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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

Jair, cala a boca!


Nunca fui de entrar na pilha dessas discussões em torno do Jair Bolsonaro, deputado federal pelo PP-RJ. Sempre o achei apenas um político fraco e inseguro quanto a própria personalidade, que precisa esbravejar pra ter certeza se realmente acredita no que diz. E sempre pensei que todo o barulho criado em torno dele era exatamente o que ele queria desde sempre. Não é à toa que foi reeleito como o deputado federal mais votado do Rio. Ao fazerem dele conhecido, ele conseguiu alcançar mais pessoas que pensam como ele mas sequer sabiam que ele existia. 

Também nunca me interessei pelos debates em torno dele até porque sei da dificuldade que a esquerda brasileira tem em lidar com opiniões contrárias. Qualquer um que pense diferente deve “calar a boca” ou ser “extirpado”, como disse nosso ainda bem ex-presidente Lulla. E para mim, independentemente de ter opiniões absurdas e viver de criar tumulto em cima da homossexualidade, Bolsonaro precisava do seu direito de dizer o que pensa. É ainda melhor sabermos o que pessoas como ele pensam do que nos enganarmos com hipócritas que dizem apoiar o que não apoiam e acreditar no que não acreditam. 

Mas sinceramente, tá ficando difícil não se manifestar sobre o Bolsonaro. A cada dia ele parece testar mais os limites entre sua opinião própria e o respeito pelo outro. A situação da vez foi o tal discurso em que disse à deputada Maria do Rosário, do PT-RS, que “só não a estupraria” porque ela “não merece”. Algo como se ela fosse tão feia que nem para estupro a iriam querer, uma piada de muito mau gosto à lá Danilo Gentili. 

Tá, eu sei, no contexto da discussão ele foi chamado de estuprador pela deputada, que já é habituada a discursos inflamados e falas levianas. Mas nada, exatamente nada dá motivos para ele usar uma expressão baixa e machista como essa. Sim, machista, porque ao insinuar que ela não seria estuprada por ser feia ele diz que o estupro pode ser explicado quando a mulher é bonita. Isso, em meio a discussões acaloradas sobre o machismo no Brasil, não pega nada bem, deputado. 

Agora o novo barulho é sobre a cassação do mandato do Bolsonaro. E olha, se fosse pra cassar todo mundo que faz bobagem ali dentro talvez não sobrariam 100 dos 524 parlamentares. Mas não dá pra ser conivente com um pensamento retrógrado como o dele. Bolsonaro, fica difícil sequer tentar entender sua cabeça, quanto mais te defender. 

Cala a boca, por favor!

"Marina no Poder", por @AlvimDias



Irmãos do Blog Novas Ideias, regozijai-vos, pois estou de volta! 

Sou o Alvim Dias, ex-colaborador deste santo espaço virtual, que tive a honra de receber o convite de Wesley Talaveira para anunciar-lhes o final dos tempos. 

Eutradammus disse "a 5 de outubro chegarás, de 1 de janeiro de 2015 não passarás, caso a rainha de coques vos domine". Estamos envoltos das eleições e alguns cenários estão aí dispostos. Temos azuis, vermelhos, verdes... E eis que surgiu também Marina Silva, almejando acabar com a nossa nação, após ter derrubado um avião somente com orações oportunistas e gananciosas, que acabou vitimando Eduardo Campos. 

Vocês não leram errado, irmãos. Marina Silva irá acabar com o nosso país. Vejam algumas das atrocidades que ela fará, caso eleita: 

- acabará com o Bolsa Família; 
- acabará com o PRONATEC; 
- acabará com os médicos do país; 
- colocará açúcar no pré-sal; 
- queimará na fogueira todos os ateus; 
- isentará de impostos os fabricantes de saias jeans longas; 
- tornará o Brasil um país declaradamente assembleiano; 
- implantará a obrigatoriedade da troca de "bom dia", "boa tarde" e "boa noite" pela expressão "A Paz do Senhor"; 
- implantará o "Gazofilácio Amro Bank", afim de recolher todos os impostos; 
- entregará o poder e a autonomia aos banqueiros que se declararem (e comprovarem ser) dizimistas fiéis; 
- obrigará pessoas como Amim Kader, Bruno Astuto, Ramiro Camino, Jean Willis e André Santos a passarem pela "sessão de desacarrego" mensalmente; 
- substituirá a moeda do país por cacau; 
- acabará com o que hoje conhecemos por "carnaval" e implantará o "Carnaval Pentecostal", ao som de muitos "Retetés" e banhos de óleo ungido; 
- nomeará Silas Malafaia e a Bispa Sônia para a bancada do Jornal Nacional; 
- pro lugar de Danilo Gentili, Jô Soares e Rafinha Bastos, nomeará respectivamente: Pastor Claudio Duarte, Missionário R.R. Soares e Apóstolo Valdemiro Santiago; 
- irá transferir o poder da cidade de Brasília, para o Templo de Salomão em São Paulo; 
- e pasmem: substituirá o blogueiro Wesley Talaveira pelo Sumo Sacerdote Edir Macedo! 

(Gostaria de agradecer aos representantes das campanhas de Dilma Roussef e Aécio Neves pelas informações.) 

