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Blog Novas Ideias

Quem disse que só tem um jeito?

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Quem disse que só tem um jeito?

#Música Lioness: Hidden Treasures, o álbum póstumo de Amy Winehouse



Sinceramente, mas não existe melhor forma de fazer um post sobre música do que falar sobre o álbum póstumo de Amy Winehouse, lançado em 2011. 

Lioness: Hidden Treasures (dezembro de 2011, Island Records) é um apanhado de músicas gravadas pela cantora que nunca haviam sido lançadas, embora algumas delas já fossem apresentadas pela própria Amy em shows particulares. Amy não teve tempo de terminar o álbum que sucederia Back in Black (2006), devido a dificuldade em lidar com as drogas e o álcool, o que culminou com a morte da cantora. Mas duas músicas que já estavam prontas estão Lioness: Between the Cheats e Like Smoke, essa última música com a  participação  de Nas, amigo pessoa da cantora que incluiu seus versos após a morte de Amy, em forma de rap: "Why Did God take away the homey?" ("Por que Deus levou minha camarada?") e "I'm a firm believer that we all meet up in eternity" ("Creio firmemente que todos nós nos encontraremos na eternidade). 

Em Lioness: Hidden Treasures podemos ver uma Amy coesa, polida com vocais de apoio e cordas acrescentadas postumamente. Uma Amy de 18 anos que demonstra seu domínio do jazz no clássico da bossa nova "Girl from Ipanema", gravado em 2002, ou a Amy de voz sempre firme como em "Will You Still Love Me Tomorrow", num perfeito cover de The Shirelles.

Enfim, Lioness: Hidden Treasures é um álbum que apenas confirma o que todo fã de Amy Winehouse já sabe: ela tinha muita estrada a percorrer ainda. Uma infinidade de possibilidades que foi fatalmente interrompida, mas que nos deu a chance de conhecer um pouco do imenso talento dela que é considerada uma das melhores vozes de todos os tempos. 

Ouça  "Valerie", uma das faixas do álbum:

Música de Domingo: Tiê - Só Sei Dançar com Você



Sabe aquele momento em que você procura uma música para relaxar? Quando você não quer refletir sobre nada, nem "tirar o pé do chão"? Para momentos como esse indico a Tiê, paulistana que já conquistou seu espaço com músicas doces e suaves. A voz dela é macia, suave, delicada, tão delicada como ela mesma. 

Como vi muito bem definido em um outro site, Tiê é a Mallu Magalhães para adultos... rs

E entre as músicas da Tiê indicamos "Só Sei Dançar Com Você":


Música de Domingo: Valentine - Xandria



Olá, leitores.

Está de volta ao Blog Novas Ideias a seção Música de Domingo, que há 2 anos vem trazendo todos os domingos dicas de boa música e que havia sido interrompida no fim de 2011. E como nossa primeira indicação de 2012 temos um lançamento: a banda alemã de gotic metal Xandria, totalmente desconhecida no Brasil vem fazendo sucesso na Alemanha com seu novo álbum, Neverworld's End, lançado na última sexta feira. Depois de algum tempo sem lançar nenhum CD de inéditas e com nova vocalista, Manuella Kraller, Xandria mostra que continua com o mesmo fôlego de antes. Com pouco tempo de vendas, Neverworld's End já está entre os 50 álbuns mais vendidos em toda a Alemanha.

E o mais novo single do álbum é Valentine, a música que você vai conhecer hoje aqui no nosso blog:


Fado: de Portugal para o mundo



O fado é um dos principais estilos musicais portugueses e sua história se confunde com a própria história de Portugal. Por séculos foi e ainda é um estilo admirado não só pelos portugueses como por outros países europeus que encontram nas letras e poesias do fado uma belíssima forma de arte.

E agora o fado, que já faz parte da cultura portuguesa, foi elevada à categoria de Patrimônio Imaterial da Humanidade, no VI Comitê Intergovernamental da UNESCO, realizado entre os dias 22 e 28 de novembro, em Bali, na Indonésia. Segundo o comitê, o fado é a expressão da identidade da cultura do país.

No Brasil, apesar de termos a facilidade do mesmo idioma, o estilo é pouco conhecido, mesmo tendo influenciado tantos cantores conhecidos nossos - e continuar influenciando. Uma pena, pois o fado é uma expressão artística das mais belas e de mais bom gosto que se tem notícia em todo o mundo. Tanto que a própria UNESCO reconheceu isso.

Amália Rodrigues foi e ainda é, com certeza, um dos principais nomes do fado. Uma de suas músicas, Nem às Paredes Confesso, é bastante conhecida por aqui pela voz de Roberto Carlos e outros, como Nelson Gonçalves e Leila Pinheiro (Veja aqui a versão de Amália Rodrigues e aqui a de Roberto Carlos). E além de Amália o fado tem outros grandes nomes como a talentosíssima Kátia Guerreiro, uma das minhas preferidas.

