não era o que aconteceu no caso aí do "marginalzinho" espancado. Ele não era "inocente" (ah, esse sotaque das nordestinas falando "inocente"...) como muita gente disse. Se era, por que não foi prestar queixa contra os agressores? Aí vou atiçar um pouquinho seu lado selvagem e bárbaro: quem aí que já foi assaltado por um "marginalzinho" (aquele que levou o celular que você tinha acabado de comprar e que continuou pagando por 10 meses, lembra?) não teve vontade de fazer a mesma coisa, se tivesse chance? A diferença é que esses "vingadores" foram além e fizeram. 

Não, isso não justifica, e responder um crime com outro crime só piora as coisas. A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena, lembram? Se vivemos num país onde a civilidade afunda como em areia movediça, descer a porrada em bandido não vai resolver, só vai piorar. Por isso sou contra pena de morte. Um bandido deve pagar pelo seu crime. Não ser vítima de outro. Quem responde um crime com outro crime se iguala ao criminoso. 

Quem deve estar emputecido bastante chateado com isso é a direção do SBT, que viu sua âncora virar motivo de guerra virtual e nem assim a audiência do jornal aumenta. Ainda bem que tem Chiquititas pra salvar o dia! :p

Você é dono da sua cama!


É, não tem jeito: o assunto do momento é o tal beijo gay da novela da Globo, no último capítulo da novela Amor a Vida, entre os atores Mateus Solano e Thiago Fragoso. O alarde é desnecessário, até porque nem é o primeiro beijo gay da TV brasileira. Em 1990, a minissérie Mãe de Santo, da extinta TV Manchete, exibiu o real primeiro beijo gay da TV, entre os atores Daniel Barcelos e Raí Alves, que na época nem chamou tanta atenção pela baixa audiência da série. Em 2009 a própria Globo exibiu, na série Força Tarefa, um selinho bem meia boca (o trocadilho não foi intencional, juro!)  entre Fabíula Nascimento e Hermila Guedes. E em 2011 o SBT exibiu outro beijo gay, na novela Amor e Revolução, entre as atrizes Gisele Tigre e Luciana Vendramini (e esse sim foi um beijo, com direito até a pernas entrelaçadas, e não um selinho como nos anteriores). Ou seja, não existe qualquer protagonismo no beijo exibido pela Globo. O que existe sim, mais que nos outros, é o estardalhaço que ainda se faz com a homossexualidade no Brasil. 

Uma coisa é fato: quanto mais pregamos o respeito, mas incentivamos a diferença. Ao criar todo esse barulho em torno de um beijo gay não estamos incentivando a igualdade, mas sim reforçando a diferença. Estamos mostrando ao mundo: "olha, dois homens se beijando é uma coisa totalmente bizarra, mas a gente aceita isso. Olha como somos evoluídos!". Sim, é essa a mensagem que se passa quando se cria todo um barulho desnecessário em torno de uma situação que não diz respeito a ninguém a não ser a quem vive aquilo. Que tenho eu com a vida de um homem que geneticamente gosta de outros homens? Que direito eu tenho sobre a vida dessa pessoa? Quem me estabeleceu como juiz para dizer que tipo de beijo deve ser aceito pela sociedade e qual não deve? Qual poder eu tenho sobre a vida de pessoas que nem conheo pra dizer qual relação sexual é aceita e qual não é? Você é dono da sua cama e leva pra ela quem quiser, seja homem, mulher, dois homens, duas mulheres, um homem e uma mulher, fique à vontade!

Apesar de já ter usado essa expressão num outro post, ela cabe aqui, também: mais que a tolerância, precisamos praticar a coexistência. Quem coexiste vive junto, sem se importar se o outro é diferente ou não, seja gay, anão, gordo, negro ou como quer que seja. E quando vivemos juntos não nos importamos com o que o outro faz ou deixa de fazer. A vida pessoal não deveria ser motivo de estardalhaço, como se faz agora com os gays. 

Enfim, o barulho em torno do beijo gay da Globo só mostra como ainda nos assustamos com o diferente, e como nossa sociedade ainda não está pronta pra lidar com isso, por incrível que pareça. 

Mais amor, por favor. Venha de quem vier!

O que os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus nos mostram?