É um completo absurdo o que esta senhora, caso eleita, poderá fazer pela nossa nação. Depois destas informações estou me preparando para mudar de país. Irei para Cuba ou Venezuela, onde o clima é mais ameno e democrático. 

E para demonstrar ainda mais a falsidade dessa mulher chamada Marina Silva, ela diz ter nascido no Acre. Como pode isso, se todos já sabem e também estudos comprovam que o Acre não existe? 

Já imaginou o que será ter uma evangélica no poder? Não caiam nessa furada. Abram os olhos meu caros leitores. Pelo amor de Deus, não deixem que isto aconteça! Nordestinos, contamos com vocês para nos salvarem deste destino cruel. Não nos abandonem! 

Por hoje é só. 

(Espero que este post vá ao ar antes que Marina Silva acabe também com a Internet.) 

Inté, Zé's! 

Alvim Dias facebook/alvimdias  

@alvimdias 

Publicitário e Evangélico

Protestar é um direito. Xingar, não



A Copa do mundo é o assunto do momento, não tem jeito. Para os que gostam de futebol, o assunto são os jogos, o desempenho das seleções e etc. Pra quem não gosta, o assunto são as vaias que a Presidente Dilma tem recebido em vários jogos, mesmo ausente em todos eles, vaias essas que tem tomado proporções maiores que o esperado. Pessoas gritam ofensas à presidente, que tem reagido com o famoso "nós X eles", jogando a culpa numa classe média que o partido dela se gaba há 12 anos de ter ajudado a aumentar.

Quem lê o blog já sabe da minha posição sobre o atual governo e tudo o que o envolve. Muitos perguntaram no Facebook minha opinião sobre as vaias. Pra quem acha que eu engrosso o coro dos que mandam a Dilma ir tomar no c*, desculpe desapontá-los!

Tenho lido ultimamente bastante sobre o pensamento conservador, posições de vários conservadores ao redor do mundo e sua influência na política e na sociedade (sim, me identifico com o conservadorismo, e antes de jogar pedras, entenda a diferença entre ser conservador e reacionário. Não sabe qual é? Procure saber e não fale bobagem). E um dos pilares do pensamento conservador é o respeito às instituições. Uma sociedade que não luta para manter suas Instituições estabelecidas caminha pra a barbárie. Defendo a Polícia (o que não significa que apoio os atos truculentos de alguns policiais), os Bombeiros e outras. Todos dependemos de uma ou mais instituições, e o respeito a elas é o mínimo que se pode exigir. 

Dona Dilma Rousseff é a presidente do Brasil. Ela é uma instituição estabelecida. Pelo menos até 31 de dezembro desse ano - e prometo torcer e trabalhar para que não passe dessa data - ela é a presidente. Mal e porcamente, mas é. Não tomou o poder de ninguém para chegar ao poder. Ela foi eleita democraticamente. E como presidente, eleita pelo voto popular, ela merece respeito. Mandar a presidente do país ir "tomar no c*" é achincalhar uma instituição importante para o país. Além do que, gritar xingamentos contra a presidente vai resolver o que? Vai fazê-la mudar de opinião, rever sua forma de trabalhar? Não, e ela já tem demonstrado isso. Então não seria o caso de rever a forma de se protestar?

Ela não corresponde ao cargo, não atua conforme se espera de um presidente? Age de forma duvidosa diante de situações complicadas? Ajuda a alimentar o fisiologismo que se espalhou como câncer no sistema político brasileiro? Temos sim, o direito e o dever de protestar, de cobrar, de questionar, de querer saber como ela age, como pensa e o que pretende. Mas cobrar é uma coisa, faltar com o respeito é outra. 

Falta educação no país? Sim, falta, mas termos uma educação de má qualidade é uma coisa, ser mal educado é outra. O que se viu na abertura da Copa e em outros jogos foi um desrespeito à uma chefe de Estado, a chefe de Estado do país onde nasci e onde moro, e onde provavelmente irei passar boa parte da minha vida - se não o resto dela. Não sou petista, nunca fui e se o PT continuar como vai nunca serei. Nunca votei no PT, não voto e não pretendo votar. Sou sim oposição ao PT em quase tudo o que o partido diz e acredita, mas ser oposição não me torna um bronco que se sente no direito de gritar xingamentos gratuitos sem qualquer fundamento. E aqui pego gancho para o texto que escrevi semana passada: até entenderia esses gritos num evento interno, numa inauguração de obra inacabada - a especialidade do PT - ou num discurso cheio de palavras desconexas e vazias como a Dilma adora fazer, mas pra que gritar ofensas contra a presidente na abertura de uma Copa do Mundo, com mais de 3 bilhões de pessoas nos acompanhando? Pra que expor ao mundo problemas que são nossos? 

Já disse outras vezes e repito: o melhor lugar de protestar é na urna. Não está contente com o trabalho da presidente? Não a reeleja. É simples. A ignore nas urnas nesse ano. Tem mais candidatos - não muito melhores, mas enfim - para se escolher. Protestar é um direito. Faltar com o respeito é coisa de mal educado, e educação vem de casa. 

Mais amor - e respeito - por favor! 