Kátia Guerreiro, uma das mais jovens  fadistas de Portugal, tem o dom de cantar com a alma. Sua voz grave dá à música um ar ao mesmo tempo trite e alegre, algo que prende a atenção de quem a ouve e se sente impulsionado a viajar com ela em cada verso cantado. Ela inclusive já gravou músicas com Ney Matogrosso e Martinho da Vila. É uma voz que merece ser ouvida com carinho.


Veja uma das músicas dela, Vira dos Malmequeres:





Wesley Talaveira
@wesleytalaveira

Nasi Vivo Na Cena: uma aula de Rock #Nasi30Anos


Esse é o último post da série Nasi 30 anos: a vida e o Rock do Wolverine Valadão que trouxe um pouco do trabalho do Nasi, um dos maiores nomes do Rock brasileiro e paulista. Espero que a série tenha agradado aos que a acompanharam. Não leu os outros posts dessa série? Leia aqui.

Hoje vamos apresentar um pouco do trabalho atual do Nasi, o Nasi Vivo na Cena. O título é bem sugestivo para uma pessoa que retorna aos palcos depois de um período turbulento com o fim do Ira!, pois mostra que, mesmo depois de todos os problemas, Nasi continua na ativa.

A apresentação abaixo foi feita por Kid Vinil especialmente para o novo trabalho, e pode ser lida também no site oficial do Nasi.



Nasi Vivo Na Cena:

Em seu DVD “Vivo na Cena” Nasi dá uma verdadeira aula de rock and roll e suas vertentes.É mais do que um simples DVD gravado ao vivo no estúdio, é um workshop musical, deveria ser instituído como matéria obrigatória nas escolas de música. Essas crianças de hoje deslumbradas com o pop “coxinha” (como ele mesmo descreve no DVD) deveriam todos assistirem esse DVD, pra pelo menos terem uma noção de como se faz rock and roll.

Um super time de músicos acompanham Nasi em Vivo Na Cena e são sua banda de apoio:

Johnny Boy - um multi instrumentista do rock brasileiro, trabalhou com Marcelo Nova , gravou com Raul Seixas e fez parte do Nasi e os Irmãos do Blues.
André Youssef – tecladista, fera da cena do blues brasileiro.
Nivaldo Campopiano – um dos melhores guitarristas brasileiros. Na década de 80 fez parte do Muzak.
Evaristo Pádua – excelente baterista influenciado por mestres como Ginger Baker , John Bonham e Keith Moon , acho que não preciso dizer mais nada!

Além dessa super banda o DVD conta com convidados muito especiais:

Marcelo Nova canta com Nasi a homenagem a Raul Seixas em “Rockixe”.
Vanessa Krongold (vocalista da sensacional banda paulista Ludov) em “Por Amor” música de Zé Rodrix.
Miguel Barella – guitarrista fundamental da cena pós punk paulistana da década de 80 e que junto com Nasi integrava o Voluntários da Pátria.
Apollo Nove – músico e produtor dos mais conceituados, responsável por trabalhos de Otto, Nação Zumbi a Rita Lee.
Manito – o mais cultuado saxofonista do rock brasileiro desde os primórdios do nosso rock and roll (The Clevers e Incríveis). E um super naipe de metais composto por: Ivo “ Mineiro” trompete , Rodrigo Bento sax barítono, Osmar de Aguiar trombone e Todd Murphy trombone.
Dinho Nascimento – famoso percussionista baiano, tocando congas e Berimbum (instrumento que ele criou).

A gravação / mix ficou por conta do lendário Roy Cicala (que tem um dos mais invejáveis currículos da história do rock, John Lennon,Bruce Springsteen,David Bowie, Patti Smith,Aerosmith e mais uma invejável lista de rock stars) e sócio do Record Plant de NY.

No DVD Nasi apresenta um faixa a faixa do disco, mas vale a pena comentá-lo aqui nesse release, pois o repertório foi preparado com um tremendo bom senso e bom gosto musical, que merece ser citado:

1 - Ogun -Parceira de Nasi com o guitarrista Nivaldo Campopiano abre o DVD. Nasi cita uma referencia importantíssima da história do rock britânico, The Spencer Davis Group.

2- O Tempo não Para - A aula de rock continua com o clássico de Cazuza, numa releitura mais para um blues psicodélico. Um arranjo meio “floydeano”.

3- Não Caio Mais  - Essa música é de uma banda pernambucana chamada The River Raid, que faz parte dessa nova geração de bandas independentes inspiradas em Mutantes e indie rock.

4- Verdades e Mentiras - Gravada pelo Voluntários da Pátria em 1983. Uma cultuada banda do pós punk paulista formada por Nasi alem de Miguel Barella , Frippi ,Gaspa e Thomas Pappon ( Felini) .