Todo ano, em toda grande cidade, é a mesma coisa: a tarifa de ônibus aumenta e grupos organizados manifestam contra esse aumento. A prefeitura bate o pé e diz que não irá reduzir o valor da tarifa e fica por isso mesmo. Os manifestantes guardam suas bandeiras, o PSOL que sempre se aproveita de qualquer evento que tenha o título de "manifestação" pra tentar aparecer volta a ser insignificante como sempre, as máscaras do Anonymous usadas nos protestos voltam para o guarda roupa junto com os bonés e bermudas e os revoltados já começam a pensar na manifestação do ano seguinte, quando houver o novo reajuste. Assim foi em SP em 2011, quando o então prefeito Kassab aumentou a passagem de R$ 2,70 para R$ 3,00 e manifestantes protestaram de forma tão desordeira e violenta que chegaram a ir em frente a casa do então prefeito. Assim está sendo em 2013. A polícia de SP, que já é conhecida por não ser adepta do afago e do carinho afetivo, responde à confusão da mesma forma: balas de borracha, cacetadas, pancada e outras formas saudáveis de se manter a paz e a harmonia entre todos. 

Sim, a passagem em SP é caríssima. Como disse o Zé Simão, por R$ 3,20 o ônibus deveria vir me buscar na porta de casa - calma, isso é uma piada, é bom avisar! A realidade do transporte público é bem conhecida por quem o usa todos os dias: ônibus lotados, sujos, velhos, motoristas mal informados que mais parecem selvagens e passageiros mais selvagens ainda. Assim é viver na maior metrópole da América Latina. Sim, também apoio manifestações populares por melhores condições de transporte público, afinal, pagamos caro para isso, e não temos, nem nunca tivemos, o retorno devido. Sim, acho fascinante que pessoas se organizem e mobilizem tanta gente em torno de um único objetivo. Mas é o objetivo que me intriga.

O Brasil, por mais que a petistada negue, é uma terra sem lei, onde manda quem tem mais dinheiro e obedece quem depende da Justiça. Somos um país mal organizado, onde as coisas são feitas na base do "jeitinho", sempre na última hora. Somos um país onde poucas coisas funcionam de fato (sim, há coisas nesse país das quais podemos nos orgulhar) e onde há muito o que reivindicar. Somos um país de uma classe política falida, mergulhada num sistema paquidérmico que serve apenas para beneficiar a si próprio. Somos um país onde pessoas morrem em corredores de hospitais. Onde se morre por não ter mais que R$ 30,00 para se entregar a um bandido. Somos um país onde se rouba muito dinheiro - haja vista o mensalão petista e os milhões desviados dos nossos bolsos com a Copa, PAC e outras obras faraônicas. Somos um pais com um sistema prisional falido, que não recupera ninguém e sequer mantém preso. Somos um país que já está declarando falência na educação dos seus adolescentes, tanto que queremos mandá-los para a cadeia antes dos 18 anos - quanto mais cedo nos livrarmos desses demônios melhor para nós, não é? Somos um país intolerante, onde se morre por pensar diferente.  Resumindo: somos um país falido como nação. Desculpem a forma trágica, mas essa é a realidade que vemos quando olhamos nosso país sem a trava governista que tenta nos empurrar goela abaixo um pais perfeito e bem sucedido. 

Ou seja, motivos para protestarmos nós temos. Protestar por mudanças na legislação judiciária, pelo fim dos altíssimos salários dos nossos políticos, pela redução na quantidade de deputados (513 deputados é uma piada), por leis mais duras contra adolescentes infratores, por políticas de inclusão dos jovens. Motivos para protestar é o que não faltam. E em meio a tudo isso esses manifestantes em SP, Rio e outras cidades protestam contra... Vinte centavos a mais no valor da passagem - aliás, se levarmos em conta que a maioria dos protestantes são universitários que usam bilhete de estudante, o aumento para eles foi de dez centavos! Tá, eu sei, não é o valor, é o ato de aumentar o preço de um transporte que já não vale a metade do que se paga. Sim, mas antes de quebrar tudo, é necessário conhecer o sistema de transporte público em SP. 