Direita X Esquerda e a nova massa de "politizados" brasileiros

Fonte: Humor Político 

Estamos em meio à memória de 50 anos da Ditadura Militar, que governou o Brasil por 21 anos com mão de ferro. Então é mais do que normal que sentimentos da época voltem à tona, ainda mais com a TV explorando o tempo todo o período da Ditadura como um tempo sanguinário em que coitados inocentes cheios de boa intenção sofreram nas mãos de carrascos crueis. Sim, a parte dos carrascos crueis é verdade e é verdade também que muita gente torturada não tinha o menor envolvimento com política. Porém, como em qualquer outra área, o exagero é sempre um erro que nos leva para a ponta de um ponto de vista, sem observar o outro lado. 

É o que temos visto atualmente no Brasil. A nova modinha entre os internautas brasileiros é se posicionar como "esquerda ou direita". Termos como "nazistas", "fascistas", "nazi-facistas", "burgueses", "bolcheviques" e outros são repetidos aos milhões em coro todos os dias nas redes sociais por gente que sequer sabem o significado dessas palavras acima, e que nunca leram nada sobre o Nazismo. Repetem porque ouviram alguém aparentemente inteligente falando. É o famoso comportamento de boiada, agora repaginado: se um critica a Sheherazade, todo mundo vai atrás - até o Boechat, quem diria! Se um critica a Copa, todo mundo também critica. Se um diz que o PT é culpado de tudo, todo mundo joga a culpa no PT. Se um diz que tucano é de direita, todo mundo chama tucano de direitista. Se a "TV Revolta" publicou um vídeo legalzinho no Youtube mostrando "o que os políticos não querem deixar você saber", todo mundo repassa em suas redes sociais como se aquilo fosse a verdade suprema, claro que sem buscar saber se o conteúdo é verdadeiro ou não. "Ah, deve ser verdade, porque parece verdade, então eu acredito que é verdade e digo a todos que isso é verdade porque a TV Revolta disse que é verdade". É a versão política do pezinho de carambola do Chaves. E assim montamos nossa consciência política, baseada em reportagens da revista Veja ou em "matérias" do CQC com políticos em Brasilia, e em vídeos ou imagens cheias de conteúdo raivoso publicadas no Facebook e compartilhadas por milhões de "engajados". Sim, essa é a nova massa dos politizados brasileiros. Gente que nunca estudou qualquer coisa sobre política, sobre a história da política no mundo, sobre os conceitos de Direita e Esquerda, que nunca buscou saber as diferenças entre o liberalismo e o socialismo - aliás, gente que sequer sabe o que é liberalismo, nunca leu sobre as democracias ao redor do mundo, nunca leu sobre as ditaduras comunistas, sobre a força da religião sobre o pensamento político ao redor do mundo, sobre a Guerra Fria (o melhor exemplo de guerra ideológica política levada às últimas consequências). Gente que sabe sobre política o mesmo que sabe sobre a vida sexual dos ursos pandas do Ártico, mas gosta de chamar a Sheherazade de "fascista" ou a Globo de "vênus platinada" pra posar na internet como "politizado". Podemos dizer que os novos politizados da internet brasileira são como os que se declaram fãs da Clarice Lispector, mesmo sem nunca ter lido nenhum dos livros dela. 

Isso pode ser bom? Sim, se servir como motivação para despertar nos jovens brasileiros a curiosidade e o interesse pela política. A partir do momento em que os jovens desejam o engajamento,desejam se envolver com alguma coisa que faça realmente alguma diferença, consequentemente começam a pesquisar mais sobre o assunto. Desde que pesquisem todos os lados da história com a cabeça aberta, livre de preconceitos e estereótipos formados pelas redes sociais, e só formem opinião depois de conhecer a fundo o que cada lado diz, isso é sim, muito positivo.

Mas há um lado perigoso nisso. A falta de informação e de conhecimento base pode nos levar a erros imbecis, como os que pedem a volta da Ditadura, sob o argumento de que "no tempo dos Militares não tinha corrupção", ou os que vivem de elogiar as "democracias" cubana e venezuelana. Os que vivem de afanar países socialistas se esquecem que algumas das maiores ditaduras do mundo foram de esquerda, como a URSS e seu bloco gigantesco que levou metade da Europa ao fracasso econômico, fracasso esse até hoje ainda não recuperado por vários países como Ucrânia, Sérvia e Bósnia (Sarajevo ainda hoje é uma cidade que tenta se reconstruir depois do desastre da URSS).

Não, não há espaço no mundo atual pra divisões bobas entre Esquerda e Direita. A Esquerda já não é mais tão esquerda, pelo menos a Esquerda comprometida com sua ideologia, que reconhece que vários conceitos marxistas só dão certo no papel, e a Direita já não é mais tão direita - a crise econômica dos últimos anos e os extremismos direitistas europeus são prova disso.

Alguns conceitos da Direita e Esquerda ainda permanecem presentes ativamente em nosso dia a dia, e quem se envolve um pouco mais com o assunto percebe isso, mas dividir o mundo entre "nós" contra "eles" é uma forma pequena e até mesmo perigosa de ver o mundo. Quando fechamos as pessoas em rótulos corremos o risco de taxar como inimigos os que pensam diferente, e por vezes nos pegamos falando asneiras como "extirpar" o outro, coo se disse há uns anos atrás.