5- Aqui não É o Meu Lugar -Fruto da parceria Nasi e Nivaldo, encontramos uma levada mais pro rock dessa década com ares de Johnny Cash.

6- Garota de Guarulhos - Essa é uma das tantas boas surpresas desse trabalho. Nasi escolheu uma versão da música “Jersey Girl” de Tom Waits um dos mais geniais compositores e interpretes vanguardistas, feita pelo compositor Carlos Carega.

7- Por Amor - Música de Zé Rodrix, que fez parte do acústico do Ira! E traz como convidada a cantora Vanessa Krongold da banda Ludov. A referencia The Who é fortíssima no instrumental dessa nova versão.

8- Milhas e Milhas - Música que fez parte do álbum “Entre Seus Rins” do Ira! Lançado em 2001, é uma parceria do baixista Gaspa, Nasi e Mauro Matoki (Ludov ) . Versão com muito drive!

9- Tarde Vazia - Foi um dos sucessos do acústico do Ira! Outra composição de Gaspa. Dessa vez Nasi resolveu dar um jeito mais soul music ao arranjo . O melhor que a musica que já teve.

10 – Rockixe - Quem não é fã de Raul Seixas nesse país? Por essa razão também temos o momento “toca Raul” e Nasi escolheu Rockixe e ainda chamou Marcelo Nova pra completar os vocais. Homenagem mais que justa ao nosso “rei do Rock”. Parece que foi composta dos dois band leaders.

11- Bala com Bala - Outra surpresa mais do que agradável. Coisa de gênio do bom gosto! Bala com Bala é uma música de João Bosco com letra de Aldir Blanc, eternizada em 1972 pela gravação de Elis Regina. A aula de Nasi continua na referencia dada a Dr. John ao arranjo . Minha nossa! Dr John esse é mais um que a garotada deveria consultar. Um dos mais importantes músicos de New Orleans. Sua obra passeia entre o jazz, o rock psicodélico, o blues, boogie woogie e os ritmos folclóricos como o Zydeco.

12- Carne e Osso - Outra feliz escolha de Nasi, “Carne e Osso” é da banda de pós punk carioca dos anos 80, Picassos Falsos. Já foi gravada até por Marina Lima.

13 - Onde Estou? - Gravada pelo Muzak em seu primeiro álbum ,com letra de Nasi e Ciro Pessoa ( Titãs do Iê Iê Iê e Cabine C). Um lado B dos anos 80.

14 – Desequilíbrio - Gravada originalmente pela banda de Olinda Eddie em seu mais recente disco. Nasi aproveitou para fazer uma versão mais western /bluegrass.

15- Poeira nos Olhos - Originalmente gravada no segundo disco de Nasi e os Irmãos do Blues. A fonte de inspiração foi a música “Equinox” de John Coltrane , uma adaptação dessa melodia. Com um sensacional solo de sax dessa lenda viva do rock brasileiro: Manito.

16- Eu Só Poderia Crer - Composição de Fred 04 e gravada no primeiro cd do Eddie.Com citações dos Stones e Jorge Benjor .

17- Me Dê Sangue - Encerra o disco com um afro blues. O percussionista Dinho Nascimento mistura seu berimbum de forma sensacional aos violões e gaita nesse country blues, a la Son House, de Nasi e Johnny boy.

"Nasi registrou os melhores momentos de sua carreira nesse DVD, (Ira!, Voluntários da Pátria e Irmãos do Blues) resgatou perolas da musica popular (Raul Seixas, João Bosco e Zé Rodrix) o pós punk dos 80 (Voluntários, Muzak e Picassos Falsos) deu voz a nova geração ( Eddie, The River Raid, Fred 04 e Ludov ). Incluiu também canções inéditas e fez desse trabalho um dos mais incríveis feitos por alguém da minha geração. Como eu disse no começo uma aula de rock and roll."

Veja aqui o vídeo de Por Amor, música de Zé Rodrix regravada pelo Nasi em Vivo na Cena:



Reveja os outros posts dessa série, clicando aqui.

Nasi e seus trabalhos paralelos ao Ira! #Nasi30Anos



Esse é o segundo post da série Nasi 30 anos: a vida e o rock do Wolverine Valadão, que vai trazer um pouco do trabalho do Nasi, um dos maiores nomes do Rock brasileiro.

No post de hoje, vamos conhecer o outro lado do Nasi, não tão conhecido como o Ira!, mas de tanta qualidade como seu trabalho Rock: seu projeto solo Nasi e os Irmãos do Blues, além do CD solo Onde os Anjos Não Ousam Pisar e outros trabalhos.