Em SP o sistema de transporte é coordenado pela São Paulo Transportes - SPTrans, órgão ligado à secretaria dos transportes, e operado por consórcios de empresas privadas que recebem dinheiro da prefeitura para operar. Esse dinheiro que a prefeitura repassa cobre custos com salários de motoristas e cobradores, combustível, manutenção e outros gastos. Com a prefeitura fica a responsabilidade de trabalhar a mobilidade urbana e providenciar carros para que essas empresas possam dirigir. Nesse convênio com esses consórcios a prefeitura repassa valores bilionários por mês, valores que a prefeitura recebe em parte de volta com o preço da passagem paga pelo usuário na catraca. Sim, o que pagamos diariamente na catraca não é o suficiente para cobrir todo o custo com o transporte público. Todos os anos há aumento de custos com combustível, aumento de salários, e esses custos são todos repassados a prefeitura, que precisa investir ainda mais no transporte. Quando o aumento se torna tão alto que a prefeitura passa a não ter mais como cobrir o custo, esse aumento é repassado ao usuário, que paga mais caro na catraca. É meio difícil de entender, mas uma coisa é fato: gerir o transporte público em SP é uma missão muito difícil, além de ser um serviço caríssimo. 

Enfim, pedir para baixar a passagem sem conhecer todos esses trâmites internos do sistema de transporte da capital é quase infantil, é como o filho que reclama que o pai parou de comprar bolachas da marca X, mas o filho não sabe que aquela marca de bolacha teve aumento de preço e o salário do pai foi reduzido. O que eu quero dizer é o seguinte: vamos reclamar da péssima qualidade do transporte público? Sim, mas tenha uma reclamação específica, pautada em motivo sólido e com conhecimento de causa. Protestar por protestar, sem uma causa específica e sem motivos declarados, só porque na Turquia e Síria protestam assim e lá parece legal, é baderna. 

Mas voltando ao que ia dizendo, até concordo com as manifestações, e não digo que sou totalmente contra quando alguns sentem a necessidade da força física ou de algum tumulto para chamar a atenção das autoridades. Reconheço que as vezes alguns atos extremos são necessários. Mas há demandas muitíssimo mais importantes e urgentes para serem motivos de protesto. 

Pra concluir, e respondendo a pergunta-título, o que os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus nos mostram? Mostram que a indignação do brasileiro é forte, mas seletiva. Nos indignamos contra problemas mais simples do cotidiano, e principalmente quando os objetos da indignação são pessoas já não muito queridas entre os "moderninhos". Quando se trata de protestar contra estruturas estabelecidas e fortes, a coisa murcha totalmente. Para usar uma frase já conhecida por alguns, a indignação do brasileiro é como "coar mosquitos, mas engolir camelos". E outra coisa interessante: nossa indignação é maior quando nosso bolso é atingido diretamente. Não que a corrupção não nos traga prejuízos, pois trás, mas os efeitos negativos da corrupção não são sentidos diretamente, então não nos incomodam, Já o aumento da passagem nos atinge diretamente. Os milhões desviados sob o comando de José Dirceu não alteraram seu dia a dia, mas amanhã cedo você vai ter que desembolsar vinte centavos a mais, e somando isso em um mês a quantia será considerável. É mais conveniente protestar contra aquilo que mexe com meu bolso do que aquilo que mexe com a democracia, com o futuro do meu país. Algo como "contanto que eu pague menos, que se dane o rumo que o país está tomando". Lastimável isso!

Então, que tal usar toda essa estrutura e organização para protestar por causas mais importantes e necessárias? Se a causa do protesto mudar, talvez eu até vá lá para dar meu apoio. Protestar por uma causa que nem os próprios manifestantes sabem direito como funciona, tô fora!

Pronto, falei!

"Bolsa-crack" e o festival de críticas sem fundamento


Vamos lá: pago uma Coca-Cola (desculpe aí, pastor Marcos) pra quem me explicar com detalhes o que é a tal "bolsa-crack" que virou o novo motivo de protestos dos revolucionários de sofá da internet. Alguém? 

Pra começo de conversa não existe nenhuma Bolsa-Crack. Existe uma realidade em São Paulo - e no resto do Brasil:  uma legião de viciados pelas ruas precisando de tratamento e não existem vagas para todos eles nos hospitais públicos. Além dos que estão nas ruas, há os que foram acorrentados em casa pela mãe numa atitude de desespero que teve de escolher entre cercear a liberdade do próprio filho ou vê-lo ser destruídos aos poucos pelo consumo desenfreado de drogas pesadas. Esses tampouco tem vagas disponíveis nos hospitais públicos. Então temos aí uma conta que não fecha: mais pacientes precisando de tratamento do que hospitais com vagas disponíveis para esse tratamento, certo? Lembrando que se você é um desses que acha que o problema das drogas deve ser tratado à bala, aconselho que desista de ler o post e vá ouvir o que o Bolsonaro tem a dizer. 