Maturidade política é ter sua própria ideologia, mas estar ciente que algo em suas convicções pode sim, estar errado, e que pode sim haver coisas boas no pensamento do outro. Antagonismos sim, rivalidades e guerras, não, Por favor!

O "Padrão Dilma"

Fonte: Rede 45

Análise do Instituto Teotônio Vilela


A Copa do Mundo está logo ali na esquina, mas o Brasil está a milhas de distância do país que emergiria do torneio, como, durante anos, prometeu o discurso oficial. A preparação para o campeonato legará poucos benefícios duradouros à população. E o pouco que foi feito exibe um padrão de qualidade muito abaixo da crítica. 

As decepções começam logo na porta de entrada do país. Com honrosas exceções, os aeroportos continuam tão ruins quanto sempre foram. O cenário é quase de terra arrasada, como descreve a Folha de S. Paulo em sua edição de hoje. Não parecemos um país às vésperas de uma grande festa, mas sim um país depois da guerra. 

Das 12 cidades sedes, 11 têm aeroportos com falhas, obras inacabadas, muita sujeira e, sobretudo, desorganização. Que cartão postal! Tem até obra que começou e foi abandonada pelo caminho, por absoluta inépcia dos realizadores, como é o caso do aeroporto de Fortaleza, substituído por um puxadinho.

Levantamento mais amplo, divulgado há três semanas, mostrou que apenas 41% das 167 obras previstas para a Copa, conforme a chamada matriz de responsabilidade, estavam prontas. O número mais atualizado dá conta de que o percentual subiu para 50%. Ou seja, sete anos depois de escolhido sede do torneio, o Brasil do PT só fez metade do que deveria. Quanta competência! 

Não é apenas nas obras relacionadas ao campeonato de futebol que este padrão lambão de fazer as coisas transparece. Ele está presente também na gestão cotidiana do governo, no comando das empresas públicas, no descompromisso com a boa aplicação do dinheiro dos contribuintes, na forma errática de conduzir a economia. Dá para sintetizar numa expressão: é o padrão Dilma de governar. 

Neste padrão, promessas só servem para não serem cumpridas e, um pouco mais à frente, serem oportunisticamente recicladas. É o que acontece com as sucessivas fases de programas como o PAC, o Minha Casa, Minha Vida, o Ciência sem Fronteiras e o Pronatec – todas anunciadas ou por serem anunciadas muito antes de as metas originais terem sido atingidas, quando o são. 

O padrão Dilma envolve não apenas inapetência, mas também o gosto pelo engodo. Tome-se o PAC. Sua segunda versão, lançada no início de 2010, serviu para reembrulhar o muito que a primeira, datada de 2007, não entregara. O expediente, claro, foi insuficiente para transformar saliva e discurseira em realizações de verdade. 

Das 49.905 obras do PAC 2, apenas 12% foram concluídas nos três primeiros anos de governo Dilma. Pior: mais da metade das obras (53%) sequer foram iniciadas, de acordo com levantamento divulgado em abril pela revista Veja, com base em dados da ONG Contas Abertas. A presidente, contudo, prepara-se para anunciar a terceira fase do programa… 

Este padrão chumbrega também está na gestão de empresa como a Petrobras, onde investimentos bilionários, como os da Abreu e Lima, em Pernambuco, são feitos nas coxas, na base da “conta de padeiro”, no dizer de seu mais notório dirigente: o hoje presidiário Paulo Roberto Costa. Não espanta que a refinaria – decidida à época em que Dilma presidia o conselho de administração da estatal – tenha se tornado a mais cara já feita em todo o mundo. 

O retrocesso que o país experimenta nos anos recentes, com crescimento anêmico e inflação renitente, é produto direto deste método medíocre de gestão. O Brasil foi posto na mão de aprendizes de feiticeiro que transformaram a nação num laboratório e num mero detalhe de seu projeto de poder eterno. Com o padrão Dilma de governar, fomos para o buraco. De lá, temos que sair rápido, antes que afundemos irremediavelmente.

A censura como caminho mais fácil


O que fazer quando alguém fala algo que te incomoda? Discutir, ouvir o que o outro diz e tentar responder, argumentar, mostrar fatos e, se o outro estiver certo, aceitar e tentar corrigir? Não no Brasil. É, aqui resolvemos as coisas de um jeito mais fácil: fazer o outro calar a boca. Simples!

E quando o assunto é fazer calar a boca temos especialistas poderosos. Um deles é o nosso Governo, que tem sérios problemas com opiniões contrárias. Quando alguém fala algo que não o agrada, o Governo Brasileiro simplesmente tenta fazer seu oponente calar a boca ou tenta "extirpa-lo", né Lula? Seja quem for. Se for a imprensa, o governo cria um pacote de projetos falaciosos com o objetivo de controlar o que a imprensa diz. Se for um partido de oposição, tenta desacreditá-lo. Se for um jornalista ou emissora específicos, o jeito é fazer o coitado calar a boca, mesmo. 