Nasi & os Irmãos do Blues

Pelos idos dos anos 90, paralelamente ao Ira!, o Nasi começou um projeto muito bacana, chamado Nasi e os Irmãos do Blues. Não era uma banda, era um projeto-solo que se apresentava nas noites paulistanas com letras ao mesmo tempo inocentes e irreverentes. Apesar de ter sido um projeto despretensioso, Nasi conseguiu escrever com destaque seu nome no escasso cenário do blues nacional, participando de todos os festivais internacionais no Brasil tocando ao lado de lendas do gênero como Pinetop Perkins, Mat “Guitar” Murphy, Roomfull of Blues, Magic Slim, John Hammond, Wilson Picket e outros.

Do projeto saíram 3 discos: Uma Noite com Nasi e os Irmãos do Blues em 1994, Os Brutos Também Amam em 1996 e O Rei da Cocada Preta, em 2000.



O "Wolverine Valadão"

Em 2003, o Nasi posou para a seção Eu queria ser... da revista MTV vestido como X-Men Wolverine, o que lhe rendeu o apelido de "Wolverine Valadão" no Rockgol, da MTV. Tanto gostou do visual que passou a usar costeletas grandes e usou a imagem em outros trabalhos.



Gravação de Epitáfio

Em 2008 à convite do diretor de trilhas da TV Record Manoel Berenbein, Nasi grava uma versão da música Epitáfio, dos Titãs, para tema de um dos principais personagens da novela Chamas da Vida.



O Cacador de Fantasmas

No início de 2009 a MTV lança o dvd Rockstar Ghost um desenho animado onde Nasi é o personagem principal. Na animação Nasi vive um caça-fantasmas responsável por enviar estrelas do rock de volta para o mundo dos mortos. Entre os rockstars estão Jim Morrison, Janis Joplin e James Brown, o pai do soul.


Onde os Anjos Não Ousam Pisar

Ainda no Ira e depois de encerrado o projeto Nasi e os Irmãos do Blues, Nasi começa o trabalho Onde os Anjos Não Ousam Pisar.

Com um disco bem fragmentado, como ele mesmo define, o álbum apresenta os mais variados estilos musicais como rock, blues e hip hop, tudo muito bem pensado e trabalhado, afinal a produção de Onde os Anjos não Ousam Pisar começou em 2003 e só acabou dois anos depois.

A capa de Onde os Anjos Não Ousam Pisar mostra o roqueiro encarando um Wolverine com jeito de poucos amigos. Além disso, o álbum inclui a faixa Wolverine Blues, com a seguinte letra: "É verdade! Eu sou um animal."


Veja a música Onde os Anjos Não Ousam Pisar:




Não perca na próxima semana o último post da série Nasi 30 anos: a vida e o Rock do Wolverine Valadão, sobre o trabalho atual Nasi Vivo na Cena.

Nasi e o Ira!: um sucesso com começo, meio e sem fim #Nasi30Anos



Esse é o primeiro post da série Nasi 30 anos: a vida e o Rock do "Wolverine Valadão", que vai trazer um pouco do trabalho do Nasi, um dos maiores nomes do Rock brasileiro e que praticamente consolidou o legítimo Rock and Roll paulistano.

E não haveria outra forma de iniciar uma série sobre o Nasi que não fosse falando sobre o Ira!, seu principal trabalho, iniciado em 1981. Edgard Scandurra havia formado com seu colega de classe Dino uma banda chamada Subúrbio, e resolveram convidar o colega estranho do Colégio Brasílio Machado para participar. O colega estranho era Marcos Valadão Rodolfo, que havia recebido dos colegas de classe o apelido de Nazi - com Z - pelo visual punk e comportamento solitário. Por rejeitar qualquer manifestação neonazista - Nazi é a denominação do Partido Nazista, que deu apoio à ditadura de Adolf Hitler na Alemanha - resolveu trocar o Z pelo S, e assim nascia o Nasi.

Juntos, Nasi, Edgard e Dino se apresentaram pela primeira vez em 1979 num festival do colégio Objetivo  com uma música de composição de Edgard, chamada Pobre Paulista, que mais tarde veio a ser um dos grandes hits do Ira!. Em 1980 Edgard foi convocado a servir o Exercito, onde escreveu a música Núcleo Base, e o trabalho da banda Subúrbio se interrompeu durante um ano.

Um ano depois, Edgard convidou Nasi para se apresentarem num festival punk na PUC de São Paulo em outubro, onde surgiu oficialmente a banda Ira, ainda sem a exclamação, inspirada no Exército Republicano Irlandês - Irish Republican Army. Completavam a formação o baterista Fabio Scatone, e o baixista Adilson.

Dois anos depois, o produtor Pena Schmidt descobriu a banda, nessa época contando com Charles Gavin na bateria (mais tarde baterista dos Titãs) e Dino (velho companheiro do Subúrbio) no contrabaixo, e os levou até a gravadora Warner, onde o Ira gravaria seu primeiro compacto,que levou o nome da banda. O compacto contava com as músicas Gritos na Multidão e Pobre Paulista.