Em qualquer governo de qualquer estado desse país, se forem perguntar ao secretário de saúde como resolver o problema do vício em drogas você irá ouvir a mesma resposta: "estamos trabalhando exaustivamente contra o problema das drogas", "temos projetos para aumentar os leitos nos hospitais para tratamento", temos projetos para construir X novos hospitais", e enquanto esses leitos e hospitais não ganham forma física mais gente se degrada pelas ruas. Por outro lado, São Paulo tem clínicas particulares excelentes para tratamento de dependentes químicos, com padrão inquestionável de qualidade, e com vagas ociosas por um motivo simples: o tratamento nessas clínicas são caros, e são poucos que podem pagar por esses tratamentos. 

Recapitulado: temos pessoas precisando de tratamento contra a dependência química, os hospitais públicos não tem vagas suficientes, e temos clínicas particulares com vagas ciosas por serem caras. Está dando pra acompanhar até aqui?

O que o Governo do Estado de São Paulo, na pessoa do sr. Exmo Governador Geraldo Alckmin picolé de chuchu resolveu fazer? Ao invés de mandar os dependentes químicos esperarem por vagas em hospitais públicos, o Governo está levando esses mesmos dependentes químicos para essas vagas ociosas nas clínicas particulares. Tá, mas elas cobram caro por isso. Quem vai pagar? Para isso o Governo de SP criou o Cartão Recomeço, que custeia o tratamento dessas pessoas nas clínicas particulares. A família do dependente, depois de provar que não tem condições de custear por conta própria, recebe o cartão, que é usado apenas para pagar as despesas com o tratamento que a clínica aplicar ao dependente. Existe um limite para essas despesas? Sim, o valor limite é de R$ 1.350,00 mensais. A família recebe algum valor em dinheiro desse total? Nem um centavo, nem vai existir dinheiro físico nessa transação entre família/clínica/Governo.  Além de custear as despesas com a clínica, o cartão serve para que o Governo do Estado tenha o controle da frequência do dependente, para que se tenha a certeza de que ele está frequentando a clínica e está realmente recebendo o tratamento prometido. O benefício é dado por até seis meses em 11 cidades do interior de São Paulo. Não tem na capital? Não, porque o Governo levantou a quantidade de vagas da capital e viu que são suficientes, já que existem aqui os Cratods e uma parceria do governo com a Missão Belém. 

Então vamos confrontar a realidade com as críticas feitas na internet. Pelo que vem sendo falado, alguém criou uma "bolsa-crack", uma ajuda em dinheiro para a família do dependente, que pode usar como quiser, até mesmo para comprar drogas, se for o caso. A realidade é outra: o Governo vai custear o tratamento de dependentes em clínicas particulares. 

Alguns vão dizer: mas com isso o Governo está assumindo que fracassou na política de recuperação de dependentes químicos. Vamos combinar uma coisa: o que está em discussão não é se alguém fracassou ou não em alguma política de prevenção, se as drogas devem ser liberadas ou não, se a Marcha da Maconha é legítima ou não. O que está em discussão nesse momento é que existem pessoas, seres humanos, se degradando nas ruas. Depois a gente debate políticas públicas, se a maconha é mais leve que o álcool e blá blá blá. Primeiro vamos tentar ajudar a sair do vício quem quer ser ajudado, beleza?

Ficou claro? Vocês prometem que vão pensar duas vezes antes de comparar o projeto do Governo de São Paulo às famigeradas bolsas lulistas? Até porque se você chegou até o final desse post, com certeza você é uma pessoa esclarecida o suficiente para se informar antes de sair repetindo críticas vazias de tirinhas mal desenhadas espalhadas no Facebook pelos órfãos do Orkut.

É isso. Espero ter ajudado. 

Pode ser Pepsi, pastor Marcos?


Enfim prenderam o pastor Marcos Pereira. Mas não pelo crime que ele e vários outros pastores cometem: a exploração da boa fé com base nas promessas de curas e boa vida atreladas à filiação a uma determinada igreja e à contribuição em dinheiro de determinados valores. Desse crime ele e os demais ainda podem ficar tranquilos. Mas ele foi preso por outros, tão crueis quanto o primeiro: estupro, homicídio, lavagem de dinheiro e por aí vai. 