E foi o que aconteceu com a jornalista Rachel Sheherazade (eta nome difícil de escrever!), que apresenta o tal SBT Brasil (alguém aí assiste?), no SBT. Com a desculpa de que a jornalista teria incentivado o ódio ao apoiar ações de "justiceiros" que agrediram e amarraram um bandido a um poste, nosso querido Governo pressionou por todos os lados: tentaram incriminar a jornalista, depois jogaram a bomba no colo da emissora. Uma comunista mal comida tentou propor que o Governo cortasse verbas publicitárias (e não há uma emissora nesse país que sobreviva sem verba publicitária do Governo) e teve gente falando em caçar a concessão do SBT. Sim, esse barulho todo por causa de um trombadinha amarrado num poste. Ou melhor, não foi só por isso. O trombadinha amarrado no poste foi um pretexto. A coisa é um pouquinho mais complicada.

Apesar de ser um fiasco total de audiência, o SBT Brasil era um dos únicos - ou o único - telejornal em TV aberta no Brasil que permitia aos seus apresentadores expor opiniões pessoais sobre qualquer assunto, até porque foi por causa de uma opinião pessoal que a Sheherazade (sim, de novo travei pra escrever esse nome) ganhou o sinal verde do dono da Jequiti e saiu de um jornal lá da Paraíba para apresentar o tal telejornal no SBT. E, ao longo de suas mil e uma noites a frente do jornal (piadinha batida essa, né?!) a Sheherazade havia se tornado a principal voz crítica ao Governo Federal e seus desmandos politiqueiros. Todas as noites ela não poupava críticas ao que não funcionava direito. Falava abertamente contra a tentativa petista de se apoderar da máquina pública para uso próprio, e não economizava nas palavras quando o assunto era expor o lado sujo e podre da política brasileira. Para quem não está contaminado pela imbecilização pseudo-esquerdista-lulista os comentários dela eram uma lufada de ar fresco numa imprensa medrosa, que evita ao máximo o confronto. Mas, como a gente sabe que administração Petista é igual Valesca Popozuda - bateu de frente é só tiro, porrada e bomba - era até de se esperar que essa liberdade dela durasse pouco tempo. E durou pouco, mesmo.

Eu disse que o SBT Brasil era um telejornal com liberdade de opinião, porque não é mais. Depois de tanta pressão vinda de Brasília, o SBT simplesmente resolveu dar uns dias de descanso pra... Pra apresentadora. Desisti de escrever o nome dela! Mas aconteceu que os dias de descanso acabaram. E aí, o que fazer? Ela tinha que voltar a trabalhar, e a petistada revolucionária de sofá estava atenta para ver qual seria o novo comentário da jornalista para prepara o novo ataque. Como fazer, Sílvio?

Bom, o SBT já tem um longo histórico de evitar qualquer crítica ao Governo e de puxar saco de presidente, seja ele quem for. E não, isso não é conversa de oposicionista. O próprio Avô do Tiago Abravanel disse numa entrevista à Folha em 1989 que era um "office boy de luxo" do Governo, que respeita o presidente "qualquer que seja o regime. Compreensível, se lembrarmos que a concessão da TVS foi um presente do Regime Militar como reconhecimento aos serviços prestados durante seu tempo de TV Globo, em que trabalhou duro no objetivo de ajudar a alienar o brasileiro, para que este não visse o que acontecia fora da janela de casa.  Foi nesse clima de amizade forçada com o Governo que o SBT levou ao ar a Semana do Presidente por cerca de 20 anos, um programa que tinha como objetivo bajular o presidente da República, fosse quem fosse.

Seguindo essa alinhamento ao Governo, o SBT decidiu mais uma vez seguir o caminho mais fácil e proibiu seus jornalistas de emitirem opinião. Esse alinhamento já estava claro com a demissão de José Nêumanne Pinto, outro crítico do Governo que foi tirado do ar. Com a Sheherazade (consegui!!!) a coisa não foi tão radical, mas tiraram dela seu maior atributo: suas opiniões fortes.

E assim caminha o Brasil, rumo ao fim da diversidade de opiniões. Pelo jeito que as coisas andam, não vai demorar muito para termos aqui uma democracia livre, aberta e acolhedora, mas só aos que defendem o Governo. 

Nós não tucano, nós de direita


Como bem disse Antônio Prata no artigo de seu blog, muitos pensaram que o conceito velho de direita e esquerda havia se acabado depois que o Muro de Berlim veio ao chão e seu entulho passou a ser vendido como souvenir. Parecia que a Colgate havia conseguido unir todo o mundo ocidental num único sorriso branco, longe de ideologias rotuladas. Mas eis que essa briga boba, essa picuinha surge novamente, e no Brasil principalmente depois que chegou ao poder um partido que se esforça para esgoelar ao mundo que é de "esquerda", mas que abandonou muito da ideologia esquerdista em nome da "governabilidade" (governabilidade, treinabilidade... Tite curtiu isso!). Para esse partido, qualquer um que critique qualquer coisa feita por qualquer membro de sua quadrilha agremiação é um "reacionário", "golpista", "conservador", "direitista", "tucano". Eu mesmo, aqui mesmo nesse blog, já fui chamado de "tucano enrustido" por um "militante" desse tal partido. O líder máximo desse partido e ex-presidente da República faz, há 10 anos, um esforço enorme para dividir o país entre "nós" e "eles", sendo o "nós", todos os que aceitam servilmente tudo o que o partido manda, e "eles" qualquer pessoa que se enquadre nos adjetivos acima. 

Preciso explicar que o "partido" que mencionei é o PT, e que o "líder" é o Lula?