Em março de 1985, após trocar Dino por Ricardo Gaspa, e Charles Gavin pelo ex-titã André Jung, o Ira!, agora com ponto de exclamação, gravaria seu primeiro LP; "Mudança de Comportamento". O disco contava com 11 faixas, entre elas N.B. (Núcleo Base), Ninguém precisa de guerra, Longe de Tudo e Ninguém entende um mod.

No ano seguinte, com maior prestígio dentro e fora da gravadora, a banda lançaria seu segundo LP Vivendo e Não Aprendendo. O disco, lançado em setembro, era sem dúvida uma obra prima. Vivendo e Não Aprendendo trazia grandes hits como Envelheço na Cidade, Vitrine Viva, Pobre Paulista e Gritos na Multidão, sendo as duas últimas gravadas ao vivo em São Paulo.

A consolidação do Ira aconteceu de fato quando a música Flores em Você entrou na trilha sonora da novela "O Outro" da Rede Globo, em 1988. O disco chegaria a marca de 200 mil cópias vendidas. O grupo era aclamado pela mídia, e Edgard Scandurra, merecidamente escolhido pela revista Bizz como o melhor guitarrista brasileiro. Edgard, um canhoto sui generis por não inverter as cordas da guitarra, tocava com grande velocidade e perícia a ponto de impressionar todos seus companheiros da era do Rock.

Quatro meses depois, a banda ressurgiria com o lançamento do álbum Psicoacústica, que contava com um instrumental afiadíssimo. Dentre as oito longas faixas estavam a balada Rubro Zorro, Manhãs de Domingo, Farto de Rock 'n' Roll, e um rap de roda Advogado do Diabo. O disco se tornaria a obra "cult" do Ira!.

O próximo disco do Ira! chamado Clandestino, lançado em 1990, trazia fortes influências do Cinema Novo que produziria bons momentos como Nasci em 62, Melissa (com a participação especial de Paulo-Bandido da Luz Vermelha-Villaça), Cabeças Quentes e Consciencia Limpa.

Um surto de renovação e criatividade resultaria no disco Meninos da Rua Paulo, em 1991. O entusiasmo da banda ao cantar versos de Raul Seixas para Lucy in the Sky with Diamonds, de Lennon e McCartney, com o título em português de Você Ainda Pode Sonhar era um dos grandes momentos do disco.

Em 1993, o grupo lançou o sexto disco Música Calma para Pessoas Nervosas, obra que viria encerrar um ciclo do Ira! junto à Warner. Esse disco, autoproduzido pelo grupo, teve como destaque a música Arrastão.

Em 1996, já em outra gravadora (a Paradoxx), o grupo lançou o disco 7, que contava com uma faixa em CD-ROM, e grandes composições como Você Não Serve Pra Mim, e Assim que me querem. Como faixa bônus, Nasci em 62, tirada de um show onde Nasi e Arnaldo Antunes detonam nos vocais. O álbum foi gravado logo após uma turnê de quatro shows no Japão que culminaram com uma apresentação antológica no Club Cittá, templo do Rock no Japão.

Em maio de 1998, o Ira! lança o ousado Você Não Sabe Quem Eu Sou, álbum que incorpora algo da atitude criativa de Psicoacústica ao fazer do estúdio um laboratório para a criação de arranjos surpreendentes e inusitados, o disco viria receber o prêmio de "Melhor Produção de Rock" da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Deixando a gravadora Paradoxx, o Ira! desenvolve o embrião do que viria a ser seu nono disco ao produzir um CD demo, baseado na interpretação de outros autores, que acabaria por conduzir o grupo para a Abril Music.

Em novembro de 1999 o Ira! lança o aclamado Isso É Amor, CD que rapidamente ganharia as rádios e o prestígio de crítica levando o Ira! a ser considerado pela APCA "O Melhor Grupo de Música Popular de 1999".

Em 2000 a banda lança o Ao Vivo MTV gravado no Memorial da América Latina, em comemoração aos vinte anos de uma invejável carreira de sucesso. No "track list" não faltam grandes clássicos como Tolices, Envelheço na Cidade, É assim que me querem e Flores em você. Seguido desse grande sucesso de vendagem (cerca de 160.000 cópias em cd e mais de 21.000 em DVD), o Ira! Apresenta-se no Rock In Rio 03 para 250.000 pessoas, o recorde de público do Festival. Com certeza um dos momentos mais marcantes na carreira da banda e para os fãs que presenciaram. Ainda no ano 2000 Ricardo Gaspa lança seu projeto paralelo de surf music Huntington Bitches.

Em 2001 o grupo lança Entre Seus Rins, apenas com músicas inéditas. Este CD mostra um Ira! cada vez mais maduro, porém, sem perder o ar juvenil e reflexivo da banda. A Faixa Um homem só é a prova da criatividade e trajetória desses músicos, pois traz em uma só música diversos elementos que vão do flamenco ao Rock psicodélico.