Só agora, que ele veio à tona novamente, vieram prestar atenção na igreja dele, uma tal de Assembleia de Deus dos Últimos Dias - minha oração é para que sejam os Últimos Dias desse bandido como pastor. E parece que se surpreenderam com algumas "proibições" da tal igreja dele: lá os membros são proibidos de usar qualquer roupa com as cores vermelha ou preta. As mulheres são proibidas de usarem vestidos que marquem a cintura - só podem usar túnicas. Se não me engano também são proibidas de ver TV e - pasmem - são proibidos de tomar Coca Cola. Não resisto perguntar: pode ser Pepsi?

Mas o fato é que essa igreja dele não é a única a impor essa série de restrições aos seus membros. Eu cresci num ambiente rodeado de proibições, desde ver TV até praticar qualquer esporte, tudo sob a alegação de estar vinculado ao diabo e afastar de Deus. Ler livros que não fossem escritos por evangélicos, ouvir música não evangélica, usar bermuda, usar camiseta regata, mulheres não podem usar qualquer tipo de maquiagem nem calça - apenas saia, ter amigos não evangélicos ou mesmo evangélicos que não fossem da mesma igreja que a minha (essa mesma regra se aplicava ao namoro), dançar festa junina, cumprimentar uma mulher segurando a mão dela - com beijo então era impensável, entre outras coisas, estão na lista das proibições a que fui exposto durante toda minha infância e adolescência. A Igreja? Assembleia de Deus, que hoje já não é tão xiita como antes. Mas ainda há algumas igrejas que continuam com esse mesmo discurso (pergunte a qualquer evangélico sobre a Igreja Deus é Amor, do Missionário David Miranda, também acusado de diversos crimes). Essas proibições são conhecidas como os "usos e costumes", um nome bonito e cheio de pieguice para mascarar a tendência islâmico-cristã de dominação total que a igreja tenta exercer sobre a vida privada das pessoas. 

E o pior é saber que há - muita - gente que acredita cegamente nessas proibições. Essas regras exercem um poder devastador de alienação social sobre essas pessoas, que não se veem com a menor capacidade de questionar as regras da liderança - qual evangélico nunca ouviu um pastor dizendo que "a dúvida não vem de Deus, mas do diabo?". O próprio fato de proibir qualquer contato com formas de pensamento diferente - a TV, pessoas de outra religião, é uma forma de isolar essas pessoas do mundo, para que elas não tenham com o que comparar a fé que professam e possam repetir o mesmo discurso vociferado pelos líderes nos microfones de templos Brasil afora. 

Já disse outras vezes e repito: todo mundo tem o direito de professar a fé que quiser. Mas em qualquer fé que você siga existem algumas coisas a serem observadas. Uma delas é sua capacidade de questionar. Sua religião coíbe sua capacidade de questionar? Pensa seriamente se vale a pena continuar nela. 

Eu pensei, e saí enquanto era tempo. 

"Cinquenta Tons de Cinza" e a demanda sexual reprimida



Que a trilogia erótica Cinquenta Tons de Cinza é um sucesso é até desnecessário falar. Basta sair na rua em SP para cruzar com alguém lendo avidamente um dos livros nos ônibus, metrô, filas e etc. E é fato também que a trilogia não é nenhuma novidade no campo da literatura erótica. Há outros vários livros, alguns de excelente qualidade, outros nem tanto, que abordam a sexualidade com a mesma naturalidade da sra. E. L. James, haja vista o excelente romance Lolita, do russo Vladimir Nobokov, publicado em 1955, que consta a história de um homem de meia idade que se apaixona pela enteada de 12 anos. Sim, 12 anos. Sim, a pedofilia é um tema presente no livro. Sim, o livro gerou muita repercussão quando foi lançado, e o sucesso de vendas correspondeu à altura da repercussão e das críticas. Ou seja, não há nada novo em se ver livros que abordam o sexo de maneira aberta. 