Só o que eles, e principalmente o senhor Lulla, não conseguem entender é que o mundo não é dividido entre bem e mal, por mais que nossos pais e a escola tenham nos ensinado isso quando crianças. Não vivemos num mundo dividido entre "mocinhos" e "vilões". Nem as novelas tem mais essa concepção, é só olhar o Félix de "Amor a Vida". Vivemos num mundo plural, com opiniões abertas que contemplam sim a mudança de opinião e concordar com ambos os lados, quando isso for necessário. O conceito de esquerda e direita só fica bem na boca do PSTU, que em pleno século XXI ainda fala na "luta dos camponeses, das mulheres e dos negros contra o sistema dos patrões". 

Pior ainda é classificar qualquer pessoa que critique algum governo petista como "tucano". Sim, Aécio Neves deve adorar saber que o PT lhe entrega diariamente milhares de "seguidores". O PSDB não é um partido único, assim como o PT também não é. Aliás, se tem uma coisa que não existe dentro do PSDB é unidade. O partido mais parece um grupo de perus bêbados que batem cabeça sem saber para onde estão indo. Sinceramente, classificar quem critica o Governo Federal como "tucano" é desconhecer a própria política brasileira. 

Sim, é fato que todos os partidos políticos brasileiros (até perdi a conta, quantos são, mesmo?) poderiam ser divididos facilmente em três grupos: o PT e seus partidos satélite, o PC do B e o nascido já falido PROS, PSDB e seu satélite, o DEM (o DEM ainda existe? #duvida) e o PMDB e todas as outras agremiações (PDT, PSB, PPS, PR, PSD e por aí vai), sendo esse terceiro grupo aquele sem ideologia qualquer, que apoia quem estiver no governo. E outra coisa é fato: em todos esses partidos (até no PT, acredite!) há gente boa, comprometida com o bem público e coerente com sua missão política. Não, político não é tudo igual. Ou seja, dá pra dividir o país em esquerda e direita? Não, mas tem gente que tenta. 

O título do post é uma resposta ao post do Leonardo Sakamoto, que resumiu muito bem o outro lado da crítica: qualquer pessoa que se diga simpatizante da esquerda é tachado de petista. Até porque de esquerda o PT não tem mais praticamente nada. Aliás, tem sim: o lado ruim do esquerdismo, que vive de bajular falidas economias comunistas e de sonhar com uma "revolução bolivariana" no Brasil. E outro erro crasso é classificar o PSDB de "direitista". Primeiro porque a própria história da Social Democracia está ligada a conceitos esquerdistas. Segundo porque boa parte da galera dentro do PSDB sequer sabe qual ideologia segue. E reafirmo que tentar dividir o mundo entre esquerda e direita é burrice, porque nem a direita é tão direita como antes, nem a esquerda é tão esquerda como antes. 

Mas, só pra facilitar as coisas pra o Lula (e parece que interpretar textos não é lá sua maior habilidade), se ser de direita é ser oposição ao PT, então eu sou sim, de direita, mas não sou tucano. Admiro figuras políticas do PSDB, como o Serra e o FHC, mas não voto no Aécio de jeito nenhum e tem figuras dentro do PSDB em quem não votaria nem que fosse candidato único. 

Enfim, não sou destro nem canhoto, nem de direita nem de esquerda, nem religioso nem ateu, nem nerd nem descolado. Estou em cima do muro, um lugar confortável de onde posso ver os dois lados e pegar o que há de melhor em ambos para formar minha opinião. 

Vem pra cima do muro você também. Vem!

Mandela: um homem de quem o mundo não era digno


Algumas pessoas me cobraram esses dias algum texto, alguma reflexão sobre Nelson Mandela e sua importância para o mundo. Confesso que demorei pra concordar em escrever algo por um único motivo: é difícil encontrar palavras que o descrevam. 

Resolvi então fazer um post no estilo perguntas e respostas, que deu tão certo em posts anteriores. 

Quem foi Nelson Mandela?
Nelson Rohlilala Mandela foi líder estudantil, advogado e militante político sul africano contra o apartheid, regime social que separava brancos e negros na sociedade sul africana. Por conta de sua militância intensa, foi preso e, por 27 anos (sim, vinte e sete anos!) viveu numa cela sozinho 23 horas por dia. Foi solto por conta da pressão internacional. Toda a comunidade internacional aplicou sanções econômicas e políticas sobre a África do Sul, que não viu outra alternativa a não ser libertar Mandela. No ano seguinte, ele foi eleito presidente da república e pôs fim à separação entre negros e brancos.

Mas o que era esse tal Apartheid?
O Apartheid teve início como política de estado na África do Sul em 1948, com a eleição de Daniel Malan , clérigo da Igreja Holandesa, como presidente. Mas vale lembrar que ele não foi o primeiro na África do Sul a falar em segregação racial. Esse conceito de separação por raça já era presente na cultura sul africana desde o século XVII. O argumento principal para a oficialização da segregação era "proteger a raça branca que lutou pela construção do país". Em 1950 todo sul africano maior de 18 anos era obrigado a portar um documento onde constava sua raça, que era dividida em 4: brancos, negros, de cor (mestiços) e indianos. Daí em diante a segregação só tomou tamanho. O país passou a ser dividido em regiões exclusivas para negros e brancos. Negros foram forçados a saírem de suas casas e migrarem para regiões pobres, para darem lugar a brancos. Serviços básicos como saúde, educação, passaram a serem divididos de forma desigual para brancos e negros, sendo o pior atendimento sempre dado aos negros. Essa segregação racial durou até 1994. 