2004 é mais um ano de sucesso, com o lançamento do Acústico MTV, com CD e DVD, que além dos ‘hits’ trouxe quatro faixas inéditas e fez jus a canções ótimas, mas desconhecidas do grande público. Representantes de três gerações diferentes participaram da gravação: Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa e Pitty.

Em 2007 o Ira! retorna ao rock clássico com o CD e DVD Invisível DJ, com a produção de Rick Bonadio e aposta num som dançante nas primeiras faixas e surpreende em músicas como Mariana Foi pro Mar, tocada ao som de violão numa levada sessentista, ao todo o disco contém 12 faixas que mesclam rock e baladas com direito a clássico, como a regravação de Feito Gente, composta por Walter Franco na década de 70.


Brigas e separação do grupo



No inicio de setembro de 2007, após brigas com o irmão e empresário Airton Valadão Jr, Nasi retirou-se da banda (indeterminadamente), antes do Ira! entrar de ferias, algo previsto para 2008. Às brigas seguiram-se momentos polêmicos, com brigas públicas e até violência física, ocasião em que Nasi foi submetido à Interdição Pública pedida à justiça pelo pai, Airton Valadão, como foi mostrado numa reportagem do Fantástico, em 2007

E assim se encerrou por completo uma carreira de 26 anos da banda Ira, o principal trabalho do Nasi!

Veja aqui a primeira música do Ira!, Pobre Paulista:


Na próxima semana, conheça a carreira solo do Nasi paralela ao Ira!, Nasi e os Irmãos do Blues.


Esse post tem informações e trechos do Wikipedia e do Iranet, o Fã Clube oficial do Ira!. Aliás, vale muito a pena visitar o site do Fã-clube. Lá tem muita informação sobre todo o trabalho do Ira!.

Nasi será tema de nova série de posts do Blog Novas Ideias




Nasi com certeza é um dos maiores nomes do Rock brasileiro, além de ser uma das vozes do Rock paulistano de vanguarda. E no ano em que ele completa 30 anos de carreira, o Blog Novas Ideias faz uma homenagem para esse ícone da nossa música com uma série de textos para o Vitrola. A série Nasi 30 anos: a vida e o Rock do "Wolverine Valadão" vai trazer um pouco da vida e carreira do Nasi.


A série, que começa dia 31 de julho, vai abordar três momentos diferentes da carreira do Nasi:

- No dia dia 31 de julho, você vai a história do Ira!, o trabalho de maior sucesso do Nasi, em parceria com Edgard Scandurra: o início, o auge do sucesso e as brigas que levaram ao fim da banda;

- No dia 07 de agosto vamos trazer um pouco da carreira solo: o projeto Nasi e os Irmãos do Blues , além de Onde os Anjos Não Ousam Pisar e outros trabalhos;


- Para encerrar, no dia 14 de agosto, dia dos pais, vamos conhecer o trabalho atual do Nasi, que marca seu retorno depois de todo o período turbulento do fim do Ira!: o projeto Nasi Vivo na Cena.



Nasi 30 anos: A vida e o Rock do "Wolverine Valadão" a partir do dia 31 de julho, aos domingos, no Blog Novas Ideias.

Acompanhe!

The Black Star Tour: a turnê de @avrillavigne chega ao Brasil #Vitrola


@wesleytalaveira Agora sim! Por causa do post especial sobre a carreira de Amy Winehouse, esse post que devia ter saído ontem teve de ser adiado. Se você ainda não leu o texto, leia aqui. E agora vamos falar de um dos grandes shows internacionais que o Brasil recebe esse ano, e que vai acontecer essa semana em São Paulo: a canadense Avril Lavigne volta ao Brasil 6 anos depois de sua primeira visita para trazer a turnê The Black Star Tour, para divulgar o novo CD Goodbye Lullaby. O CD, lançado em abril desse ano é o mais "maduro" da carreira, como define a própria Avril, pois conta com canções mais reflexivas, não tão "dançantes" como o anterior The Best Damn Thing. Mas mesmo assim já coleciona sucessos: What The Hell, primeiro single do CD, alcançou sucesso em todo o mundo e Smile, o segundo single, está entre as mais ouvidas, além de Wish You Where Here já ser aguardado como o próximo single.




Quem é Avril Lavigne?

Avril Ramona Lavigne nasceu em Napanee, pequena cidade de Ontario, no Canadá em 27 de setembro de 1984 e desde criança mostrou seu amor pela música. Ela mesma disse numa entrevista numa vez que, quando criança, adorava pegar vassouras para usar como microfone e subia na cama, se imaginando num palco. Ganhou um concurso de uma rádio e se apresentou com Shania Twain num palco para 20 mil pessoas e lá, ainda bem jovem, decidiu que seguiria a carreira de cantora. Para isso, teve de enfrentar a reprovação dos pais e se mudar pra Nova Iorque.