O curioso de Cinquenta Tons de Cinza é o público que vem conquistando, predominantemente feminino (a própria autora, numa entrevista à Globo News, disse que não escreveu o livro para homens, e não consegue entender o que leva os homens a lerem seus livros). Está claro que, mais do que uma demanda por uma literatura contemporânea que aborde o erotismo, a trilogia revela uma sexualidade reprimida nas mulheres,  um desejo de liberdade sexual e realização de fantasias eróticas que encontra afinidade na história do casal Christian Grey e Anastasia Steele, adeptos do sexo sem qualquer limites. Apesar da revolução sexual dos anos 60 e da extrema liberdade de comportamento dos dias atuais, o tabu ainda tem uma força enorme no sexo e parece que agora são as mulheres quem estão tentando trazer o tema para o debate, livre das opiniões e imposições sobre o que é certo e errado no sexo da visão predominante no Brasil, um país declaradamente machista. Parece que as mulheres, diferente do que se pensa, tem sim muita vontade de inovar e renovar sua vida sexual, mas ainda encontram forte resistência do lado masculino, daí a afinidade com o livro. 

Não, não li o livro e não tenho curiosidade em ler, mas é interessante o movimento que a trilogia está provocando. Como tenho dito algumas vezes, o Brasil atual está numa fase de transição, uma mudança radical de comportamento da sociedade que engloba vários aspectos. Pelo jeito o sexo está incluso nessa mudança. Isso é bom. Bom para acabar com a hipocrisia do puritanismo - quase sempre religioso - que ainda toma conta da cabeça do brasileiro e dar liberdade para cada um para agir conforme considere adequado. Aqui no Blog Novas Ideias mesmo já há uma iniciativa para confrontar o puritanismo brasileiro: a seção BloGirl, que trás todo mês um ensaio sensual exaltando mais que a beleza: a delicadeza feminina, expressa em cada detalhe do corpo. 

Se for para gerar debate e propiciar mudanças positivas, que venham mais tons de cinza na literatura. 

Deus ama os gays?



Houve uma época em que o deus cristão não gostava de mulheres. Exceto a Virgem Maria, elas eram seres inferiores que não mereciam atenção, criadas por um deus masculino para serem recipiente de fetos e objeto para satisfação sexual dos homens, sua criação preferida. Mulheres eram o "sexo frágil" que para nada serviam sem a companhia de um homem. Daí a cobrança da sociedade para que todas as mulheres fossem casadas: mulheres para nada servem se não tiverem um homem à sua frente. Mulheres não podiam ocupar cargos importantes na sociedade nem ter qualquer destaque. Aí inventaram a tal da democracia, umas mulheres lá não sei onde queimaram uns sutiãs, outras colocaram fogo num galpão em algum lugar no mundo e os homens reconheceram que todos, inclusive mulheres, devem ter direitos iguais. O deus cristão foi obrigado a concordar e hoje em dia até tem "servas", "pastoras" e etc.

Num outro momento da história o deus cristão não gostava de negros. Eles deviam ser usados apenas para servir como escravos aos brancos, sua criação preferida. Negros eram criaturas amaldiçoadas pelo deus cristão desde Caim. Isso explicava a miséria da África: punição divina a uma raça inferior. Essa foi a crença que apoiou o apartheid nos EUA, África do Sul e outros países. Além do mais as religiões de "magia negra" foram criadas pelos negros. Isso só piorava a situação deles diante do deus cristão, que já não gostava nem um pouco da cor de pele escura. Aí os negros resolveram protestar contra sua servidão e os brancos inventaram essa tal de libertação dos escravos e direitos iguais aos negros. Aí o deus cristão foi obrigado a gostar de negros. Hoje em dia tem "servos" negros, pastores negros e veja só: seu povo preferido, o americano, é governado por um negro.

Atualmente o deus cristão ainda não gosta de homossexuais. Eles não valem nada para o deus cristão, tanto que seus filhos, até os negros e mulheres que outrora ele também odiava, o ajudam agora a repelir qualquer manifestação homoafetiva, ou apenas a simples defesa dos direitos iguais a todos. Isso inclui retaliar qualquer pessoa que se posicione a favor da liberdade individual e da diversidade, como aconteceu com Ricardo Gondim @gondimricardo, da Igreja Betesda de São Paulo, que se declarou numa entrevista a favor dos direitos iguais de todos, inclusive homossexuais, e virou bode expiatório. Foi convidado a abandonar sua coluna mensal numa revista evangélica onde escrevia há mais de 20 anos, e vem sofrendo retaliações e ofensas diariamente de anônimos covardes na internet, que passam o dia a policiar tudo o que é contrário a sua opinião engessada. E não só ele: qualquer pessoa que defenda a liberdade vira automaticamente alvo de críticas. Mas isso deve ser passageiro. Assim como o deus cristão passou a gostar de mulheres e negros, é provável que daqui a uns anos ele passe a gostar de gays e lésbicas, também.