Mas ainda não dá pra entender: qual era o argumento usado pelo governo para separar brancos e negros?
Além do oficial, divulgado pelo governo em notas do Partido Nacional, que governou o país desde o início da segregação, há uma série de fatores que levaram ao apartheid. Um dos motivos era a forte influência europeia no país, mas o assunto é muito mais complexo que isso. Seriam necessários cursos intensos de História Geral para entender de fato o que se passou na África do Sul desde seu início até chegar ao Apartheid de 1948. Seria necessário inclusive ir à fundo para entender a forte presença branca na África do Sul, num continente predominantemente negro. Sim, a África do Sul é o único país da África com forte presença de brancos. Além disso, há todo um histórico de influência religiosa na África do Sul que levava à separação. O Apartheid instaurado em 1948 apenas oficializou o que já existia na prática. 

Tá, e onde entra Mandela nessa história?
Durante toda sua vida, Mandela foi militante contra a segregação, e por esse motivo foi preso pelo governo sul africano. Acontece que há essa altura ele já era bastante conhecido no país, e sua prisão gerou uma série de revoltas, que eram respondidas sempre de forma bastante violenta pelo governo branco sul africano. Mandela foi mantido preso em regime fechado e isolado por 27 anos, onde só tinha acesso a outras pessoas durante 1 hora por dia. Nas outras 23 horas vivia sozinho. Por conta da pressão internacional Mandela foi solto em 1990, e eleito presidente da África do Sul em 1994.

E depois que foi eleito o que ele fez com os brancos que o prenderam?
Aí é que está a beleza da personalidade de Mandela. Ele poderia ter se vingado, mandado seus algozes para a cadeia e levantado na África do Sul uma revolta vingativa dos negros contra os brancos, mas fez o contrário. Uniu o país (ou pelo menos tentou ao máximo) e deu condições iguais a todos, independente de sua cor. Isso está inclusive muito bem retratado no filme Invictus, dirigido por Clint Eastwood e protagonizado por Morgan Freeman. 

Então Mandela salvou o país?
Sim, no sentido de por fim ao regime de segregação racial. Mas a África do Sul é um país com graves problemas sociais, inclusive problemas básicos, como acesso a saúde, educação (realidade bem distante do nosso Brasil, né?). Além disso, só acabar com o regime de segregação não é o suficiente. É necessário um trabalho de conscientização que ainda vai levar anos, sem falar que a África do Sul ainda é um país muito desigual, onde boa parte da riqueza ainda está nas mãos da minoria branca. 

E o que ele fez depois que saiu do governo? Ficou curtindo a vida de boa, dando pitaco nos governos sucessores?
Não, Mandela continuou com sua militância, lutando para que a igualdade entre os sul africanos continue sendo construída. Em 2007 criou o grupo The Elders, que reúne ex-presidentes de vários países (inclusive o ex-presidente brasileiro FHC) com o objetivo de passar ao mundo experiências administrativas e debater problemas comuns em todo o mundo. 

Enfim, Mandela merece todas as homenagens que vem recebendo. Se ha algo que tenho de que me orgulhar, é o fato de ter sido contemporâneo de alguém como Nelson Mandela, um homem de quem o mundo pode se orgulhar. 

"Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, da sua origem ou da sua religião. Para odiar, é preciso aprender. E, se podem aprender a odiar, as pessoas também podem aprender a amar."
Mandela

Não defendam o indefensável!


Hoje li no Twitter uma frase escrita por uma pessoa que respeito e admiro, um militante histórico do comunismo desde os tempos da Ditadura: "respeito José Genoíno desde meus 12 anos, e sei que ele é um homem bom". 

Sim, é compreensível que simpatizantes e militantes históricos do PT tenham dificuldade em aceitar que seu partido virou um covil de aproveitadores do bem público, rapinadores da máquina estatal para o bem próprio e partidário. É compreensível que pessoas que dedicaram a vida ao PT e acreditaram piamente na pregação da ética e da mudança pelo socialismo que o partido pregava desde sua fundação tenham dificuldade em perceber que tudo isso era falácia, que a mensagem bonita de esperança do PT era vidro e se quebrou ao chegar no governo, em 2002. É de entender que essas pessoas, de boas intenções não aceitem essas coisas. Eu teria dificuldades em aceitar a realidade se algo em que acreditei a vida toda se revelasse ser pura balela. O choque de realidade gera reações diversas. Uns reconheceram o paquiderme em que o PT se transformou e pularam fora do barco enquanto era tempo. Mas nem todos conseguem reagir assim. É um direito, que deve ser respeitado. Mas por favor, se é difícil encarar a realidade, não a rejeitem com histórias criadas pela cúpula do petismo para defender o indefensável. 