Em Nova Iorque, Avril se envolveu com o movimento punk, e começou a chamar a atenção de gravadoras. Logo assinou contrato com a Arista e lançou seu primeiro trabalho, Let Go, uma produção pequena, com músicas de composição da própria Avril que falavam da sua visão do mundo, da confusão que sua cabeça adolescente de 17 anos fazia com a vida ("tudo muda enquanto eu viro as costas, eu sou um móbile" - trecho da música Mobile); o CD era uma aposta tímida que a gravadora fazia na menina magrela franzina vinda do Canadá que cantava bem. Mas Let Go resultou num verdadeiro fenômemo:  em pouco tempo as músicas Complicated e I'm With You explodiram nas rádios americanas e logo chegaram ao topo das músicas mais cantadas no mundo. Em pouco tempo, Avril viu seu trabalho chegar ao ápice: fãs por todos os lados, convites para turnês nos lugares mais absurdos do planeta, além da onda punk que tomou conta dos adolescentes no mudo todo, graças a sua influência.

Em 2004 lançou Under My Skin, com colaboração da compositora canadense Chantal Kreviazuk e de Ben Moody, ex-baterista do Evanescence. O CD trás músicas mais adultas, carregadas do Rock'nd Roll pesado, com letras que falam de decepções amorosas e frustações. Logo bateu recordes de vendas e chegou a marca de 9 milhões de cópias vendidas em 2004, sendo considerado o CD mais vendido em todo o mundo naquele ano. Ainda em 2004, a revista Rolling Stones dedica uma matéria à Under My Skin, classificando as músicas do CD como "irresistíveis", além de dizer que Avril foi uma das únicas na história da música americana a conseguir "manter a cabeça", ao manter seu estilo e rejeitar influências do hip hop, tão presentes em outros cantores na época.  O The Guardian tambem se manifesta sobre Avril Lavigne, dizendo que Under My Skin era o símbolo autêntico da rebeldia punk-rock americana. A Billboard americana diz que, com o trabalho novo, Avril abandona a imagem de adolescente inocente e passa para a fase de menina madura revoltada com a adolescência, com musicas menos alegres que o primeiro trabalho. O sucesso do segundo trabalho também se confirma no Brasil, sendo o CD mais vendido de 2004.

Em 2007, Avril lança seu 3° trabalho, The Best Damn Thing, onde ela apresenta sua fase madura: músicas mais dançantes e leve inclinação ao pop. Avril confirmava, com esse trabalho, que estava abandonando a imagem de menininha pop mal resolvida. O The Guardian classifica The Best Damn Thing como um "retorno triunfal" de Avril Lavigne que, mesmo aos 22 anos e casada, colocou em suas letras o espírito adolescente, mas agora cheio de autoconfiança, provocador.O site americano About.com, especializado em música, diz que The Best Damn Thing é o típo de trabalho que faz a crítica querer "arrancar os cabelos": trás a nítida percepção de que Avril cresceu, mas ao mesmo tempo revela o espírito rebelde de menina punk que ainda está em Avril. O site diz ainda que Avril Lavigne é a "cantora do século XXI". Sobre a música When You Gone, single do CD, toda a crítica americana tem a mesma opinião: Avril se mostra madura e se assemelha com a também canadense Alanis Morrissete. No mundo todo, The Best Damn Thing vendeu 6 milhões de cópias em 2007.

Em 2011 lançou seu 4° CD, Goodbye Lullaby, e já tem planos par o 5° CD, que deve ser lançado em 2012.

Avril Lavigne é o tipo de pessoa que não tem medo de arriscar. Com o fim da adolescência, a rebeldia de menina punk foi perdendo sentido para ela. As roupas largas e desajeitadas começaram a dar lugar a modelos mais ajeitados (e sensuais), que realçavam o corpo de mulher da cantora. Avril trocou o skate pela maquiagem. Sobre essa mudança, ela mesma diz: "quando você cresce, as coisas da adolescência passam a não fazer mais sentido". Avril começa a aparecer em revistas fora do mercado da música. Posa para um ensaio da Maxim americana, que mostra a Avril que as roupas de menina escondiam: o "mulherão". Avril havia crescido, se desenvolvido e mudado, mas conservando ainda o estilo musical que a havia consagrado no mundo todo.


Veja o maior sucesso até hoje da Avril: I'm With You:


Pra conhecer melhor a Avril , vale a pena conhecer o site oficial dela no Brasil, o Alavigne. Lá dá pra encontrar tudo que esteja relacionado a ela: história, entrevistas, fotos e outros materiais.

Amy: a melhor voz de todos os tempos #Vitrola


@wesleytalaveira Olá, leitores.