Viu como é fácil manipular Deus? Os fanáticos religiosos creem numa coisa, aí a sociedade muda a forma de pensar e eles são obrigados a mudar o deus em quem acreditavam, isso porque acham que Deus é da forma como eles o veem. Criam para si uma imagem divina de acordo com sua conveniência e a pregam por aí como sendo "o único e verdadeiro deus".

O Deus (com D maíusculo) em quem eu acredito é diferente do deus cristão: ama a todos independente do estilo de vida.

PS: não, não sou gay, não tenho parentes gays (que eu saiba) e não tenho o menor interesse na homossexualidade. Sou apenas um defensor dos direitos de todas as pessoas independente do que elas fazem na cama.

Namorar e casar. Com quem?



Relacionar-se com alguém talvez seja uma das coisas mais complicadas que o ser humano faz. Escolher alguém para passar o resto da vida - ou o máximo de tempo possível - é uma missão difícil, e como qualquer escolha humana está passível de erros. Mas e quando essa escolha, que já é difícil, vem carregada de um fardo religioso, que impõe conceitos e valores duvidosos em nome da "moral", ou da "religiosidade"? E quando alguns dizem que seu casamento foi "escolhido por deus"? Qual o envolvimento que a religião deve ter no relacionamento?

Veja um vídeo do programa Intuições, da TV Betesda, que trata exatamente desse tema: a religião e os relacionamentos. Qual é, e qual deve ser a parcela de religião que temos de levar em conta na hora de escolher alguém?

Veja:


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Strippers Virtuais: que coisa é essa?


Publicado no Insoonia

Ja viram aquele ditado “quem não tem cão caça como gato”?. Pois é, quando o assunto é vida sexual o gato quase sempre é a internet. E haja opção na internet para que não tem parceira e não tem a menor perspectiva de encontrar uma num tempo razoável! O que mais tem são sites, vídeos, fotos com o objetivo de satisfazer o tesão de gente que esta subindo pelas paredes e só vê os próprios lençois quando olha para a cama.

Uma forma curiosa de saciar esse tesão são as strippers virtuais, que estão pipocando pela web. Geralmente são moças bonitas, com corpo perfeito e que cobram um valor não muito alto para se exibir pela webcam do “cliente”. Além da exibição simples, algumas prometem satisfazer fetiches dos internautas, com fantasias e tudo mais! Tudo isso pela bendita janelinha do Messenger. Será que algum dia a Microsoft pensou que uma de suas maiores invenções seria utilizada para aliviar a fome de sexo mundo afora?

Sofia sabe bem o que é isso. Há 1 ano e meio ela se exibe diariamente pela internet como a “Sofia Stripper”, com shows curtos, pagos antecipadamente. Apesar dos shows virtuais ela tem sua profissão normal. “Eu levo mais como uma brincadeira lucrativa. Adoro chegar em casa depois de um dia de trabalho, abrir o MSN e ter sempre alguém me esperando pra brincar e ainda pagar pela brincadeira”, diz ela. Mas sabe de outras garotas que vivem apenas das exibições. “Conheço meninas que assumem isso como trabalho, mesmo, e faturam altíssimo!”. E os amigos, família, sabe do que ela faz pela internet? “Ninguém sabe”, diz ela.

O que eu penso sobre isso? Não condeno nada; quem me lê aqui há algum tempo sabe que tenho a cabeça bem aberta sobre essas coisas. Penso que desde um momento em que a moça que faz exibições pela internet tem a consciência do que está fazendo e está ganhando seu dinheiro honestamente não há o porque ser recriminada. O cuidado deve ser de quem contrata o show. Primeiro: tenha certeza de que do outro lado da tela há realmente uma pessoa que vai fazer o tal “show” antes de pagar. Segundo: não tem bunda rebolando pela internet que substitua o contato físico; o show virtual deve ser apenas uma brincadeira, um complemento à vida sexual. Sabendo conciliar o real e o virtual, faça bom proveito!

E viva à internet! rs

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