Por favor, não acreditem que os mensaleiros são vítimas de uma "perseguição" criada pela mídia e pelo Judiciário, até porque é bem difícil acreditar num partido que se diz perseguido mesmo estando no poder há 10 anos e dono de toda a máquina pública federal. E entendam: colocar a culpa na Globo já virou clichê, resposta fácil para todos os problemas do Brasil. Não cola mais. Usar o argumento de que a Globo e a Folha apoiaram a ditadura também não cola, até porque o PP é descendente direto da ARENA e hoje faz parte da base de apoio do governo petista, e tem em Maluf, outro nome bem suspeito, seu maior apoiador. 

Por favor, não digam que o PT é vitima de perseguição dos tucanos. Qualquer pessoa nesse país sabe que o PSDB não tem força nem competência para perseguir ninguém. Se o PSDB não consegue se organizar nem internamente para escolher um candidato à presidência, vão ter criatividade para elaborar, com riqueza de detalhes, um esquema mentiroso para acusar o adversário? Por favor! O PSDB hoje não passa de um bando de perus bêbados que batem cabeça entre si em busca de algo que nem eles mesmos sabem o que é. 

Por favor, não digam que o mensalão não existiu e que os réus foram julgados sem provas. As movimentações milionárias dos petistas junto ao Banco Rural através das agências de propaganda de Valério, os empréstimos feitos pelo PT e assinados pelo mesmo Genoíno que muitos dizem ser um homem bom são prova cabal da existência de um esquema sórdido de compra de votos. 

Por favor, não entrem no trololó de quem cometeu a corrupção maior, se o PT ou o PSDB. Ficar disputando esquemas com os adversários e comparando o mensalão com o suposto esquema de compra de votos para a reeleição do FHC em 1998 só prova que o PT virou uma máquina corrupta, no estilo "se eles podem, nós também podemos". Tá, o PSDB comprou votos em 98? O PT foi eleito em 2002 exatamente para fazer diferente. Ah, e  também não vale tentar jogar o PSDB na lama com o tal denuncismo sobre o cartel do metrô, até porque quem fez a tal denúncia foi o ministro da Justiça - petista - José Eduardo Cardoso. Se o tal esquema existe desde os tempos do Covas, porque só vieram à tona agora, com a condenação dos mensaleiros? Seria um tipo de "carta na manga", algo como "se ferrarem a gente ferramos eles, também". Não é difícil de chegar a essa conclusão, é só pensar um pouquinho.

Por favor, não repitam que o Dirceu e o Genoíno são "presos políticos", porque isso já esta virando piada. Sério! Eles já foram presos políticos na Ditadura, e eles mesmos sabem a diferença de uma coisa e de outra. São ambientes políticos totalmente diferentes. Eles foram presos agora num estado democrático de direito, com instituições funcionando em sua plenitude, com todos os tipos de defesa possíveis e imagináveis utilizados à exaustão pelos seus advogados. Ah, e se eles fossem presos políticos de verdade, a presidente teria como intervir nisso. Por que a Dilma não fez nada?

Ah, e se é verdade que o Dirceu, o Delúbio e o Genoíno são inocentes, presos políticos, perseguidos pelo PIG e blá blá blá, por que os petistas só defendem esse trio? Não foram eles os únicos presos. Se eles foram presos injustamente, o Valério também foi. Se o Mensalão não existiu, Valério, Roberto Jefferson, Jacinto Lamas, Romeu Queirós, Kátia Rabello e os demais são todos inocentes, concordam? Por que o PT não defende todos os outros? Simplesmente porque não são petistas? Ou seja, "nós defendemos os nossos, os demais que se virem e se defendam sozinhos". 

Viram como é fácil repetir o discurso de um partido? É questão de pensar um pouco. Nem precisa de muito conhecimento jurídico. É só analisar para se chegar a conclusão de que todo o discurso petista para defender seus políticos presos não se sustentam na primeira análise que se fizer dos fatos. 

E que mais bandidos que usam o meio político como meio de enriquecimento e poder a todo preço sejam presos. 

E viva a pluralidade


Há cerca de 80 anos atrás seria impossível imaginar que alguém de outra "raça" chegasse ao Bundestag, o parlamento alemão. Passado esse trauma e abandonada a ideia maluca de que existe uma raça pura, a Alemanha tem motivos para comemorar o resultado das eleições desse último final de semana. Além da reeleição de Angela Merkel como chanceler do país agora em seu terceiro mandato - e entrando para a história como a mulher com o maior mandato de chanceler no mundo, ultrapassando Margareth Thatcher, a Alemanha tem, pela primeira vez em sua história, um representante negro. 

Karamba  Diaby (da foto acima), de 51 anos, é químico de origem senegalesa e chegou à Alemanha há 27 anos, através de uma bolsa de estudos conquistada pelo então governo comunista da Alemanha Oriental. Desde então especializou-se e entrou para a militância política através do SPD, Partido Social Democrata da Alemanha. Além dele, uma outra eleição foi histórica no país: a de Cemile Giousouf, primeira mulher de origem muçulmana a chegar ao Parlamento. 

Sim, essas eleições foram notícia em todo o mundo pela sua importância histórica: apesar de 1 em cada 5 alemães ter origem estrangeira, o país ainda é considerado fechado para estrangeiros, que nem sempre se sentem tão a vontade em terras germânicas. Além disso, todo o passado de repressão nazista é motivo suficiente para que um acontecimento como esse seja motivo de comemoração. 

Já que a política brasileira não nos dá motivos para comemorar, vamos acompanhar a política alemã!

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