Esse é o post de estreia da nossa Vitrola, o novo espaço de música do Blog Novas Ideias. Durante a semana disse que iríamos estrear falando um pouco sobre a carreira de Avril Lavigne, que vem a São Paulo essa semana. Mas, com a morte de Amy Winehouse, achei que seria interessante trazer um pouco da carreira dela, por isso adiamos para amanhã o post sobre a Avril. Melhor, assim teremos dois posts numa só semana!



Em janeiro eu mesmo fiz um post sobre a Amy aqui no blog e no Insoonia onde falei sobre ela ser uma pessoa autêntica: Amy não faz esforço pra ser a "cantora boazinha", que quer "mudar o mundo através da música". Ela canta porque gosta e pronto. Se vão gostar do que ela faz, se a música dela vai influenciar alguém, isso não é problema dela. O que ela quer saber é que canta o que quer, na hora que quer (quando não está com a cabeça cheia de álcool). Não quer passar imagem de pessoa certinha, tanto porque ela NÃO É. Ela é isso que sempre mostrou e ponto. Sim, eu fiquei triste com a morte dela, tanto porque sempre acompanhei a carreira dela. Amy Winehouse nao era mais uma cantora, nem uma artista fabricada por uma indústria cultural que vive de produzir personagens e lançar modinhas que vendam CD. Amy, garota branca, inglesa e judia recriou a soul music americana e tinha, como vários especialistas dizem, uma "voz negra", daí ser comparada a grandes nomes da soul music como Sarah Vaughan, Macy Gray, entre outras. Amy tinha uma personalidade única e, como disse Quency Jones há um ano atrás, ela parecia ser "de outro planeta". Concordo com críticos que diziam que Amy foi uma das melhores vozes que surgiram nos últimos anos. A Amy saiu cedo da vida e entra para a história da boa música assim como grandes nomes como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e outros, que, coincidentemente morreram também com 27 anos de vida.

Inglesa do subúrbio de Londres, Amy começou a cantar cedo: aos 10 anos criou uma pequena banda de rock chamada Sweet 'n' Sour, as Sour, que durou pouco tempo. Aos 13 ganhou uma guitarra elétrica de presente e aos 16 já cantava profissionalmente. Não demonstrava tanto talento e era tímida. Darcus Breeze ouviu demos que ela lhe enviara e se interessou em conhecer a "garota da voz de jazz e blues". Daí pra o contrato com a Island foi um pulo. Em 2003, fez sua estreia, com o álbum Frank. O álbum foi bem recebido pela crítica e Amy recebeu quatro prêmios no ano seguinte, por melhor música contemporânea (Ivor Novello Awards) por Stronger Than Me, melhor artista solo feminina (BRIT Awards), melhor ato urbano (BRIT Awards) e melhor álbum do ano (Mercury Music Prize). Todas as músicas foram escritas por ela e marcadas por voz e estilo - um misto de jazz e hip hop - que impressionaram o público.

Em 2006 a cantora passou por uma mudança no visual. Adotou um penteado retrô, maquiagem marcante nos olhos bem ao estilo dos anos 1960, e roupas mais ousadas que influenciariam inclusive alguns estilistas depois. Seu segundo álbum, Back to Black, lançado no mesmo ano, tornaria a cantora famosa mundialmente. Também tornaria público o seu problema com drogas, expresso na música Rehab – um verdadeiro sucesso nas paradas pop dos EUA. Pelo trabalho, foi a primeira britânica a ganhar cinco Grammy Awards, em 2008, na mesma noite. A partir de então, tornou-se atração de eventos tão importantes quanto o tributo a Nelson Mandela.

Os problemas mais sérios com drogas impediram Amy de prosseguir normalmente com a carreira. Apresentações desastrosas no palco, uma voz completamente diferente do que o público havia conhecido e uma postura autodestrutiva (a cantora não esconde que toma diferentes drogas) impediu que o terceiro álbum fosse produzido. Os próprios executivos da gravadora que representava a cantora não aceitaram suas novas canções. Aparentemente recuperada, Amy prometia um novo álbum para 2011, mas suas apresentações não confirmavam essa "recuperação; seu último show, na Sérvia, foi um fiasco: depois de cantar completamente bêbada, Amy foi vaiada pela plateia. Era sua primeira apresentação desde que havia deixado a clínica de reabilitação. A cantora começou a apresentação com uma hora de atraso e não conseguiu cantar durante os 90 minutos de espetáculo. Após o ocorrido, toda sua turnê europeia foi cancelada.

Ontem Amy foi encontrada morta em casa, em Londres, por uma possível overdose de drogas.

Veja o clipe de Rehab, a música que deu destaque à Amy:



Vale a pena ver a análise da repórter Carol Nogueira, da Folha, sobre a carreira da Amy e, inclusive a influência dela sobre outros nomes "brancos" da Soul Music:



Com trechos do Ig e Band.

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